
MARANHÃO, 03 de novembro de 2026 — O Maranhão registrou 99 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre 28 e 30 de outubro. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que recebeu 4.305 relatos em todo o país nos três primeiros dias do canal específico. O estado ocupa a 12ª posição nacional e a quinta no Nordeste.
Na região Nordeste, o Maranhão aparece atrás de Ceará, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Ao todo, os estados nordestinos somaram 784 denúncias, o equivalente a 18,2% do total brasileiro. Já o Sudeste lidera o levantamento, com 2.087 registros, que representam 48,5% das manifestações.
São Paulo concentra o maior número de denúncias, com 1.325 registros. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 354, e Minas Gerais, com 345. Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Ceará, Bahia, Goiás, Pernambuco e Pará também estão à frente do Maranhão no ranking nacional.
As denúncias passam por análise da Auditoria Fiscal do Trabalho, que poderá determinar fiscalizações e aplicar penalidades caso encontre irregularidades. No entanto, o registro de uma denúncia não comprova, por si só, a prática de assédio eleitoral. Os relatos são sigilosos e encaminhados aos órgãos responsáveis.
O ministro Luiz Marinho reforçou que empregadores não podem pressionar funcionários por escolhas políticas. Trabalhadores que sofrerem ou presenciarem constrangimentos, ameaças ou discriminação eleitoral podem denunciar os casos ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou ao Ministério Público do Trabalho (MPT).










