
BRASÍLIA, 30 de abril de 2026 — Quatro empresas públicas respondem por quase todo o resultado negativo das estatais federais não dependentes de verbas diretas da União. O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou um relatório com essa informação.
As estatais Emgepron, Correios, Emgea e Infraero concentram mais de 95% do déficit registrado em 2025. O rombo projetado para o grupo chega a R$ 4,9 bilhões. Esse valor segue os limites da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O déficit primário revela que essas companhias gastam mais do que arrecadam com suas atividades principais. O TCU explica que a situação ocorre porque a estatal não gera recursos suficientes. Dessa forma, o dinheiro não cobre as contas do dia a dia nem novos investimentos.
Mesmo que tenham lucro contábil por receitas financeiras, a operação dessas empresas consome mais caixa do que produz.
O Programa de Dispêndios Globais (PDG) analisa todos os anos as previsões de ganhos e gastos dessas unidades. O objetivo do tribunal é monitorar o impacto das estatais nas contas públicas. Atualmente, o Brasil possui 44 empresas federais.
Dessas, 27 são classificadas como não dependentes.







