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Fux mira inquéritos de Moraes que podem anular pena de Bolsonaro

Fonte: CNN BRASIL
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Fux Moraes
Fux pede acesso a inquéritos de Moraes que podem anular pena de Bolsonaro. Entre os processos estão o inquérito das fake news, milícia digital, entre outros.

BRASÍLIA, 08 de outubro de 2026 — O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quinta (8) que a Secretaria Judiciária do tribunal libere o acesso de seu gabinete a investigações relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes na Suprema Corte.

A área técnica é o órgão responsável por gerenciar o fluxo processual, o recebimento, a distribuição, a autuação e o andamento dos processos na Corte.

Os processos aos quais Fux solicitou acesso são: 8 de janeiro, fake news e milícias digitais. O pedido de acesso do ministro faz referência a um processo ingressado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Uma decisão referente aos processos pode levar à anulação das condenações de Bolsonaro.

Na decisão, Fux defende o acesso aos autos do inquérito por eles pertencerem à Suprema Corte, não ao ministro relator. “Negar-lhe o acesso seria subtrair ao controle concentrado de constitucionalidade os processos desta própria Corte”, afirma.

O magistrado ressalta que, apesar de haver sigilo nas apurações, as defesas dos investigados tiveram acesso a elementos do processo. “O tribunal não pode saber menos do que as partes sobre o que o tribunal faz”, destacou.

Fux observa ainda que o pedido “não antecipa juízo sobre a validade” do pedido dos advogados de Jair Bolsonaro.

“São questões que serão enfrentadas, se for o caso, depois de instruído o feito”, destacou.

Fux afirma que precisa ter conhecimento dos inquéritos e petições mencionadas por ser “a única forma de exercer em plenitude a função jurisdicional na hipótese”.

“A alternativa seria decidir a liminar com base em cópias parciais que já circulam fora dos autos, cedidas a advogado de investigado e juntadas a um processo público de controle concentrado. Entre decidir sobre fragmentos de origem particular e decidir sobre os autos íntegros, a segunda via é a que melhor serve à investigação, à defesa e à Corte”, disse.

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