
ESTADOS UNIDOS, 17 de agosto de 2026 — O governo dos Estados Unidos passou a avaliar novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após operações autorizadas pelo magistrado contra um jornalista e um ex-secretário do Maranhão. A informação foi publicada pelo jornal britânico Financial Times.
A possível reação ocorreu após Moraes autorizar medidas contra pessoas ligadas às reportagens do jornalista Luís Pablo sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino. Luís Pablo foi alvo de busca e apreensão em março.
Mais recentemente, Moraes autorizou uma operação contra o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim. Ele foi apontado como fonte das publicações depois que a Polícia Federal analisou dados retirados dos aparelhos de Luís Pablo. Segundo a reportagem, a repercussão dessas ações levou os EUA a avaliar novas medidas.
Moraes já havia sido alvo de sanções dos Estados Unidos em 2025, quando foi enquadrado na Lei Magnitsky. Além disso, familiares do ministro e o escritório de advocacia administrado por sua esposa também foram atingidos por sanções econômicas.
As medidas anteriores foram relacionadas à atuação de Moraes como relator do processo sobre a tentativa de golpe de Estado. Esse julgamento resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Agora, segundo o Financial Times, novas sanções passaram a ser consideradas pelo governo norte-americano.







