
SÃO LUÍS, 06 de maio de 2026 — A patroa Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e Yuri Silva do Nascimento, investigados por agressão contra uma doméstica grávida na Grande São Luís, também respondem a processo criminal por furto e enfrentam denúncias de clientes sobre supostos golpes.
O caso reúne registros judiciais e relatos que ampliam o alcance das acusações envolvendo o casal.
Documentos do Tribunal de Justiça do Maranhão apontam que ambos figuraram como réus em um processo por furto, que tramitou na 3ª Vara Criminal de São Luís. A ação teve trânsito em julgado e foi posteriormente arquivada após encaminhamento à fase de execução penal, com registro de condenação superior a seis anos de reclusão.
Paralelamente, consumidores relataram contratações de serviços ligados à empresa Maximus Empreendimentos Ltda., associada ao casal. Segundo as denúncias, os clientes pagavam por supostas ações judiciais que prometiam retirar restrições em órgãos de crédito, como SPC e Serasa, mediante pagamento antecipado.
De acordo com os relatos, após determinado período, as dívidas voltavam a constar nos sistemas de proteção ao crédito. Além disso, os denunciantes afirmam que não houve devolução dos valores pagos, mesmo após questionamentos sobre a efetividade dos serviços contratados.
Ainda conforme os consumidores, ao buscarem esclarecimentos, recebiam a informação de que o serviço havia sido executado, sem possibilidade de reembolso. Perfis vinculados aos investigados e à empresa nas redes sociais aparecem desativados no momento.
O nome de Carolina também aparece no centro de investigação conduzida pela Polícia Civil do Maranhão. O inquérito apura suspeita de tortura contra uma empregada doméstica de 19 anos, que estava grávida de cinco meses durante os fatos relatados.
Áudios anexados ao processo indicam relatos de agressões físicas, ameaças e humilhações dentro da residência. Conforme a apuração, o companheiro também estaria presente durante os episódios mencionados pela vítima.







