Candidaturas femininas caem 30% no Maranhão em 2026

MARANHÃO, 27 de agosto de 2026 — O Maranhão registrou 221 candidaturas femininas nas eleições de 2026, segundo dados do TSE. Em 2022, eram 318. A queda de 97 nomes representa redução de 30,5%. O recuo ocorre apesar das regras que reservam espaço mínimo para mulheres nas chapas eleitorais. Mesmo com a diminuição, as mulheres representam 36,6% das 604 candidaturas registradas no estado. O índice fica acima do mínimo legal de 30%. No entanto, o número absoluto de candidatas caiu de forma expressiva em comparação com a eleição realizada há quatro anos. A redução também aparece no cenário nacional. As candidaturas femininas à Câmara dos Deputados caíram de 3.717, em 2022, para 2.820 neste ano. Portanto, a retração chega a cerca de 24%. A participação proporcional, porém, subiu de 35% para 36,7%. Um levantamento do Instituto Esfera defende ampliar o acesso das mulheres ao Fundo Partidário e criar reserva de vagas. México e Bolívia já adotam modelos semelhantes. Segundo a pesquisa, esses países alcançaram participação feminina próxima de 50% no Legislativo. A pesquisadora Daniela Matos afirma que o Brasil tem a menor representação feminina na política da América Latina. As mulheres são 52% do eleitorado, mas ocupam apenas 18% das cadeiras do Congresso. Além disso, entre 1998 e 2022, as candidaturas cresceram 925%, enquanto as eleitas aumentaram 210%. Em 2026, 34 mulheres disputam governos estaduais e do Distrito Federal, entre 198 candidatos. Em 2022, eram 38. No país, elas representam 35% das 20.719 candidaturas registradas. Nenhum partido com representação no Congresso lançou mulher como cabeça de chapa presidencial.
Filho de Lula vive padrão que só 0,8% na Espanha alcança

ESPANHA, 27 de agosto de 2026 — O estilo de vida de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na Espanha está fora da realidade da maioria dos trabalhadores do país. Ele mora em um condomínio de alto padrão em Madri, no bairro de La Moraleja, uma das áreas mais valorizadas da região metropolitana. Para bancar esse imóvel, Lulinha precisaria ter uma renda anual de aproximadamente 208,8 mil euros, o que equivale a R$ 1,25 milhão. Esse cálculo considera o custo mensal estimado de 5,8 mil euros (R$ 34,8 mil), que inclui aluguel, condomínio, impostos e manutenção. O mercado imobiliário espanhol não tem uma lei que exija esse valor. Porém, 70% dos proprietários consultados por uma imobiliária local cobram que o inquilino ganhe pelo menos três vezes o valor do aluguel. Então, a conta é direta: 5,8 mil euros vezes três resultam em 17,4 mil euros por mês. Esse patamar de renda é muito alto para os padrões espanhóis. Segundo o jornal El País, apenas 0,8% dos trabalhadores assalariados do país ganham mais de 100 mil euros por ano. Lulinha precisaria ganhar mais que o dobro disso. O salário mediano na Espanha é de cerca de 24,5 mil euros anuais. Para entrar no 1% mais rico, o trabalhador precisa superar 97,5 mil euros por ano. O apartamento onde Lulinha vive com a mulher e os dois filhos tem aproximadamente 250 m² e fica no condomínio El Jardín de La Moraleja. O local tem 3 quartos, piscinas, sauna, academia e áreas verdes. O aluguel de unidades semelhantes gira em torno de 5 mil euros, mas as despesas extras elevam o custo total para 5,8 mil euros. A grande questão que permanece sem resposta é a origem do dinheiro. Lulinha criou em janeiro de 2026 a empresa Synapta, na área de informática, mas a defesa afirma que ela é “inativa” perante o fisco espanhol. Até agora, não foi identificada nenhuma fonte de renda compatível com o custo de vida dele. O Poder360 tentou contato com Lulinha e seus advogados várias vezes para perguntar como ele se mantém na Espanha. Uma carta foi enviada ao condomínio, mas o porteiro, orientado por ele, recusou-se a receber a correspondência e negou que o filho de Lula morasse no local. Até a publicação, ele não explicou sua fonte de renda. Essa falta de esclarecimento ocorre enquanto Lulinha é investigado pela Polícia Federal em três inquéritos, por suspeitas de tráfico de influência e corrupção. Ele não é réu em nenhum deles. Em dezembro de 2025, uma testemunha afirmou que ele recebia uma mesada de R$ 300 mil de um empresário, o que ele nega.
Justiça limita bebidas e som em festejo de Alto Parnaíba

ALTO PARNAÍBA, 27 de agosto de 2026 — A Justiça e o Ministério Público do Maranhão definiram regras para o festejo de Nossa Senhora das Vitórias, em Alto Parnaíba. As medidas valem de 30 de agosto a 8 de setembro e buscam organizar as celebrações religiosas e os eventos realizados no município. A portaria foi assinada pela juíza Urbanete de Angiolis e pelo promotor Thiago Carvalho Rohrr. O texto proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. Além disso, após as 18h30, ficam proibidos a venda de bebidas e o uso de som mecânico ou automotivo. A comercialização de bebidas também não será permitida dentro do espaço das celebrações religiosas. No dia 6 de setembro, durante a Missa do Vaqueiro, as barracas deverão ficar fechadas até o fim do evento. No mesmo dia, durante a cavalgada, será proibida a circulação de bebidas alcoólicas em garrafas de vidro ao longo do percurso. A regra também vale para a Festa das Comitivas, na Praça Central. No local, também não será permitido o uso de som. Quem descumprir as determinações poderá responder por crime de desobediência. A pena prevista é de 15 dias a seis meses de detenção, além de multa.
Candidaturas coletivas avançam sem regras específicas

MARANHÃO, 27 de agosto de 2026 — O número de candidaturas coletivas para as eleições de 2026 está crescendo. Um relatório do Inesc, que será divulgado em setembro, mostra esse aumento. Atualmente, a Justiça Eleitoral só permite que o nome de urna do candidato indique a condição coletiva. A lei brasileira não reconhece a divisão formal do mandato. Então, apenas a pessoa registrada é diplomada e assume todas as responsabilidades do cargo. Em 2022, o Inesc encontrou 79 candidaturas coletivas a deputado federal. Na época, os pesquisadores buscaram 44 termos, como “coletivo” e “codeputado”. Já em 2026, só com as palavras “coletivo” e “coletiva”, foram identificadas 25 candidaturas. Para Carmela Zigoni, assessora do Inesc, a ideia é construir decisões em grupo e ampliar a representatividade. Ela diz que o debate entre várias pessoas torna o mandato mais democrático. Porém, Zigoni alerta que há contradições. Alguns mandatos coletivos se elegem e depois se dissolvem por divergências políticas. Ela afirma que isso também é democrático, pois ninguém é obrigado a ficar junto. O deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) defende que o modelo fortalece o debate sobre ideias e projetos, e não sobre pessoas isoladas. O perfil dessas candidaturas é marcante. Nas eleições municipais de 2024, 54% das chapas eram lideradas por mulheres. Além disso, 59% eram formadas por pessoas negras. A maior concentração ocorreu no Sudeste e Nordeste, com predominância em partidos de esquerda. No total, foram 280 candidaturas coletivas em 2024, superando as 215 de 2022. No Congresso, há propostas para regulamentar a atuação compartilhada. Porém, em 2023, a Câmara dos Deputados rejeitou um artigo que legalizava essas candidaturas durante a votação da minirreforma eleitoral (PL 4438/23).
Auditoria apura 18 irregularidades no Fundeb de Passagem Franca

PASSAGEM FRANCA, 27 de agosto de 2026 — O TCE-MA encontrou 18 irregularidades na gestão do Fundeb de Passagem Franca em 2024. A decisão foi tomada pelo Pleno em 29 de julho de 2026. A auditoria analisou como a prefeitura usou o dinheiro destinado à educação e apontou possível prejuízo aos cofres públicos. A fiscalização verificou se os recursos do Fundeb foram usados conforme a lei. Segundo o processo, a equipe encontrou problemas nas receitas, movimentações bancárias, licitações e despesas. Além disso, houve divergências em valores recebidos e transferências sem identificação dos beneficiários. Os auditores também apontaram ausência de processos licitatórios e pagamentos considerados incompatíveis com os objetivos do Fundeb. Por isso, o TCE decidiu aprofundar a investigação para saber se houve dano ao patrimônio público, qual seria o valor e quem poderia ser responsabilizado. O processo cita o ex-prefeito Marlon Saba de Torres, a secretária de Educação Raimunda Maria Brito de Carvalho e o controlador-geral Gustavo Nolêto Dias. Segundo o Tribunal, eles foram citados por edital, mas não se manifestaram. Então, o TCE reconheceu a revelia. Por unanimidade, o Pleno transformou a fiscalização em Tomada de Contas Especial. O procedimento deverá identificar eventuais responsáveis e calcular possível prejuízo. Além disso, os documentos serão anexados à prestação de contas de 2024 do município. A decisão foi publicada em 25 de agosto de 2026. O relator foi Antônio Blecaute Costa Barbosa. O Ministério Público de Contas, representado por Douglas Paulo da Silva, acompanhou a decisão.
SMTT é acusada de prejudicar comércio no São Francisco

SÃO LUÍS, 27 de agosto de 2026 — O vereador Pavão Filho (PDT) pediu, na terça (25), o fim dos horários de rodízio de veículos na Avenida Marechal Castelo Branco, no São Francisco, em São Luís. Segundo ele, a medida prejudica o comércio local ao dificultar o acesso e o estacionamento de consumidores. Durante discurso na Câmara Municipal, Pavão afirmou que a região enfrenta fechamento de lojas, aumento do desemprego e abandono de imóveis. Além disso, disse que a avenida perdeu parte da força comercial que teve durante décadas após o crescimento do bairro São Francisco. O vereador atribuiu parte desse cenário às restrições adotadas pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT). Segundo Pavão, as limitações afastaram clientes e dificultaram a circulação de veículos. Por isso, ele defende a liberação do estacionamento e o fim do rodízio. Para Pavão Filho, a mudança poderia ajudar a movimentar novamente o comércio sem prejudicar o transporte coletivo. Ele afirmou que a região já teve maior circulação de veículos no passado sem enfrentar os mesmos problemas relatados atualmente pelos comerciantes. Ao fim do discurso, o vereador informou que protocolou um requerimento na Câmara. O documento pede que a prefeita Esmênia Miranda revogue imediatamente os horários de rodízio na Avenida Castelo Branco, atendendo comerciantes, trabalhadores e moradores da região.
Brasil registra rombo de US$ 8,1 bi nas contas externas em julho

BRASÍLIA, 27 de agosto de 2026 — O Banco Central divulgou nesta quinta (27) que o Brasil fechou julho de 2026 com déficit de US$ 8,1 bilhões nas contas externas. Tal valor é superior ao registrado em julho de 2025, quando o saldo negativo foi de US$ 6,9 bilhões. O resultado reflete o balanço entre exportações, importações, serviços, despesas de brasileiros no exterior e remessas de lucros. No acumulado de 12 meses até julho, o déficit em transações correntes alcançou US$ 62,9 bilhões, o que representa 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar do saldo negativo, a balança comercial de bens apresentou superávit de US$ 6,2 bilhões no mês, impulsionada por exportações de US$ 34,2 bilhões (alta de 5,7% em relação ao ano anterior) e importações de US$ 28,1 bilhões (crescimento de 8,1%). O déficit na conta de serviços chegou a US$ 5,3 bilhões em julho, com destaque para os aumentos nas despesas líquidas de transporte (26,3%), telecomunicação, computação e informações (27,6%) e propriedade intelectual (27,4%). Gastos de brasileiros em viagens internacionais somaram US$ 1,6 bilhão, 7,9% acima do registrado em julho de 2025.Renda primária e investimentos diretos no Brasil A autoridade monetária também mostrou déficit em renda primária de US$ 9,4 bilhões no mês. As despesas líquidas com lucros e dividendos de investimentos direto e em carteira atingiram US$ 4,8 bilhões, mesmo valor de julho do ano anterior. Já os gastos líquidos com juros totalizaram US$ 4,6 bilhões, uma elevação de 10,4% no período. No mesmo mês, os investimentos diretos no país chegaram a US$ 7,5 bilhões, abaixo dos US$ 8,4 bilhões registrados em julho de 2025. Destes, US$ 7,2 bilhões vieram de participação no capital, sendo US$ 2,7 bilhões exceto lucros reinvestidos, US$ 4,5 bilhões de lucros reinvestidos e US$ 300 milhões de operações intercompanhia. Nos 12 meses até julho, o investimento direto somou US$ 88,4 bilhões, equivalente a 3,5% do PIB, contra US$ 89,3 bilhões (3,58% do PIB) no mês anterior e US$ 68,3 bilhões (3,16% do PIB) em julho de 2025. Os investimentos em carteira registraram ingressos líquidos de US$ 1,1 bilhão no mês. MERCADO FINANCEIRO E RESERVAS INTERNACIONAIS No período, os investimentos em ações e fundos no mercado interno tiveram fluxo positivo de US$ 1,9 bilhão, enquanto os títulos domésticos apresentaram saída líquida de US$ 700 milhões. No acumulado de 12 meses, ingressos líquidos em carteira totalizaram US$ 19,1 bilhões. As reservas internacionais do Brasil alcançaram US$ 369,7 bilhões em julho, com crescimento de US$ 2,2 bilhões em relação a junho. Esse aumento teve influência do retorno líquido em operações de linha com recompra (US$ 2,1 bilhões), variações por paridades (US$ 1,0 bilhão) e receitas de juros (US$ 900 milhões). Já as variações por preço reduziram o estoque em US$ 1,6 bilhão.
Câmara de Estreito é investigada por verba de servidores

ESTREITO, 27 de agosto de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu um Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades na Câmara Municipal de Estreito. A apuração envolve valores de Imposto de Renda Retido na Fonte e contribuições ao INSS descontados da folha dos servidores entre 2022 e 2024. Segundo a portaria, o caso começou em um Procedimento Preparatório. A investigação busca esclarecer suspeitas de apropriação e desvio de valores relacionados ao IRRF e ao INSS. Por isso, o Ministério Público decidiu ampliar a apuração e reunir mais informações sobre o caso. O MPMA afirma que ainda precisa esclarecer completamente os fatos. Além disso, a investigação deverá verificar se houve atos de improbidade administrativa e possível prejuízo aos cofres públicos. Até o momento, a portaria não aponta responsáveis nem confirma a existência das irregularidades investigadas. Como a apuração exige mais tempo para coleta de informações, o Procedimento Preparatório foi convertido em Inquérito Civil. A portaria também determina o registro e a reautuação do caso, além da comunicação ao Conselho Superior do Ministério Público e da publicação do ato. O promotor de Justiça Lindomar Luiz Della Libera assinou eletronicamente a portaria em 24 de agosto de 2026, às 14h59. Com a abertura do inquérito, o Ministério Público continuará reunindo elementos para esclarecer a gestão dos valores descontados dos servidores.