
MARANHÃO, 30 de julho de 2026 — O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) negou o pedido da defesa do vereador Beto Castro para suspender a ação penal. A decisão foi tomada pelo desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos. Com isso, o processo segue em andamento, os bens continuam bloqueados e as medidas judiciais permanecem válidas.
O Ministério Público acusa o vereador de integrar uma organização criminosa dividida em quatro setores: institucional, empresarial, político e armado. Além disso, ele responde por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.
As investigações apontam repasses para a esposa do parlamentar, transferências de R$ 338 mil para um posto de combustíveis do casal e a apreensão de R$ 315,9 mil em dinheiro na casa do vereador.
A defesa alegou que as emendas citadas na denúncia partiram de outros vereadores. Também afirmou que a busca na residência foi irregular, que o patrimônio da família é compatível com os lucros das empresas e que não teve acesso a todas as provas da investigação.
O desembargador entendeu que esses argumentos precisam ser analisados durante o processo. Por isso, manteve o bloqueio de até R$ 9,6 milhões em bens e autorizou o andamento do leilão de três veículos de luxo apreendidos.
Agora, o juiz de primeira instância terá cinco dias para prestar informações antes da análise final da 1ª Câmara Criminal do TJMA.







