Mais de 100 mil atuam na construção civil no MA em 2025

MARANHÃO, 03 de junho de 2025 – Mais de 104 mil pessoas atuavam na construção civil no Maranhão até março de 2025, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema). O dado confirma a relevância do setor na geração de empregos formais. Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 23,6% das vagas industriais abertas no estado naquele mês foram para obras de construção de prédios. Além disso, a formalização de trabalhadores tem crescido. Atividades antes desempenhadas sem vínculo formal estão sendo registradas com carteira assinada. Esse avanço, conforme a Fiema, tem fortalecido a estrutura da indústria da construção e elevado seu grau de profissionalização. Entre as empresas atuantes no setor, destaca-se a MRV, maior construtora da América Latina. Em 2024, a companhia contratou 446 profissionais para obras no estado.
Empresas do Simples Nacional omitem R$ 300 milhões no MA

MARANHÃO, 03 de junho de 2025 – A Secretaria de Estado da Fazenda do Maranhão (Sefaz-MA) autuou 369 empresas do Simples Nacional por omitirem R$ 300 milhões em faturamento, com o objetivo de reduzir o valor devido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Os débitos totais, incluindo multas e juros, ultrapassam R$ 23,6 milhões. A irregularidade foi identificada pelo Núcleo Gestor do Simples Nacional da Sefaz-MA, que comparou as declarações mensais no PGDAS-D com os documentos fiscais emitidos.
Governo Biden ignorou 7 mil alertas sobre tráfico infantil

ESTADOS UNIDOS, 03 de junho de 2025 – O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Joe Biden, deixou de apurar mais de 7,3 mil denúncias de tráfico humano envolvendo crianças migrantes, conforme informações divulgadas pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) na quinta (28). Além disso, outras 46,3 mil reclamações relacionadas a abusos e exploração permanecem sem solução. Os casos, acumulados desde o governo anterior, estão sendo revisados por uma força-tarefa interagências criada em fevereiro. Até o momento, as investigações resultaram em 528 pistas relevantes, 36 processos federais, 25 mandados de prisão, 11 detenções, sete denúncias formais e três condenações. No entanto, cerca de 28% dos casos resolvidos foram tratados ainda durante a administração Trump. O HHS classificou a situação como uma “falha sistêmica” em comunicado de 22 de abril, destacando o risco iminente à vida das crianças envolvidas. SENADOR COBRA RESPOSTAS SOBRE CRIANÇAS DESAPARECIDAS O senador republicano Chuck Grassley, do Iowa, divulgou os dados em uma carta enviada ao secretário Robert F. Kennedy Jr. na terça (27), exigindo atualizações urgentes sobre as ações do governo para localizar menores em perigo. Segundo Grassley, a administração Biden-Harris teria colocado crianças sob custódia de patrocinadores perigosos e dificultado investigações policiais e legislativas. Ele também elogiou a agilidade do governo Trump no enfrentamento do problema. Relatórios do Departamento de Segurança Interna (DHS) indicam que, até maio de 2024, pelo menos 291 mil crianças migrantes estavam sob responsabilidade de receptores nos EUA, enquanto 32 mil foram consideradas desaparecidas após não comparecerem a audiências de imigração. Documentos internos revelam que o Escritório de Reassentamento de Refugiados (ORR) ignorou sinais de risco e priorizou a liberação rápida dos menores, comparada a uma “linha de montagem” pelo ex-secretário do HHS, Xavier Becerra.
Ipam aciona STF para barrar aumento salarial de Braide

SÃO LUÍS, 03 de junho de 2025 – O Instituto de Previdência e Assistência do Município (Ipam) de São Luís ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda (2), com uma reclamação constitucional contra a lei aprovada pela Câmara Municipal que elevou o salário do prefeito Eduardo Braide (PSD) de R$ 25 mil para R$ 38 mil. O pedido foi apresentado após o gestor ter liminar negada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). O aumento salarial foi aprovado pelos vereadores, mesmo após veto do prefeito. O Legislativo municipal decidiu manter a nova remuneração, justificando que a medida tinha como finalidade preservar os salários de auditores e controladores do município no patamar atual, e não especificamente reajustar o subsídio do chefe do Executivo. No TJMA, o Órgão Especial negou por unanimidade a solicitação de liminar feita por Braide. Diante da derrota, o Ipam passou a conduzir nova ofensiva judicial, defendendo que o reajuste afronta princípios constitucionais da administração pública. Na reclamação, o Ipam argumenta que a norma gera distorções salariais. Segundo o órgão, o valor estabelecido coloca o salário do prefeito de São Luís como o segundo maior entre todas as capitais brasileiras, ficando atrás apenas do subsídio pago ao prefeito de São Paulo, com diferença de apenas R$ 39. Além disso, a remuneração fixada ultrapassaria o valor atual do vencimento do governador do Maranhão, estipulado em R$ 33.006,39. O instituto alega que a medida ignora a realidade socioeconômica do município e apresenta vícios de inconstitucionalidade. A petição destaca ainda que os argumentos usados pelo Ipam na nova ação são semelhantes aos apresentados por Braide no processo anterior, cuja liminar foi negada pela Justiça estadual.
Brasil registra mais de 4 mil focos de incêndio em maio

BRASIL, 03 de junho de 2025 – O Brasil contabilizou 4.263 focos de incêndio em maio de 2025, segundo o sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número representa uma queda de 32,6% em relação a maio de 2024, que somou 6.324 ocorrências. A maioria dos focos ocorreu no Cerrado, com 2.527 registros, o que equivale a 59,3% do total. O levantamento apontou o Tocantins como o estado com maior incidência no mês, com 1.062 notificações. Em seguida, aparecem Mato Grosso, com 816, e Maranhão, com 455. As queimadas atingiram todos os seis biomas do país, sendo a Amazônia o segundo mais afetado, com 836 focos de incêndio, o que representa 19,6% do total nacional. Entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2025, o Brasil registrou 13.217 focos de incêndio. Apesar da queda em maio, o número ainda indica uma continuidade de pressão sobre os biomas, especialmente o Cerrado e a Amazônia. Os dados são consolidados pelo Inpe e mostram a abrangência das queimadas no território nacional. De janeiro a abril de 2025, a área queimada foi de 982.495 hectares, segundo o Monitor do Fogo, do MapBiomas. O número é 67,3% inferior ao mesmo período de 2024, quando o fogo atingiu cerca de 3 milhões de hectares.
Júnior Nazaré assume mandato na Câmara de São Luís

SÃO LUÍS, 03 de junho de 2025 – O vereador Júnior Nazaré (Avante) assumiu, nesta segunda (2), uma vaga na Câmara Municipal de São Luís. Ele ocupa o posto durante o afastamento do titular Beto Castro, que solicitou licença por um período de 120 dias. Nazaré foi o primeiro suplente do Avante nas eleições de 2024, nas quais obteve 2.749 votos. Durante a posse, ele ressaltou o apoio de Castro em sua caminhada política e agradeceu a Deus, à família e aos coordenadores de sua campanha.
Fux leva ação da eleição da Alema a plenário e zera placar

BRASÍLIA, 03 de junho de 2025 – O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda (2), do plenário virtual a ação movida pelo partido Solidariedade contra a reeleição da deputada estadual Iracema Vale (PSB) à presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema). O pedido de destaque de Fux anula os oito votos favoráveis a Iracema já registrados, levando a discussão para o plenário presencial. A medida determina que todos os ministros votem novamente, mesmo os que já haviam se manifestado no ambiente virtual. A ação discute a legalidade da reeleição de Iracema, que foi reconduzida ao cargo após empatar em votos com o deputado Othelino Neto (PCdoB), em eleição realizada em novembro de 2023.
Cinco fatos expõem a farsa do governo Lula sobre a economia

BRASIL, 02 de junho de 2025 – O PIB avança, o desemprego está próximo do piso da série histórica, a Bolsa de Valores tem subido. O cenário levou o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, a afirmar dias atrás que “o país está muito bem”. A frase ecoou declaração semelhante da ministra do Planejamento, Simone Tebet, que em março disse nunca ter visto momento econômico tão positivo. Apesar da comemoração do governo Lula, uma série de indicadores mostra que a realidade da economia é mais preocupante: 1. Inflação é a maior em mais de dois anos A inflação se mostra persistente e em níveis elevados. O IPCA acumulado em 12 meses atingiu 5,53% até abril, segundo o IBGE — o maior índice em mais de dois anos, mais de um ponto percentual acima do teto da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O Bradesco projeta que o pico da inflação ocorrerá ocorrerá apenas em agosto. O mercado de trabalho aquecido é um dos principais fatores que contibuem para jogar os preços para cima. Apesar de o desemprego ter subido de 6,1% em novembro para 6,6% em abril, o indicador para esse mês foi o menor desde o início da série histórica. A combinação de baixo desemprego, geração de empregos formais, crescimento real de salários e o impulso dos gastos governamentais ajudam a sustentar a demanda e, consequentemente, os preços. Em paralelo, problemas de oferta fizeram disparar a inflação dos alimentos. 2. Taxa de juros chegou ao maior nível em quase duas décadas A persistência da inflação levou o Banco Central a apertar a política monetária. A taxa básica de juros (Selic) está em alta desde o segundo semestre de 2024, e na última reunião o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic para 14,75% ao ano. A taxa é a maior em 19 anos. Analistas acreditam que o ciclo de alta possa ter terminado. Os contratos futuros na B3 indicavam, na sexta (30), 66% de probabilidade de manutenção da Selic na próxima reunião, na segunda quinzena de junho. Cortes, na melhor das hipóteses, devem acontecer somente a partir de junho e o retorno das taxas a um dígito não deve ocorrer antes de 2028, segundo o boletim Focus, que reúne expectativas coletadas pelo BC juinto a instituições financeiras e consultorias. Outra preocupação dos economistas é com os desdobramentos do cenário fiscal. O Itaú alerta que eventuais mudanças nas regras fiscais em 2026 representam o principal risco, podendo exigir juros elevados por um período mais prolongado. 3. País nunca teve tantas empresas e pessoas com dívidas em atraso A combinação de juros altos e inflação persistente tem causado efeitos devastadores na economia. Em abril, 76,6 milhões de brasileiros (47,1% da população ativa) acumulavam dívidas em atraso superior a 90 dias, totalizando R$ 457,4 bilhões. No setor empresarial, 7,3 milhões de companhias estavam negativadas (31,9% do total nacional), com dívidas de R$ 180 bilhões. A inadimplência de pessoas físicas e jurídicas atingiu os maiores patamares desde 2016, início da série histórica da Serasa Experian. Os pequenos negócios são os mais vulneráveis. Das empresas inadimplentes, 6,9 milhões são de micro, pequeno e médio porte, acumulando R$ 146,2 bilhões em débitos. “Eles têm menor capital de giro, maior dependência do crédito bancário e menos margem para absorver oscilações”, explica Camila Abdelmalack, economista da Serasa Experian. Pesquisa da CNC mostra que 77,6% das famílias brasileiras tinham dívidas pendentes em abril — o maior percentual desde agosto. Entre elas 12,4% não conseguem quitar débitos em atraso, interrompendo em abril uma queda de três meses consecutivos neste indicador. No mesmo período de 2023, o índice era 12,1%.