
COREIA DO SUL, 30 de abril de 2026 — Um tribunal de apelações da Coreia do Sul aumentou a pena de prisão do ex-presidente Yoon Suk Yeol para sete anos. A decisão ocorreu nesta quarta (29). Os magistrados revisaram a condenação anterior por obstrução de justiça e outros crimes.
Yeol havia recebido pena de cinco anos em primeira instância no mês de janeiro. O novo julgamento reconheceu infrações adicionais contra o ex-chefe de Estado. Dessa forma, a punição foi ampliada pelo tribunal.
Os magistrados concluíram que Yeol mobilizou o serviço de segurança presidencial. O objetivo era dificultar a própria prisão do ex-presidente. Além disso, o tribunal o responsabilizou por falsificação de documentos oficiais. Os juízes também apontaram que ele ignorou exigências legais no processo de decretação da Lei Marcial.
Os advogados de Yeol anunciaram que vão recorrer à Suprema Corte do país. Eles contestam a decisão do tribunal de apelações. O recurso ainda será analisado pela instância superior.
O ex-presidente responde a uma série de ações judiciais desde que perdeu o cargo. Ele enfrenta oito processos diferentes no total. Yeol permanece preso desde o mês de julho.
Em fevereiro, outro julgamento resultou em condenação à prisão perpétua. A acusação nesse caso é de liderar uma insurreição. O crime está ligado à mesma crise política que afetou o país. Os promotores chegaram a pedir pena capital nesse processo.
ORIGEM DA CRISE POLÍTICA
A crise começou em dezembro de 2024. Na ocasião, Yeol anunciou a imposição da Lei Marcial em pronunciamento noturno. Poucas horas depois, os parlamentares derrubaram o decreto. A votação ocorreu de forma unânime no parlamento.
As autoridades prenderam Yeol em janeiro de 2025. Ele deixou a Presidência no mês de abril. Lee Jae-myung venceu as eleições gerais realizadas em junho. Ele liderou a oposição à Lei Marcial durante a crise. Lee assumiu o comando do país após a vitória nas urnas.







