
BRASIL, 15 de junho de 2026 — Os Correios vão lançar um programa de demissão voluntária (PDV) para até 7 mil funcionários. A iniciativa começa nas próximas semanas e fica aberta até dezembro de 2026. A empresa registrou um rombo de R$ 8,5 bilhões em 2025. Esse valor é mais que o triplo do prejuízo de 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões.
A adesão vale só para empregados de unidades que devem fechar. O projeto prevê o fim de cerca de mil estruturas, como centros de encomendas, armazéns e agências. Diferente do PDV anterior, a empresa não fixou uma meta de adesões. No primeiro programa de 2026, 3 mil trabalhadores saíram, muito abaixo da expectativa de 10 mil.
Os Correios dizem que já economizaram parte do planejado. Por isso, a indenização da nova rodada será menor e terá um teto ainda em definição. O governo estuda as regras finais. Se o programa não funcionar, a empresa pode fazer demissões.
No primeiro trimestre de 2026, o prejuízo foi de R$ 3,1 bilhões. Esse valor é 80% maior que o do mesmo período de 2025. O governo Lula acredita que a estatal pode voltar ao equilíbrio em 2027. Para isso, o plano corta despesas e aumenta receitas com parcerias privadas.







