
BRASÍLIA, 28 de setembro de 2026 — O Estadão publicou neste domingo (27) um editorial no qual acusa o ministro Flávio Dino, do STF, de atuar em favor da reeleição do presidente Lula. A crítica surgiu após Dino derrubar uma decisão do ministro André Mendonça, do TSE, sobre publicações envolvendo Flávio Bolsonaro.
Na sexta (25), Mendonça determinou a retirada de 1.125 publicações que associavam Flávio Bolsonaro a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Depois, Dino cassou a ordem ao analisar um pedido do humorista Antonio Tabet.
Segundo Dino, sua decisão protege a liberdade de expressão e a liberdade religiosa de quem defende a manutenção da lei sobre Nossa Senhora Aparecida. Já o Estadão sustenta que a análise sobre a retirada das postagens deveria permanecer na Justiça Eleitoral.
O editorial afirma que Dino ultrapassou competências e relaciona sua decisão à disputa presidencial. O jornal também menciona o passado político do ministro, que comandou o Ministério da Justiça no governo Lula antes de assumir uma cadeira no Supremo.
Além disso, o Estadão relaciona o episódio às divergências entre ministros indicados por Lula e Jair Bolsonaro. O texto afirma que esses conflitos prejudicam a imagem de imparcialidade do Judiciário.
O jornal também cita uma atuação anterior de Dino em caso envolvendo o jornalista maranhense Luís Pablo. Ao final, o editorial sustenta que episódios desse tipo ampliam o desgaste institucional do Judiciário.








