
BRASÍLIA, 21 de setembro de 2026 — A Justiça do Trabalho registrou 171 processos de assédio eleitoral no trabalho em 2026. Desde 2023, já são 771 casos, segundo dados do TSE.
O assédio eleitoral acontece quando o trabalhador é coagido, ameaçado ou constrangido por causa de sua escolha política. Além disso, a prática pode atingir uma pessoa ou um grupo.
Dois casos recentes estão no Ministério Público do Trabalho. Um envolve o empresário Luciano Hang, dono da Havan. Ele disse que funcionários que votassem em candidatos a favor do fim da escala 6×1 poderiam procurar um “subemprego”. A Havan não respondeu até a publicação.
O outro caso envolve o influenciador Rico Melquiades. Ele afirmou que demitiria uma empregada doméstica por apoiar outro partido. Depois, ele se retratou e disse que as mulheres do vídeo são parentes dele.
A advogada Juliana Castilho explica que ameaças por e-mail ou WhatsApp para um grupo podem ser assédio coletivo. Portanto, o trabalhador deve juntar provas antes de denunciar.
Ele pode procurar o canal da empresa, o Ministério do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho, a Justiça Eleitoral, o sindicato ou um advogado.
São Paulo lidera o número de processos. Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina vêm depois. Juntos, esses cinco estados concentram metade dos casos.







