
BRASÍLIA, 15 de junho de 2026 — As principais estatais federais assinaram R$ 1,6 bilhão em novos contratos de patrocínio em 2025. O valor representa um crescimento de 50% em relação a 2024, já corrigido pela inflação. O levantamento foi feito pelo jornal Folha de S.Paulo com base nos portais de transparência das empresas.
A Caixa Econômica Federal liderou a expansão. O banco acrescentou R$ 277 milhões em novos contratos. Já o BNDES teve o maior avanço proporcional: multiplicou por 15 os patrocínios firmados no ano anterior. Os dados consideram apenas contratos novos, não os valores já pagos. Parte dos acordos prevê parcelas ao longo de vários anos.
Entre as maiores estatais, a Caixa contratou R$ 650 milhões. Em seguida vem a Petrobras, com R$ 525 milhões. Depois aparecem Banco do Brasil (R$ 289 milhões) e BNDES (R$ 99 milhões).
Os maiores contratos foram para o esporte. A Caixa assinou R$ 160 milhões com o Comitê Paralímpico Brasileiro, R$ 90 milhões com o atletismo e R$ 80 milhões com a ginástica. O BNDES fechou R$ 60 milhões com o judô.
O contrato paralímpico de R$ 160 milhões foi anunciado em São Paulo com a presença do presidente Lula. Os recursos cobrem o ciclo de preparação para os Jogos Paralímpicos de 2025 a 2028. Além do esporte, as estatais mantiveram aportes em eventos culturais, como festas de São João apoiadas pela Caixa.
O governo Lula afirmou que as decisões são das próprias empresas. O Planalto disse que a Secom tem papel institucional e normativo, sem ingerência.
A Caixa explicou que a alta veio de contratos plurianuais. Os valores são registrados inteiros na assinatura, mas o pagamento é parcelado. O banco afirmou que os patrocínios seguem planejamento e limites orçamentários.
O BNDES informou que retomou os patrocínios em 2023 após pausa de 2020 a 2022. O banco quis recuperar seu protagonismo no desenvolvimento econômico e social.
Os números de 2025, segundo a instituição, voltaram aos patamares de antes da paralisação. A Petrobras disse que os patrocínios fazem parte de uma estratégia de fortalecimento da marca. Desde 2023, a empresa redimensionou sua carteira de projetos.
O Banco do Brasil sustentou que a expansão reflete a continuidade da estratégia de marca. A instituição afirmou que as decisões seguem critérios técnicos e mercadológicos para gerar valor.







