Haddad defende a taxa das blusinhas mesmo após recuo de Lula

SÃO PAULO, 1º de junho de 2026 — Fernando Haddad disputa a eleição para o governo de São Paulo. Ele está atrás do adversário Tarcísio de Freitas nas pesquisas. Mesmo assim, Haddad defende um tema impopular: a chamada “taxa das blusinhas”. Esse imposto federal valia para compras internacionais de até US$ 50. A taxa foi criada em 2024. Depois, foi revogada em ano eleitoral. O presidente Lula disse que Haddad achava a medida “uma coisa boa” para proteger a indústria nacional. Então, a BBC News Brasil perguntou se Haddad tinha errado na avaliação. “Não mudei de opinião”, respondeu ele. “Uma loja aberta não pode pagar mais imposto do que uma loja virtual.” Além disso, Haddad lembrou que os governadores cobram impostos estaduais (ICMS) sobre essas compras. Por isso, ele citou Tarcísio de Freitas, seu adversário. “Ninguém vai perguntar para o Tarcísio se ele é contra ou a favor do ICMS”, disse. Segundo a Quaest, Tarcísio tem até 38% das intenções de voto. Haddad tem até 26%. A campanha oficial ainda não começou, mas Haddad já viaja pelo interior e visita universidades. O ex-ministro também falou sobre o futuro do PT. Lula deve disputar sua última eleição em 2026. Haddad já foi candidato a presidente em 2018 e perdeu para Bolsonaro. Ele disse que não dá para planejar tudo agora. Por fim, levantou uma ideia: “Imagina se tiver uma prévia no PT? Seria o máximo.”
Brandão afasta subcomandante da PM após denúncia de assédio

MARANHÃO, 1º de junho de 2026 — O governador do Maranhão, Carlos Brandão, afastou neste domingo (31) o coronel Valtermar Pinto Ribeiro do cargo de subcomandante-geral da Polícia Militar do Maranhão. A decisão ocorreu após denúncias de assédio envolvendo o oficial. Segundo o governo, a medida busca garantir uma investigação rigorosa, imparcial e transparente. Para realizar a apuração preliminar, o governo designou a coronel Edhyelem Almeida Santos Carneiro e a major Camila Santos Bispo Pereira. Além disso, informou que a escolha de duas oficiais tem o objetivo de assegurar independência e credibilidade ao processo de investigação. Com o afastamento, o coronel Nicolau Sauaia Júnior assumirá interinamente a função de subcomandante-geral da corporação até o fim das apurações. Valtermar Pinto Ribeiro ocupava o cargo desde 29 de agosto de 2025 e fazia parte da cúpula da PMMA. A investigação deverá indicar possíveis medidas administrativas ou disciplinares relacionadas ao caso.
Vereador de Timon acusado de homicídio é preso pela PRF

TIMON, 31 de maio de 2026 — O vereador de Timon Luís Carlos da Silva Sá, conhecido como Kaká do Frigo Sá, foi preso na última sexta (29) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Campo Maior, no Piauí. A detenção ocorreu durante uma abordagem e cumpriu mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). O parlamentar é investigado em uma ação penal que apura um homicídio ocorrido em janeiro de 2023. A ordem de prisão foi assinada pelo desembargador José Nilo Ribeiro Filho e tem validade até julho de 2045. Antes da decisão, a defesa do vereador havia solicitado habeas corpus sob o argumento de ausência de contemporaneidade para justificar a manutenção da prisão preventiva. Apesar dos argumentos apresentados pela defesa, a 3ª Câmara Criminal do TJ-MA decidiu manter a medida cautelar. Segundo o entendimento do colegiado, permanecem riscos à instrução criminal e a gravidade dos fatos investigados justifica a continuidade da prisão preventiva. A decisão também revogou uma liminar que havia substituído a prisão por medidas cautelares. Até então, o parlamentar respondia ao processo em liberdade, mediante cumprimento das determinações impostas pela Justiça. Kaká do Frigo Sá é réu em uma ação penal que apura o assassinato de Antônio de Pádua Cunha Santos, ocorrido em janeiro de 2023. Também respondem ao processo o irmão do vereador, Gildásio da Silva Sá, o sobrinho Gilfran Sá da Silva e outros três acusados. De acordo com a denúncia do Ministério Público, os investigados teriam planejado o crime por acreditarem que Antônio de Pádua tinha participação na morte de um familiar da família Sá, identificado como Antônio Carlos Gomes de Abreu, conhecido como Carlinhos. A acusação também sustenta que teria sido oferecida a quantia de R$ 100 mil para a execução do homicídio.
Acidente em silo deixa um morto no Porto de São Luís

SÃO LUÍS, 31 de maio de 2026 — Um trabalhador morreu e outros três ficaram feridos após um acidente ocorrido na madrugada deste sábado (30) em um dos silos do Terminal Portuário São Luís (TPSL), na capital maranhense. A ocorrência foi confirmada pela VLI, responsável pela operação do terminal. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão e da brigada interna do porto foram acionadas para realizar o resgate dos envolvidos. Em seguida, os três sobreviventes receberam atendimento de emergência e foram encaminhados para unidades hospitalares. Segundo a VLI, os trabalhadores socorridos estão em estado estável e não apresentam risco de morte. Já um colaborador da empresa não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado. A identidade da vítima não foi divulgada. A empresa informou que presta assistência aos familiares do trabalhador e iniciou a apuração interna para esclarecer as circunstâncias do acidente. Além disso, as autoridades competentes foram acionadas e acompanham o caso. O acidente ocorreu em uma estrutura de armazenamento de grãos do terminal portuário.
Brasil bate recorde de medidas protetivas para mulheres

BRASIL, 31 de maio de 2026 — O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou dados inéditos sobre medidas protetivas no Brasil. A Justiça concedeu 255.123 medidas no primeiro trimestre de 2026. Esse é o maior número já registrado para o período desde o início do monitoramento, em 2020. Em maio de 2026, foram concedidas 93.782 medidas protetivas. Esse volume representa o maior mês da série histórica. O número superou em 13,4% o recorde anterior. O recorde anterior havia sido registrado em setembro de 2025. O Ministério da Justiça e Segurança Pública registrou 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026. Esse é o maior número para o período desde 2015. As medidas protetivas servem para afastar agressores. Elas também reduzem os riscos enfrentados por mulheres em situação de violência. Especialistas destacaram que a eficácia depende da fiscalização. Ela também depende do acompanhamento dos casos. Desde abril de 2026, uma nova legislação passou a permitir que delegados determinem imediatamente o uso de tornozeleira eletrônica por agressores. A norma também prevê dispositivos de alerta para as vítimas em caso de aproximação indevida. Estudos apontaram que a maioria das vítimas de feminicídio nunca chegou a registrar ocorrência. Elas também não solicitaram proteção judicial antes do crime.
Governo Lula cria rombo de quase R$ 1 trilhão na conta de luz

BRASÍLIA, 31 de maio de 2026 — O terceiro mandato do presidente Lula e a atual legislatura do Congresso Nacional deixaram uma herança de R$ 985 bilhões em despesas extras para os consumidores de energia elétrica. A Frente Nacional dos Consumidores de Energia apresentou o cálculo nesta semana. O valor projeta os custos embutidos nas faturas até o ano de 2050. O montante bilionário ignora os reajustes anuais normais. Ele também desconsidera as correções da inflação. O valor funciona como uma taxa política permanente na tarifa. O rombo equivale a seis vezes o orçamento anual do programa Bolsa Família. Além disso, ele representa cinco vezes as verbas do Minha Casa, Minha Vida. Os gastos novos começaram a entrar na conta por causa do Tratado de Itaipu. Houve também a prorrogação de incentivos fiscais para projetos de fontes renováveis. O setor elétrico ainda sofre com o custo de contratação de usinas térmicas. Essas usinas servem para suprir a falta de luz nos horários de pico.
Allan Garcês comemora medidas contra facções criminosas

BRASIL, 30 de maio de 2026 — O deputado federal Allan Garcês (PP) foi o primeiro integrante da bancada maranhense a comentar a decisão do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. O parlamentar se manifestou por meio de vídeo publicado nas redes sociais. Ao comentar a medida, Garcês afirmou que as facções devem ser tratadas de acordo com a gravidade de suas ações. Segundo ele, o crime organizado ultrapassou a esfera da segurança pública e representa uma ameaça ao Estado, às famílias e à liberdade dos cidadãos. No vídeo, o deputado declarou que o PCC e o Comando Vermelho representam riscos que extrapolam as fronteiras brasileiras. “O Crime organizado deixou de ser apenas um problema de segurança pública. Virou ameaça ao Estado, às famílias e a liberdade do cidadão. O PCC e o CV precisam ser tratados com a gravidade que representam, não apenas no Brasil, mas em todo o cenário internacional. Organização terrorista é inimiga da paz, da liberdade, do povo brasileiro e do Estado”, afirmou. Na oportunidade, Allan Garcês afirmou que a medida deve ser comemorada pelas “famílias de bem”. “Parabéns Presidente Trump pela postura e que sirva de exemplo ao Lula, que nos faz passar vergonha internacional”, declarou o parlamentar. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Allan Garcês | Deputado Federal Conservador no Maranhão (@allan.garces)
Quebradeira de empresas assombra campanha de Lula

BRASIL, 29 de maio de 2026 — O terceiro mandato do presidente Lula (PT) chega à reta final carregando uma marca trágica para o setor produtivo. Em meio ao caos fiscal, juros elevados, crédito dificultado e famílias endividadas, o Brasil alcançou em 2025 o maior número de recuperações judiciais de sua história. A onda de balanços negativos e a séria deterioração financeira de empresas símbolos nacionais do varejo e da indústria transformaram-se em um problema para a campanha de Lula à reeleição. Elas contradizem o discurso governista de ótimo momento para a economia brasileira. Levantamentos de consultorias como RGF & Associados e Serasa Experian mostram que 5,3 mil empresas encerraram 2025 sob proteção judicial para renegociar dívidas, salto de 24% em relação ao ano anterior. Só no último trimestre, 510 pedidos foram registrados, com R$ 40 bilhões em dívidas. O cenário atingiu em cheio setores dependentes de crédito e consumo das famílias, como varejo, vestuário, móveis e brinquedos. Marcas associadas à estabilidade empresarial passaram a simbolizar a fragilidade financeira do ambiente econômico brasileiro e a crise existencial no setor produtivo. OPOSIÇÃO DESTACA QUEBRADEIRA DE EMPRESAS ACIMA DA PANDEMIA E DILMA Parlamentares da oposição afirmam que o governo criou as condições para o ambiente hostil ao setor produtivo, marcado por insegurança regulatória, aumento da carga tributária, expansão de gastos públicos, juros persistentemente elevados e baixa confiança de investidores. Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, rebateu nas redes sociais o discurso otimista do governo sobre a economia, lembrando que o setor produtivo amarga o “elevado custo do dinheiro” e a irresponsabilidade fiscal. “A inadimplência e as recuperações judiciais batem recordes”, diz. Para o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), dados de mercado mostram explosão de pedidos de recuperação judicial a partir de 2025, superando largamente as crises econômicas de 2016 e da Covid-19. “É mais fácil uma empresa sobreviver à pandemia do que a um governo petista”, protestou.

