CADEIRAS COBIÇADAS

Eduardo Braide pode herdar três vagas no TCE-MA após impasse

Andre Reis
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Braide TCE
Suspensão das escolhas no Tribunal de Contas pode beneficiar Eduardo Braide, caso o impasse continue até o fim do ano e as indicações fiquem para 2027.

MARANHÃO, 03 de novembro de 2026 — A escolha de três novos conselheiros do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA) pode ficar para o governo de Eduardo Braide (PSD), caso o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha os processos suspensos até o fim de 2026. Das três vagas, uma depende de indicação do governador e duas são de responsabilidade da Assembleia Legislativa.

O governador Carlos Brandão (MDB) precisa de uma decisão favorável do ministro Flávio Dino para indicar o substituto de Álvaro César antes de deixar o cargo. O nome também precisa passar pela Assembleia. Se o bloqueio continuar, Braide poderá assumir a responsabilidade pela indicação.

Na Assembleia, a disputa envolve as vagas de Washington Oliveira e Jorge Pavão. Entre os nomes cotados estão Othelino Neto, Carlos Lula e Rodrigo Lago, todos do PSB e sem reeleição. Além disso, a escolha dos conselheiros depende das articulações para definir a próxima presidência do Legislativo.

A eleição para comandar a Assembleia está prevista para o início de fevereiro. O resultado poderá mostrar a força política de Braide entre os deputados e influenciar as negociações pelas duas cadeiras do TCE-MA que cabem ao Legislativo.

Enquanto isso, o tribunal funciona com três conselheiros titulares em exercício e substitutos. Marcelo Tavares assumiu interinamente a presidência após o afastamento judicial de Daniel Brandão.

O sobrinho do governador continua titular da cadeira, mas seu retorno depende de decisão de Flávio Dino.

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