
BRASIL, 17 de agosto de 2026 — O Brasil registrou a entrada de 34.346 refugiados no primeiro semestre de 2026, segundo dados do OBMigra. Cubanos, venezuelanos e haitianos são os principais grupos que buscaram asilo no país. Roraima segue como a porta de entrada preferencial, concentrando 60% das chegadas dos últimos dez anos.
Desde 2016, o país acumula 548.204 solicitações de refúgio. No século 21, o total chega a 587.681 pedidos, sendo que 93% foram feitos a partir daquele ano. O pico histórico ocorreu em 2019, com mais de 82,5 mil pessoas. A pandemia interrompeu o fluxo em 2020 e 2021, mas os números voltaram a crescer a partir de 2022.
Apenas 3.540 pedidos tiveram decisão formal neste ano. Desses, 2.425 foram aceitos, 75 negados e 21 perderam o status de refugiado. Os outros 1.019 casos se enquadram em situações como arquivamento ou cessação.
Os cubanos lideram as chegadas em 2025 e no primeiro semestre de 2026, com 20.400 registros. A crise energética na ilha, agravada pelo embargo dos EUA e pelo bloqueio à estatal Cupet, impulsionou a saída. O embaixador cubano confirmou que os apagões aumentaram a mortalidade infantil no país.
O fluxo de venezuelanos, por outro lado, caiu para 21.200 em 2025. A captura de Maduro e a abertura comercial sob tutela americana fizeram muitos optarem por ficar ou voltar ao país, embora a situação política continue instável.
Os haitianos somam 1.405 refugiados no primeiro semestre de 2026, número que já supera todo o ano de 2025. A violência das gangues e a ausência de eleições desde 2016 explicam o aumento. O país marcou nova eleição para dezembro de 2026.







