
BRASÍLIA, 31 de maio de 2026 — O terceiro mandato do presidente Lula e a atual legislatura do Congresso Nacional deixaram uma herança de R$ 985 bilhões em despesas extras para os consumidores de energia elétrica. A Frente Nacional dos Consumidores de Energia apresentou o cálculo nesta semana.
O valor projeta os custos embutidos nas faturas até o ano de 2050. O montante bilionário ignora os reajustes anuais normais. Ele também desconsidera as correções da inflação. O valor funciona como uma taxa política permanente na tarifa.
O rombo equivale a seis vezes o orçamento anual do programa Bolsa Família. Além disso, ele representa cinco vezes as verbas do Minha Casa, Minha Vida.
Os gastos novos começaram a entrar na conta por causa do Tratado de Itaipu. Houve também a prorrogação de incentivos fiscais para projetos de fontes renováveis. O setor elétrico ainda sofre com o custo de contratação de usinas térmicas. Essas usinas servem para suprir a falta de luz nos horários de pico.
REAÇÃO DO GOVERNO
O Ministério de Minas e Energia rebateu os números do estudo. A pasta chamou a metodologia utilizada de superficial. O governo federal alegou que a análise deixou de lado os benefícios sociais. Esses benefícios vêm das políticas públicas implementadas pela atual gestão.
Por outro lado, a associação dos consumidores insiste que o setor vive uma desordem completa. Ela exige uma reforma urgente no modelo de negócios. O objetivo é estancar a cobrança abusiva na fatura.
O Operador Nacional do Sistema enfrenta dificuldades diárias para equilibrar a rede de abastecimento. A entidade precisa evitar apagões por excesso ou falta de luz. A capacidade de geração das placas solares instaladas nos telhados das casas saltou de 26 para 45 giga-watts no ano passado.
O órgão não controla essa produção caseira. Por isso, a solução foi cortar o funcionamento de 20% das grandes usinas eólicas e solares do país para estabilizar a rede.
O fim da tarde virou o momento mais crítico para a engenharia do setor. O pôr do sol zera a produção das placas de energia solar. Isso acontece exatamente no horário em que os trabalhadores chegam em casa. Eles acendem as lâmpadas e ligam os chuveiros elétricos.
O governo então aciona usinas térmicas de emergência para evitar o colapso do sistema. Essas usinas cobram muito mais caro para produzir o mesmo volume de eletricidade.







