
BRASÍLIA, 15 de setembro de 2026 — Alexandre de Moraes entregou ao STF, nesta terça (15), uma defesa de 44 páginas contra a investigação ligada ao Banco Master. No documento, dividido em 121 tópicos, ele nega conversas com Daniel Vorcaro, acusa André Mendonça de conduzir uma “farsa incriminatória” e pede a nulidade da apuração por falta de indícios de crime.
A defesa contesta dados retirados do celular de Vorcaro. A PF encontrou 52 anotações, e cinco teriam horários coincidentes com mensagens. Moraes diz que isso não prova diálogo.
Além disso, cita 7.742 documentos ligados à Compliance Zero e afirma que nenhum registra contato dele com autoridades da operação. O texto também traz erros de concordância e grafias como “whatzap”.
Moraes diz que metadados indicariam produção externa do relatório policial e levanta a hipótese de participação de órgão estrangeiro, sem apontar qual.
Ele confirma que seus dois filhos receberam ofertas de cartões do Master, mas afirma que não os usaram. Também nega um segundo contrato do escritório de sua mulher, embora a PF cite acordo de até R$ 50 milhões.
O ministro acusa Mendonça de pressionar a PF e diz que pretende pedir a intimação de testemunhas. Mendonça contesta as acusações. Edson Fachin separou as PETs 16.662 e 16.704 e rejeitou julgá-las juntas.
Moraes pede o encerramento da PET 16.662. Cabe ao plenário do STF decidir se acolhe a nulidade ou mantém a apuração.







