
BRASÍLIA, 04 de setembro de 2026 — A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) bloqueou o trabalho de fotógrafos e cinegrafistas nesta quinta (3). Os agentes impediram a aproximação dos profissionais de imprensa das vidraças do Salão Branco.
A ordem de restrição ocorreu depois da repercussão de uma fotografia que flagrou ministros às gargalhadas no auge do escândalo do Banco Master.
O fotógrafo Brenno Carvalho, do jornal O Globo, registrou o momento na quarta (2). A imagem capturou Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin em risadas na saída do plenário. O presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, apareceu de costas na cena captada através da fresta de uma cortina.
Os seguranças da Corte repreenderam a equipe de reportagem no dia seguinte ao flagrante. Os agentes exigiram o afastamento imediato das câmeras e proibiram imagens dos bastidores pelas aberturas dos panos. A administração do tribunal recusou comentários sobre o bloqueio.
O episódio ocorreu em meio ao desgaste gerado pelas revelações da Polícia Federal. Relatórios da corporação expuseram mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que apontam Moraes como interlocutor para tentar paralisar investigações policiais.
Moraes reagiu à crise com uma ofensiva contra o ministro André Mendonça, relator dos inquéritos do Banco Master e do INSS no STF. O magistrado pediu apurações contra o colega de Corte.
Fachin estipulou o prazo de cinco dias para Moraes, Mendonça, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal entregarem esclarecimentos sobre o relatório policial.
⚖️👮♂️🚩 Seguranças do STF proíbem fotos na vidraça do prédio. A restrição ocorre após os ministros da Corte serem fotografados rindo ao final de uma sessão. O episódio acontece em meio à crise interna envolvendo mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e ao empresário Daniel… pic.twitter.com/7Z2reyRIVX
— 🔰Brasil Conservador ®️ 🇧🇷🇺🇸🇮🇱 (@MachadoDarlon) September 4, 2026







