
BRASÍLIA, 28 de setembro de 2026 — A defesa de Jair Bolsonaro protocolou um novo pedido de revisão criminal no STF na noite de sexta (25). O pedido quer suspender a pena de 27 anos e 3 meses de prisão e pede liberdade imediata. O principal argumento são falas do ministro Alexandre de Moraes na sessão de 15 de setembro, no Caso Master.
Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, Moraes defendeu no Caso Master que um juiz não pode investigar durante o inquérito. Porém, no processo que condenou Bolsonaro, Moraes teria feito exatamente isso. Então, a defesa vê contradição.
Além disso, a defesa compara prazos. No Caso Master, Moraes pediu prazo razoável para analisar provas digitais. No caso de Bolsonaro, pedidos de mais prazo teriam sido negados. A defesa diz que recebeu 70 terabytes de dados atrasados.
O pedido também inclui um parecer técnico. Esse parecer aponta falhas na cadeia de custódia das provas digitais. Ou seja, os procedimentos que garantem a integridade das provas teriam falhas. A defesa quer que isso seja considerado.
A condenação de Bolsonaro é definitiva. Em maio, a defesa já tinha pedido revisão criminal. Em setembro, desistiu de suspender a pena no processo anterior. Agora, protocolou pedido de desistência da revisão antiga, que estava com o ministro Kassio Nunes Marques.
O Caso Master analisa a possibilidade de investigar Moraes. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.







