
BRASIL, 09 de junho de 2026 — O faturamento das casas de apostas autorizadas dobrou no primeiro quadrimestre de 2026. A Receita Federal divulgou o dado. As bets faturaram R$ 12,2 bilhões de janeiro a abril. Isso aconteceu mesmo com restrições do governo e da Justiça contra apostas de quem recebe benefício social ou está endividado.
A arrecadação de impostos federais do setor subiu para R$ 4,5 bilhões no quadrimestre. No mesmo período de 2025, o valor foi de R$ 2,2 bilhões. O pagamento de tributos dos jogos virtuais já se aproxima do que arrecadam atividades tradicionais. A indústria do tabaco e a agricultura pagam cerca de R$ 1 bilhão por mês cada uma.
Além disso, a Copa do Mundo deve aquecer ainda mais o setor. A consultoria H2 Gambling Capital projeta entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões em novos depósitos de torcedores durante o mundial. Em 2025, o faturamento total das bets no Brasil foi de R$ 36,9 bilhões.
O governo federal já emitiu 85 licenças corporativas desde o início da regulamentação. Com isso, 187 sites legais estão no ar. Cada licença permite até três páginas na internet. O negócio das empresas se baseia em cálculos de probabilidade. O dinheiro das perdas supera os prêmios pagos.
Apenas dez marcas dominam 68,8% de todo o dinheiro movimentado no país. A grega Betano lidera com 23% da receita. Bet365, SportingBet e Superbet (estrangeiras) disputam as primeiras posições com a brasileira Esportes da Sorte.
Essas empresas também viraram as maiores patrocinadoras do futebol nacional. A Betano fechou um contrato de R$ 268,5 milhões com o Flamengo por três anos. O Corinthians tem acordo parecido com a Esportes da Sorte: R$ 150 milhões pelo mesmo período.







