
BRASIL, 24 de abril de 2026 — Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais revelou acréscimo de R$ 146,9 bilhões por ano ao custo Brasil. A análise avaliou 45 atos normativos aprovados entre 2023 e 2025.
Esses dispositivos incluem leis, decretos, portarias, resoluções e medidas provisórias. As áreas abordadas foram trabalhista, tributária, ambiental e de energia.
O levantamento considerou efeitos positivos e negativos de cada norma. Dessa forma, os pesquisadores calcularam o impacto líquido das mudanças.
Um exemplo é o setor de energia. O novo marco do setor elétrico gerou efeito positivo, segundo ele. Porém, a lei das eólicas offshore acabou elevando os custos. O levantamento foi publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo.
DEFINIÇÃO DO CUSTO BRASIL
O custo Brasil representa despesa adicional enfrentada por empresas. Elas pagam esse valor para produzir no país. A comparação usa a média das nações da OCDE. Na prática, esses entraves dificultam investimentos e contratações. Além disso, atrapalham exportações e a competitividade industrial.
O estudo seguiu 12 eixos temáticos de competitividade empresarial. Apenas dois eixos registraram queda líquida entre 2023 e 2025.
A maior redução ocorreu nos custos para financiar negócios. Esse recuo foi de R$ 20 bilhões. Inclusive, houve diminuição de R$ 7,9 bilhões nos custos para dispor de infraestrutura. Investimentos do Novo PAC e do programa Nova Indústria Brasil impulsionaram essa queda.
Por outro lado, quatro áreas tiveram os maiores aumentos. O ambiente jurídico-regulatório liderou com R$ 80,5 bilhões. Em seguida, vieram os custos para empregar capital humano, com R$ 36,9 bilhões. Os custos para honrar tributos subiram R$ 28,9 bilhões. O acesso a insumos básicos aumentou R$ 21 bilhões.







