MINISTRO ACUADO

Queda de Moraes começou com ação de Duarte na CPMI do INSS

Andre Reis
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Duarte Moraes
Pedido de Duarte Jr. na CPMI para identificar telefone salvo por Vorcaro abriu caminho para confirmar contato atribuído a Alexandre de Moraes no STF.

BRASÍLIA, 03 de setembro de 2026 — Iniciativa do deputado federal Duarte Jr. na CPMI do INSS ajudou a chegar às mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O parlamentar pediu a identificação de um telefone encontrado na agenda do dono do Banco Master. Meses depois, a Polícia Federal apontou Moraes como interlocutor.

A história começou após a quebra de sigilo dos dados de Vorcaro. Na agenda do banqueiro, Duarte encontrou um contato salvo como “Alexandre de Moraes Brasília”. Então, durante reunião da CPMI, pediu oficialmente que as operadoras informassem quem era o titular daquela linha telefônica.

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Segundo Duarte, a consulta mostrou que o número fazia parte de um plano corporativo registrado em nome do Supremo Tribunal Federal. Ainda faltava saber quem usava o aparelho. Em 1º de setembro de 2026, documentos da Polícia Federal vieram a público após decisão do ministro André Mendonça.

O material relacionou Alexandre de Moraes a mensagens recuperadas do celular de Vorcaro. Em outubro de 2025, o banqueiro teria procurado o ministro após receber informações sobre movimentações de uma investigação. Depois, perguntou sobre busca, quebra de sigilo e se havia algo que pudesse ser bloqueado.

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Em outra mensagem, Vorcaro perguntou se Moraes havia conseguido “bloquear” o que chamou de “maldade”. Dois dias antes de sua prisão, o banqueiro também questionou se deveria estar fora do país na segunda-feira. No dia 17 de novembro, voltou a pedir informações. Horas depois, acabou preso ao tentar embarcar em um jatinho particular.

Duarte também destacou outro ponto do relatório. Segundo ele, metadados analisados pela PF indicam que Moraes fez alterações em um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa. O acordo previa pagamentos que poderiam chegar a R$ 131 milhões.

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As mensagens colocaram a relação entre Vorcaro e Moraes no centro das discussões sobre o caso Master. Duarte sustenta que sua iniciativa na CPMI foi um dos primeiros passos para identificar o contato. Para o deputado, agora cabe às autoridades esclarecer as mensagens e investigar a relação apresentada nos documentos.

“Independente de quem esteja envolvido, seja Ministro do Supremo, banqueiro, ou que seja lá quem for, não pode estar acima da lei, não pode estar acima de uma investigação. Essas mensagens devem ser esclarecidas, essas relações precisam ser severamente investigadas. Foi assim que eu agi durante toda a minha vida e foi assim que eu agi na CPMI do INSS. Sem ter medo de investigar, sem proteger poderoso e sem medo de fazer aquilo que é certo”, concluiu.

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