Governo evita atacar Ciro para não ligar Lula a operação

Governo Ciro

BRASÍLIA, 07 de maio de 2026 — Integrantes do governo federal têm evitado ataques públicos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). O presidente do PP é alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. A ação ocorreu nesta quinta (7). O Palácio do Planalto quer evitar qualquer associação entre o presidente Lula e o uso político da PF. A avaliação interna considera a rejeição ao nome de Jorge Messias pelo Senado como um fator de atenção. Lula está em viagem oficial aos Estados Unidos. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, acompanha o presidente. Os dois participam de encontro com o presidente Donald Trump. Aliados avaliam que Lula fica politicamente mais distante da operação por causa da viagem. Ciro Nogueira buscou apoio de Lula para sua reeleição no Piauí no fim do ano passado. Os dois se reuniram pessoalmente. O senador também esteve com o governador Rafael Fonteles (PT) na Suíça. Ciro e petistas costuraram um acordo informal na ocasião. O senador reduziria críticas à gestão federal. O governo não interferiria na disputa eleitoral piauiense. Integrantes da gestão petista avaliam que setores do governo já tiveram relações com o Banco Master. A instituição é ligada ao empresário Daniel Vorcaro. Informações dão conta de que parentes do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, estavam na folha de pagamento do banco.

Emenda de Ciro foi chamada de bomba atômica por Vorcaro

Ciro Vorcaro

BRASÍLIA, 07 de maio de 2026 — O banqueiro Daniel Vorcaro classificou a proposta do senador Ciro Nogueira (PP-PI) como uma “bomba atômica no mercado financeiro”. A avaliação consta de conversa no WhatsApp com a namorada Martha Graeff. A Polícia Federal interceptou as mensagens durante investigação sobre o caso. Vorcaro afirmou que o projeto ajudaria os bancos médios. Ele disse também que a medida diminuiria o poder das grandes instituições financeiras. “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica [no] mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Está todo mundo louco. Se fosse filme não teria tantos desdobramentos loucos”, comentou Vocaro. A mensagem foi enviada no dia 13 de agosto de 2024. O documento da emenda havia sido produzido às 18h09 do mesmo dia. Menos de duas horas depois, às 19h44, o casal já comentava o assunto. Martha Graeff respondeu com entusiasmo: “Whaaaaaat. Wow isso é incrível”. Ela escreveu ainda que o filme “seria o ganhador do Oscar”. A Polícia Federal aponta que a emenda foi elaborada pela assessoria do Banco Master. O texto teria sido encaminhado a Vorcaro, impresso e entregue em envelope ao senador. O parlamentar teria “reproduzido de forma integral” a proposta, segundo os investigadores. A chamada “Emenda Master” ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O valor subiria de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Vorcaro relatou na conversa que “todo mundo” estava ligando para ele. “Sentiram o golpe”, afirmou o banqueiro, sem citar nomes. Martha foi dormir após o diálogo. O banqueiro encerrou a noite indo à igreja do “André”. Ele frequentava a Lagoinha, igreja do pastor André Valadão. A operação da Polícia Federal ocorreu 21 meses depois da conversa. O banqueiro está preso. Os investigadores o acusam de pagar R$ 500 mil mensais ao senador.

Sobrinho de Dilma reage após virar réu em ação de Nikolas

Sobrinho Nikolas

MINAS GERAIS, 07 de maio de 2026 — O sobrinho da ex-presidente Dilma, vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT), rebateu a ameaça de processo por parte do ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo), dizendo que receberia com “orgulho” uma ação judicial por parte dele. Recentemente, ambos se envolveram em um embate nas redes sociais, no qual Pedro Rousseff foi acusado de mentir sobre uma suposta inelegibilidade de Dallagnol. O vereador comentou sobre o ocorrido durante entrevista ao programa Café com Política, exibido nesta quinta (7) no canal no YouTube de O TEMPO. “Eu recebo com muito orgulho quando um vagabundo como Dallagnol me processa, sinceramente, porque é justamente o cara responsável por prender o presidente Lula ilegalmente”, afirma Rousseff. “A gente não tem problema nenhum de falar isso. Ele sai de procurador da Lava Jato para poder ser candidato a deputado federal, e depois é cassado pela Justiça.” Dallagnol não foi o único criticado por pelo sobrinho da Dilma. O vereador também tem embates judiciais constantes com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). “Eu sinto muito orgulho e fico muito leve”, diz. “Se a gente não tem força e não temos gente qualificada para poder enfrentar esse tipo de luta que nós vamos ter, então, quando Deltan Dallagnol, Eduardo Cunha e Nikolas todo dia me processam, eu acho bom.” Eleito deputado federal em 2022, Dallagnol teve o registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cassação teve origem em ação movida pelo PMN e pela Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB e PV). A ação argumenta que Dallagnol teria pedido exoneração do cargo de procurador da República enquanto estavam pendentes sindicâncias para apurar reclamações sobre sua conduta na Operação Lava Jato. No “X”, antigo Twitter, Pedrou Rousseff publicou no mês passado que o TSE teria confirmado a inelegibilidade de Dallagnol. Em resposta, o ex-procurador disse que a informação não procedia e que mostrava “o tamanho do desespero de vocês com a minha pré-candidatura ao Senado”.

Patroa investigada por torturar doméstica grávida é presa

Patroa presa

PAÇO DO LUMIAR, 07 de maio de 2026 — A patroa Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa na manhã desta quinta (7), suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de 19 anos em Paço do Lumiar. A informação foi confirmada pelo governador Carlos Brandão por meio das redes sociais. Segundo ele, o policial militar citado nas denúncias também foi identificado e teve mandado de prisão expedido. O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. Em depoimento, a vítima afirmou que sofreu agressões físicas, ameaças e humilhações após ser acusada de furtar joias da patroa. Além disso, relatou que um homem descrito como “alto”, “forte” e “moreno” participou das intimidações dentro da residência. De acordo com a Polícia Civil, o homem citado pela vítima seria um policial militar próximo da empresária. As investigações apuram a participação dele nas ameaças denunciadas, incluindo o suposto uso de arma durante os episódios relatados pela doméstica. Na quarta (6), equipes da Polícia Civil estiveram na residência da empresária para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi localizada. O desaparecimento da suspeita levantou a hipótese de tentativa de fuga após o avanço das investigações. O caso ganhou repercussão depois que Carolina Sthela afirmou ter recebido ajuda para deixar uma delegacia sem ser presa. Após a denúncia, policiais militares foram afastados e a investigação passou a apurar possíveis favorecimentos e omissões envolvendo agentes de segurança pública. Em publicação nas redes sociais, Carlos Brandão informou ainda que a vítima, identificada como Samara Regina, recebe assistência do Governo do Maranhão. Além disso, afirmou que o policial citado nas denúncias responde a procedimento instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão. Em nota, a defesa de Carolina Sthela negou as acusações e afirmou que a empresária não praticou qualquer ato de tortura contra a jovem. Os advogados declararam ainda que irão se manifestar oficialmente no processo e disseram confiar no esclarecimento dos fatos durante a investigação.

Ricardo Murad confirma retorno à política e disputará eleições

Ricardo Murad

MARANHÃO, 07 de maio de 2026 — O ex-secretário de Estado da Saúde Ricardo Murad anunciou, nesta quarta (6), o retorno à política e confirmou a pré-candidatura a deputado federal nas eleições de 2026. Em manifesto divulgado nas redes sociais, o ex-gestor afirmou que decidiu voltar à vida pública por considerar que o Maranhão precisa de representantes com experiência administrativa e capacidade de execução. No documento, Ricardo Murad declarou que pretende disputar uma vaga na Câmara Federal levando a experiência acumulada ao longo da trajetória política. Além disso, afirmou que política “não é palco, é solução” e defendeu um modelo de gestão baseado em obras, investimentos e entrega de resultados para a população maranhense. LEGADO NA SAÚDE Durante o manifesto, Ricardo Murad relembrou a passagem pela Secretaria de Estado da Saúde no governo Roseana Sarney, entre 2009 e 2014. Segundo ele, a gestão enfrentava dificuldades financeiras e problemas estruturais quando assumiu o comando da pasta. Ainda assim, afirmou que articulou recursos em Brasília junto ao Ministério da Saúde e lideranças políticas nacionais. De acordo com Ricardo Murad, os investimentos permitiram a execução de mais de 130 obras na área da saúde em quatro anos. Entre as ações mencionadas estão a construção de hospitais regionais, maternidades, unidades de pronto atendimento, centros de especialidades, unidades de hemodiálise e a criação da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh). O ex-secretário também destacou a implantação de um Hospital de Alta Complexidade, um Hospital do Câncer, sete hospitais macrorregionais, oito hospitais regionais e 11 UPAs. Além disso, citou a criação da Central Estadual de Regulação, da central de ambulâncias, do serviço aeromédico e da rede estadual de hemodiálise.

Busca da PF contra Ciro reforça alerta feito por Duarte Jr

PF Duarte

BRASÍLIA, 07 de maio de 2026 — A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta (7), mandado de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira durante a quinta fase da Operação Compliance Zero. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionadas ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, a decisão determinou o bloqueio de R$ 18,85 milhões e a suspensão de empresas ligadas à família do parlamentar. Em março, o deputado federal Duarte Júnior afirmou, em entrevista à Band News, que pretendia buscar esclarecimentos sobre a relação entre Daniel Vorcaro e ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo o parlamentar, a CPMI do INSS deveria aprofundar a investigação sobre possíveis vínculos entre o empresário e integrantes da Corte. As declarações ocorreram após o vazamento de mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e à então namorada dele, Martha Graeff. Nas conversas, o banqueiro mencionava proximidade com os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Também surgiram registros de mensagens trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes no dia da primeira prisão do empresário, em 2025. De acordo com Duarte Júnior, o conteúdo reforçava a necessidade de investigação pela CPMI do INSS. O deputado afirmou que as mensagens indicavam relação próxima entre Daniel Vorcaro e integrantes do Supremo. Inclusive, declarou que buscaria mais informações sobre os contatos mencionados nas conversas divulgadas durante a investigação. Ainda durante a entrevista, Duarte afirmou que os fatos apresentados ultrapassavam o campo das suspeitas. Segundo o parlamentar, as mensagens apontavam proximidade entre Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O deputado também mencionou a possibilidade de interesses em comum entre os envolvidos citados nas conversas. Na mesma entrevista, Duarte Júnior criticou a atuação de Ciro Nogueira em relação ao Banco Master. O deputado afirmou que mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro apontavam proximidade entre o senador e o banqueiro. O parlamentar declarou que Ciro apresentou uma emenda a uma proposta de emenda constitucional que poderia beneficiar a instituição financeira. Segundo Duarte, a proposta permitiria ampliar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Crédito para aplicações financeiras. Atualmente, o teto é de R$ 250 mil. Com a emenda mencionada pelo deputado, o valor poderia ultrapassar R$ 1 milhão. As mensagens analisadas pela investigação mostraram Daniel Vorcaro comemorando a aprovação da emenda em grupos de conversa. Para Duarte, o material tinha a necessidade de aprofundar as apurações sobre parlamentares mencionados nos diálogos. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Imirante Política (@imirantepolitica)

Justiça nega dano moral a cliente que discutiu em shopping

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SÃO LUÍS, 07 de maio de 2026 — O 4º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís julgou improcedente o pedido de indenização por danos morais de uma consumidora. Ela se envolveu em uma discussão com outra cliente dentro de um shopping da capital maranhense. O Poder Judiciário do Maranhão proferiu a decisão. A autora relatou nos autos que estava na fila de um estabelecimento alimentício. Ali, segundo ela, outra frequentadora a teria agredido verbal e fisicamente. A consumidora afirmou ainda que a equipe de segurança demorou para intervir. Além disso, ela considerou o atendimento inadequado. Por isso, alegou ter sofrido abalo moral. O shopping, em sua defesa, sustentou que não houve falha na prestação do serviço. A administração afirmou que o conflito foi espontâneo entre terceiros. Os seguranças agiram de forma célere e eficaz, segundo a defesa. A equipe conteve a ocorrência dentro dos protocolos esperados. O magistrado analisou as provas do processo. Ele examinou imagens do circuito interno do shopping. Também considerou os depoimentos colhidos em audiência. Dessa forma, o juiz entendeu que a segurança atuou de maneira adequada. Houve intervenção rápida para evitar o agravamento do conflito. A decisão judicial aponta que a equipe conduziu a autora a um local seguro. O objetivo foi preservar a integridade física da consumidora e restabelecer a ordem no ambiente. O juiz ressaltou que não houve comprovação das alegadas agressões físicas. Os elementos apresentados indicam uma discussão recíproca entre as envolvidas, conforme o magistrado. Diante disso, ele concluiu pela inexistência de ato ilícito. Também não ficou configurado dano moral indenizável.

Lula barra aumento de pena para roubo com lesão grave

Lula roubo

BRASÍLIA, 07 de maio de 2026 — O presidente Lula sancionou a Lei 15.397/2026, publicada no Diário Oficial da União na segunda (4), com mudanças nas penas de diversos crimes no país. No entanto, o presidente vetou o trecho aprovado pelo Congresso Nacional que aumentava a punição para roubos com violência que resultem em lesão corporal grave. O projeto previa ampliar a pena de prisão para esse tipo de crime de sete a 18 anos para 16 a 24 anos. Na justificativa do veto, o governo federal argumentou que a pena mínima ficaria acima da prevista para homicídio qualificado, cuja punição varia de 12 a 30 anos. O veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional. Em nota, o Palácio do Planalto informou que o veto não elimina a punição nem reduz a pena atualmente em vigor. Dessa forma, o crime de roubo com lesão corporal grave seguirá sujeito à reclusão de sete a 18 anos. A nova legislação endurece punições para crimes patrimoniais, golpes eletrônicos e lavagem de dinheiro. Além disso, o texto cria novos tipos penais relacionados à receptação de animais domésticos roubados e ao fornecimento de contas bancárias utilizadas por criminosos. A proposta teve origem em projeto apresentado pelo deputado federal Kim Kataguiri. Posteriormente, o Senado aprovou substitutivo relatado pelo senador Efraim Filho, antes da confirmação do texto pela Câmara dos Deputados. A lei estabelece pena de até seis anos de prisão para furto e roubo de bens móveis, além de multa. Já a punição mínima para latrocínio passa de 20 para 24 anos de reclusão. O transporte de veículos roubados para outros estados ou países também terá aumento de pena. Nesse caso, a punição mínima sobe de três para quatro anos, enquanto a máxima chega a dez anos de prisão. Inclusive, a legislação fixa reclusão de quatro a dez anos para furto ou roubo de celulares, tablets e computadores portáteis. Crimes envolvendo animais domésticos ou de produção rural terão a mesma faixa de punição. Já golpes e fraudes bancárias passam a prever pena de quatro a dez anos de prisão, além de multa.

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