EUA propõem tarifa adicional de 12,5% contra o Brasil

EUA tarifaço

SÃO LUÍS, 03 de junho de 2026 — O governo dos Estados Unidos concluiu uma investigação sobre o Brasil e outros 60 países. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) fez um relatório de 98 páginas, com a conclusão de que esses países não proíbem nem fiscalizam a entrada de produtos feitos com trabalho forçado. A informação foi divulgada na terça (2). Por conta disso, os EUA propuseram uma tarifa extra de 12,5% sobre tudo o que vem dessas nações. Além disso, no dia anterior, os EUA já tinham sugerido uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O motivo foram seis práticas consideradas desleais. Entre elas estão censura secreta, leniência contra corrupção, pagamentos via Pix, desmatamento ilegal e pirataria. O embaixador Jamieson Greer disse que trabalhadores americanos competem em condições desiguais. Ele afirmou que os EUA não vão tolerar mais essa disparidade. A proposta da tarifa de 12,5% vale para todos os produtos dos países investigados. Países que já proíbem parcialmente o trabalho forçado pagariam 10%. O Brasil está no grupo de 54 nações que não aplicam a proibição. Outros seis países, como México e Indonésia, também falham na fiscalização. O relatório diz que o Brasil alega cumprir acordos, mas a lei local não proíbe a venda desses produtos importados. As audiências públicas sobre o caso acontecem em 7 de julho de 2026. Interessados podem enviar comentários até 6 de julho. A investigação ouviu quase 60 testemunhas e recebeu 500 comentários. A medida dos EUA usa a Lei de Comércio de 1974. O governo americano acredita que a falta de fiscalização prejudica os trabalhadores dos EUA e distorce a concorrência.

Júnior Vieira deve assumir vaga na Alema nesta quarta (3)

júnior vieira

SÃO LUÍS, 03 de junho de 2026 — O ex-secretário de Assistência Social de São Luís e pré-candidato a deputado estadual pelo PSD, Júnior Vieira, deve assumir interinamente nesta quarta (3) um mandato na Assembleia Legislativa do Maranhão. Ele ocupará a vaga de Fernando Braide, que decidiu se afastar temporariamente para se dedicar à pré-campanha de deputado federal. Júnior Vieira chegou à Secretaria de Assistência Social por indicação do deputado federal Aluísio Mendes. No entanto, ele deixou o cargo após Mendes romper politicamente com o ex-prefeito de São Luís e anunciar apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão. Então, Vieira passou por um período de afastamento político do grupo de Mendes. Nos últimos meses, Júnior Vieira se reaproximou de Braide e confirmou sua pré-candidatura a deputado estadual pelo PSD, legenda ligada ao ex-prefeito. Com a posse temporária na Assembleia, ele passa a exercer o mandato e poderá disputar as próximas eleições ocupando a cadeira de deputado estadual.

Câmara de SLZ deve votar Zoneamento Urbano nesta quarta (3)

câmara slz

SÃO LUÍS, 03 de junho de 2026 — A Câmara Municipal de São Luís deve votar nesta quarta (3) o Projeto de Lei Complementar nº 0077/2026, que trata da nova Lei de Zoneamento da capital maranhense. O anúncio ocorreu durante sessão ordinária da Casa Legislativa e foi feito pelo presidente da Câmara, Paulo Victor. A proposta recebeu mais de 130 emendas parlamentares durante a tramitação. A proposta da nova Lei de Zoneamento integra um conjunto de projetos urbanísticos enviados pelo Poder Executivo à Câmara Municipal no dia 27 de março. Entre as matérias encaminhadas também está o Projeto de Lei nº 0076/2026, que regulamenta a outorga onerosa do direito de construir no município. As duas propostas seguem em análise nas Comissões de Constituição e Justiça e de Mobilidade Urbana, Regularização Fundiária e Uso e Ocupação do Solo Urbano. Os projetos permaneceram em discussão até 11 de maio para o recebimento de sugestões e emendas apresentadas pelos parlamentares. Como parte das discussões técnicas, a Câmara criou, no ano passado, uma Comissão Especial Mista para aprofundar os estudos sobre o ordenamento urbano da capital. Além disso, o Legislativo promoveu, em 22 de abril, uma audiência pública com técnicos da Prefeitura de São Luís para debater os projetos enviados pelo Executivo. A nova Lei de Zoneamento deve estabelecer regras relacionadas ao parcelamento, uso e ocupação do solo urbano em São Luís. O texto poderá impactar diretamente o planejamento territorial e o crescimento urbano da capital maranhense.

Assembleia mantém nível médio em concursos militares

Assembleia concurso

MARANHÃO, 02 de junho de 2026 — A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou nesta terça (2) a Medida Provisória nº 544/2026, que mantém o nível médio como requisito para os próximos concursos de soldado da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e para ingresso no Curso de Formação de Oficiais (CFO). A votação ocorreu uma semana após o anúncio de um novo concurso com 3.350 vagas para as forças de segurança do estado. Durante a discussão da proposta, o deputado Wellington do Curso afirmou que a medida atende a uma demanda de candidatos e da população. Segundo ele, as Medidas Provisórias nº 542 e nº 543 permitiam a possibilidade de exigir nível superior para ingresso nas corporações e fixavam idade máxima de 30 anos. Com a nova regra, o nível médio fica garantido para o próximo certame. Apesar da definição sobre a escolaridade, a idade limite para participação no concurso segue em debate. Wellington do Curso defende a ampliação do limite de 30 para 35 anos. De acordo com o parlamentar, muitos candidatos aguardam há cerca de dez anos pela abertura de um novo concurso e podem ficar impedidos de participar caso a regra atual seja mantida. O deputado também informou que o comando do Corpo de Bombeiros sinalizou a possibilidade de aceitar candidatos de até 35 anos. No entanto, ainda não há formalização sobre o tema. Após a aprovação pela maioria dos deputados presentes, a medida segue agora para a etapa de promulgação.

Auditoria expõe rombo de mais de R$ 200 milhões com Master

auditoria master

Uma investigação interna da Cedae revelou perda superior a R$ 220 milhões em aplicações realizadas no Banco Master. O governo do Estado do Rio de Janeiro destinou quase R$ 4 bilhões a essa instituição financeira, sendo R$ 3,7 bilhões provenientes do Rioprevidência e outros R$ 237 milhões investidos pela Cedae, ambos atualmente sob análise de órgãos de controle. O relatório da auditoria, divulgado pelo canal televisivo Globonews, mostra que o Banco Master não cumpria os critérios da política de investimentos da Cedae quando as negociações para um aporte de R$ 200 milhões tiveram início. As regras internas só foram alteradas posteriormente, permitindo que a aplicação fosse realizada mesmo sem o banco atingir a classificação de risco exigida inicialmente. A apuração detalha que as mudanças nas normas seguiram padrão semelhante ao adotado pelo Rioprevidência, favorecendo o perfil do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. Em julho de 2023, a documentação recebida pela Cedae demonstrava que o banco tinha nota inferior ao mínimo exigido e contava apenas com avaliação de uma agência de rating. Os auditores relatam que, diante desse cenário, a política de investimentos foi ajustada para incorporar exatamente o perfil do Banco Master, o que permitiu a continuidade da operação. O presidente da Cedae, Rafael Rolim, encaminhou o relatório à diretoria e recomendou seu envio ao TCE e ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para apuração. Os documentos revelam que alertas internos quanto ao risco do Banco Master foram ignorados pela diretoria financeira, resultando em prejuízo superior a R$ 222 milhões para a estatal. A investigação também analisou o processo de alteração das regras e a origem das decisões que levaram ao investimento. No relatório, há menção à suspeita de negligência, dolo, fraude e ameaça ao patrimônio da empresa. Entre os nomes apontados está Antonio Carlos dos Santos, ex-diretor administrativo-financeiro, considerado responsável por conduzir o processo de investimento. Em março de 2023, a segunda versão da Política de Aplicações Financeiras da Cedae exigia nota mínima “A-” e avaliações de duas agências. Em julho daquele ano, o Banco Master apresentou nota “BBB-” de uma única agência, o que o tornava inelegível conforme as normas vigentes. Apesar disso, em vez de interromper o procedimento, a diretoria financeira promoveu mudanças na política, reduzindo exigências e criando faixas de risco que passaram a aceitar classificações como “BBB-“. As alterações aprovaram, em setembro de 2023, o perfil do Banco Master para receber aportes. A auditoria também descobriu que reuniões presenciais com representantes do Banco Master começaram em maio de 2023, antes da data informada à Comissão de Valores Mobiliários. Registros de entrada na sede da Cedae e viagens a São Paulo para encontros com executivos do banco foram documentados pela equipe de auditoria.

Marquinhos propõe Ozempic e Mounjaro na rede pública de SLZ

vereador marquinhos

SÃO LUÍS, 02 de junho de 2026 — O vereador Marquinhos (União Brasil) apresentou nesta terça (2), na Câmara Municipal de São Luís, um projeto de lei para distribuir gratuitamente os medicamentos Ozempic e Mounjaro a pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade. A proposta também cria um programa municipal para ampliar o acesso ao tratamento e promover ações de saúde. Segundo o parlamentar, a medida busca atender pessoas que enfrentam dificuldades para custear os medicamentos. Ele afirmou que a obesidade está relacionada a diversos problemas de saúde, como hipertensão, diabetes, ansiedade, depressão e risco de derrame. Por isso, defendeu que a condição receba atenção especial das políticas públicas. Além da entrega dos medicamentos, o projeto prevê a formação de uma equipe multiprofissional para acompanhar os pacientes. O atendimento incluiria monitoramento contínuo e suporte especializado durante o tratamento. Os remédios foram desenvolvidos para o controle do diabetes tipo 2, mas também são utilizados no combate à obesidade e no controle do peso corporal. A proposta recebeu apoio de vereadores durante a sessão. Raimundo Penha (PDT) afirmou que o tema já é discutido em outras cidades e disse que poderá destinar emendas parlamentares para ajudar na implantação do programa. O projeto seguirá a tramitação na Câmara Municipal. A matéria passará pelas comissões competentes e, depois, será votada em plenário. Se for aprovada e sancionada pela Prefeitura, poderá integrar as políticas públicas de saúde da capital.

STF julga uberização, redes sociais e mineração em junho

STF JUNHO

BRASÍLIA, 02 de junho de 2026 — O Supremo Tribunal Federal (STF) julga vários processos importantes em junho. Os temas incluem trabalho por aplicativo, redes sociais e mineração em terras indígenas. A corte também analisa aposentadoria especial e isenção de impostos para pessoas com deficiência. No dia 24 de junho, os ministros decidem se motoristas e entregadores de app têm vínculo empregatício com as plataformas. Ou se a relação continua sendo de prestador autônomo. Essa decisão vai afetar milhares de processos trabalhistas. Além disso, o STF retoma a discussão sobre a responsabilidade das plataformas digitais por conteúdos postados por usuários. Os ministros também analisam o acesso a dados de conexão na internet. Esses casos envolvem o Marco Civil da Rede. No dia 17 de junho, a corte avalia as regras para exploração mineral em terras indígenas. Por fim, no dia 11 de junho, o STF julga se provas obtidas com humilhação de vítimas em processos de estupro devem ser consideradas ilegais. O caso vem de uma ação movida por Mariana Ferrer em Santa Catarina.

Ex-prefeito é punido pelo TCE por irregularidades em concurso

Ex-prefeito TCE

SÃO LUIZ GONZAGA DO MARANHÃO, 02 de junho de 2026 — O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) julgou parcialmente procedente uma representação sobre concursos públicos realizados pela Prefeitura de São Luís Gonzaga do Maranhão em 2024. A ação envolveu o ex-prefeito Francisco Pedreira Martins Júnior e a Fundação Sousândrade (FSADU), responsável pela organização dos certames. O tribunal aplicou multa de R$ 20 mil ao ex-gestor. A denúncia partiu da comissão de transição de governo e questionou os concursos dos editais nº 001/2024, 002/2024 e 003/2024. Segundo o acórdão relatado pela conselheira Flávia Gonzalez Leite, o TCE-MA encontrou indícios de irregularidades na contratação direta da banca organizadora e falhas na fase interna dos processos seletivos. Entre os problemas apontados estão a falta de estudos técnicos preliminares, a ausência de análise do impacto orçamentário-financeiro para ampliar cargos e vagas e o descumprimento de normas da transição de governo previstas na Instrução Normativa TCE/MA nº 80/2024. Além disso, a Corte de Contas registrou indícios de “montagem processual” na contratação da Fundação Sousândrade e apontou falhas no planejamento fiscal e na prestação de informações administrativas. O TCE-MA destacou que a possível anulação dos concursos já está sendo analisada pela Justiça. Portanto, o tribunal limitou sua atuação nesse ponto. A decisão também determina que a multa receba acréscimos legais caso o pagamento ocorra após o prazo estabelecido.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.