Yglésio é nomeado coordenador de Flávio Bolsonaro no Maranhão

MARANHÃO, 04 de março de 2026 – O deputado estadual Dr. Yglésio assumirá a coordenação da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Maranhão. O anúncio ocorreu nesta quarta (4), em Brasília, após encontro entre os dois. A definição integra a estratégia de organização da pré-campanha no estado, onde o parlamentar atuará como principal articulador político. Durante o encontro, Flávio Bolsonaro destacou a atuação de Yglesio no Maranhão e mencionou que o deputado mantém posicionamento firme de oposição à esquerda. “Eu não consigo entender como as pessoas não conseguem abrir os olhos e enxergar que o Maranhão merece algo muito melhor. Então, Yglesio defende as bandeiras aqui, né, de Deus, pátria, família, liberdade, de bem-estar pras pessoas aí que precisam. Então a gente, Yglesio, fica muito feliz aí de tá contigo mais uma vez aqui em Brasília.” O senador também afirmou que o estado enfrenta problemas sociais e estruturais e defendeu mudança de cenário político. “Pessoal do Maranhão, tô aqui com o deputado Yglesio. Não é de agora que ele já tá lá no combate, firme e forte, contra essa esquerda que trouxe tanta miséria, tanta fome, tanta falta de esperança, tanta insegurança, problema na educação, não tem saneamento básico.” Em resposta, Yglesio declarou que recebeu a missão com entusiasmo e afirmou que pretende intensificar o trabalho político no Maranhão. Ele ressaltou alinhamento com as pautas defendidas por Flávio Bolsonaro e mencionou mobilização para o próximo pleito presidencial. “Meu senador, meu presidente! Eu fico feliz… A gente vai vencer essa eleição, não tenho dúvida! Vamos resgatar o Maranhão e vamos… vamos pra cima!” A escolha do deputado para coordenar a campanha ocorre em meio a projeção como um dos nomes mais contundentes da oposição conservadora no Maranhão, recorrendo às redes sociais e à tribuna para fazer críticas ao legado de Flávio Dino e ao governo Lula.
Viana diz que CPMI não foi informada sobre decisão de Dino

BRASÍLIA, 04 de março de 2026 – O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quarta (4), que a comissão não foi formalmente comunicada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu a quebra de sigilo de Roberta Luchsinger. Segundo ele, o colegiado tomou conhecimento da medida por meio da imprensa. Viana declarou que, até o momento, não houve notificação oficial da liminar pelos canais institucionais utilizados entre os Poderes. Ele ressaltou que, quando o Congresso precisa se manifestar no Supremo Tribunal Federal, deve fazê-lo por meio de advogados e pelos sistemas próprios da Corte, o que, em sua avaliação, demonstra tratamento distinto. O senador afirmou que a CPMI do INSS exerceu apenas seu dever constitucional ao autorizar medidas investigativas. Ele destacou que comissões parlamentares de inquérito adotam esse procedimento há décadas e acrescentou que investigar não significa condenar, mas buscar esclarecimentos.
Brasil tem 24 partidos em formação longe de sair do papel

BRASIL, 04 de março de 2026 – Atualmente, 24 partidos políticos estão em processo de formação no Brasil, mas nenhum deles conseguiu, até agora, atingir os requisitos mínimos exigidos pela legislação para obter o registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para se formalizar, uma legenda precisa comprovar o apoio de, no mínimo, 547 mil eleitores, o equivalente a 0,5% dos votos válidos na última eleição para a Câmara dos Deputados. Além da quantidade total de assinaturas, a lei exige que os apoiamentos estejam distribuídos por pelo menos um terço dos estados brasileiros. Em cada uma dessas unidades da federação, o partido deve reunir mais de 0,1% do eleitorado que votou no local. Atualmente, o país conta com 30 partidos já registrados e aptos a participar do processo eleitoral. Dos 24 partidos que buscam a formalização, nove não registraram qualquer apoiamento no sistema do TSE. Os outros 15 conseguiram reunir assinaturas, mas os números ainda são muito baixos. A legenda com melhor desempenho é a Evolução Democrática, que conta com 9.433 apoiamentos distribuídos em 11 estados, quantia ainda distante das 547 mil necessárias. O Movimento Consciência Brasil (MCB) aparece em seguida, com 1.203 assinaturas em quatro estados. Já o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) registrou 1.176 apoiamentos, mas em 13 estados, o que demonstra uma maior capilaridade territorial. O Partido Conservador Brasileiro, por sua vez, reuniu 922 assinaturas em sete estados. Com números ainda mais modestos, a União Democrática Nacional (UDN) obteve 322 apoiamentos em dois estados, enquanto o Partido da Segurança Privada (PSP) soma 269 assinaturas em cinco estados. O Partido Democrático Afro-Brasileiro (PDA-B) registrou 155 apoiamentos em oito estados, e o Partido Ambientalista Animal tem 130 assinaturas concentradas em um único estado.
MPMA investiga uso de verba parlamentar em Santa Inês

SANTA INÊS, 04 de março de 2026 – O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) instaurou inquérito civil para apurar possível uso irregular de verba parlamentar da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar na Câmara Municipal de Santa Inês. A investigação envolve pagamentos realizados em 2025 à vereadora Jucicléia de Araújo de Souza, conhecida como Irmã Juci. A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 011/2026-1ªPJSNI, assinada pela promotora de Justiça Larissa Sócrates de Bastos, titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Santa Inês. O procedimento teve início após representação encaminhada pela Ouvidoria do próprio Ministério Público. Segundo as informações que fundamentaram o inquérito, a Câmara teria efetuado indenizações com recursos da verba parlamentar em desacordo com as Leis Municipais nº 799/2025 e nº 809/2025. A denúncia aponta que pedidos de ressarcimento não estariam acompanhados de documentos que comprovassem vínculo das despesas com o exercício do mandato. Além da vereadora, o inquérito inclui o presidente da Câmara, Joel Oliveira de Araújo, a tesoureira Gerlândia Souza de Araújo e o chefe da Controladoria Interna, Raphael Martins de Sousa. De acordo com a portaria, a verba parlamentar deve custear exclusivamente despesas relacionadas à atividade legislativa, sendo proibida sua utilização para fins eleitorais ou desvinculados do mandato. A legislação municipal fixou limite inicial de R$ 3 mil mensais, posteriormente ampliado para R$ 5 mil.
STF pode liberar participação de crianças em parada gay

BRASÍLIA, 04 de março de 2026 – O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta quarta (4), o julgamento de duas ações que questionam a validade de uma lei do Amazonas que proíbe a participação de crianças e adolescentes em paradas do orgulho LGBTQIAPN+. A análise ocorre no plenário físico da Corte, após ter sido suspensa em agosto por um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques. Até o momento, cinco ministros já votaram pela derrubada da legislação estadual. O relator, ministro Gilmar Mendes, abriu a votação declarando a lei inconstitucional, sendo acompanhado por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. Com isso, resta apenas um voto para formar maioria e declarar a norma inválida em todo o território nacional. A Lei Estadual 6.469/2023, aprovada pela Assembleia Legislativa do Amazonas e promulgada em outubro de 2023, proíbe a presença de menores de idade em paradas do orgulho. A norma também estabelece multa de R$ 10 mil por hora de exposição de crianças e adolescentes ao que define como “ambiente impróprio”, sem autorização judicial, podendo ser penalizados os realizadores do evento, patrocinadores e os pais ou responsáveis. A Aliança Nacional LGBTI+, a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) ajuizaram as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) 7584 e 7585. As entidades argumentam que a lei não visa proteger a infância, mas sim atacar “infâncias e juventudes que destoam do padrão hegemônico da sociedade”. Além disso, os autores das ações apontam que a legislação possui “viés racista, homofóbico e transfóbico” e viola princípios constitucionais como o da dignidade humana, da igualdade e da liberdade de expressão. O PDT sustenta que a proibição se baseia em uma “inconstitucional ideologia de gênero heteronormativa, cisnormativa e machista” para presumir que a presença de menores nesses eventos causaria algum dano.
Dino suspende quebra de sigilo de empresária amiga de Lulinha

BRASÍLIA, 04 de março de 2026 – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta (4) a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPMI do INSS. A decisão atendeu a pedido da defesa, que alegou constrangimento ilegal após a comissão aprovar as medidas em 26 de fevereiro. A empresária mantém relação de amizade com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Além disso, ela figura como investigada na Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal para apurar suposto esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Justiça dos EUA muda data e antecipa soltura de Puffy Diddy

ESTADOS UNIDOS, 04 de março de 2026 – A data de libertação do rapper e empresário Sean “Diddy” Combs, 56, foi antecipada ela Justiça. O artista foi sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão após um julgamento que determinou sua condenação por promover viagens interestaduais para fins de prostituição, uma infração prevista na legislação federal norte-americana. Inicialmente, sua saída da prisão estava prevista para 4 de junho de 2028. Entretanto, segundo informações disponíveis no site do Departamento Penitenciário Nacional dos Estados Unidos, o cantor deverá deixar a unidade prisional de segurança mínima de Fort Dix em 25 de abril de 2028. A princípio, a libertação havia sido marcada para 8 de maio de 2028, data que posteriormente foi adiada para junho do mesmo ano. Agora, a previsão foi novamente alterada, antecipando o término do cumprimento da pena.
Suplentes vivem expectativa de assumir vagas na Câmara de SL

SÃO LUÍS, 04 de março de 2026 – Severino Sales (PSD), Matheus do Beiju (PL) e Josélia Rodrigues (DC) já criam expectativas de assumir cadeiras na Câmara Municipal de São Luís após a possível cassação dos mandatos dos três vereadores do Podemos por fraude à cota de gênero. A medida depende da inclusão do processo na pauta do Tribunal Regional Eleitoral. O Podemos responde a ação que aponta robustez de provas sobre irregularidades na cota de gênero. Além disso, o Ministério Público Eleitoral emitiu parecer favorável à cassação dos mandatos e à inelegibilidade por oito anos da candidata Brenda Carvalho e do vereador eleito Fábio Filho, presidente municipal do partido. Segundo informações do processo, a situação jurídica do partido é considerada delicada diante das provas apresentadas. Ainda assim, houve movimentações com o objetivo de reagir à ação ou ao menos retardar o andamento do caso, embora essas iniciativas tenham perdido força.