LISTA SUJA

Maranhão soma seis novos casos na lista do trabalho escravo

Andre Reis
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trabalho escravo
Maranhão teve seis novos casos incluídos na lista suja do trabalho escravo, divulgada nesta terça (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

MARANHÃO, 07 de outubro de 2026 — O Maranhão teve seis novos casos incluídos na “lista suja” do trabalho escravo, divulgada nesta terça (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O cadastro reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão após fiscalização e processo administrativo.

Com seis ocorrências, o Maranhão empatou com o Amazonas e ficou atrás apenas de Minas Gerais, com 19, e Bahia, com oito. Ao todo, 82 empregadores entraram no cadastro em outubro, sendo 54 pessoas físicas e 28 empresas. Os casos foram identificados entre 2024 e 2026 em 21 unidades da Federação.

Os 82 novos registros envolvem 553 trabalhadores em todo o país. As atividades com mais inclusões foram criação de bovinos, serviços domésticos, produção de carvão vegetal, produção de café e construção de edifícios. Portanto, os 553 trabalhadores não estão ligados apenas aos seis casos maranhenses.

Em abril, outros quatro empregadores do Maranhão entraram na lista após fiscalizações em Barreirinhas, Benedito Leite, São Félix de Balsas e Açailândia. Esses registros são diferentes dos seis anunciados agora. Além disso, a atualização de outubro teve cerca de 51,48% menos novas inclusões que a anterior.

Criada em 2003, a lista é atualizada a cada seis meses. O empregador entra no cadastro somente após decisão administrativa definitiva e permanece por dois anos. Nesta atualização, 151 nomes deixaram a relação após completar esse período. O STF considerou constitucional a manutenção do cadastro em 2020.

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