Fim da 6×1 ameaça voos internacionais, alerta CEO da Latam

ANAJATUBA, 08 de maio de 2026 — O CEO da Latam, Jerome Cadier, afirmou nesta quinta (7) que o projeto de extinção da escala 6×1 pode comprometer a manutenção de voos internacionais no Brasil. A declaração ocorreu durante teleconferência de resultados da companhia aérea. Segundo o executivo, o modelo atual da aviação opera com jornadas específicas, muitas vezes superiores a oito horas diárias. Essa situação ocorre especialmente em rotas internacionais de longa duração. Cadier afirmou que, se as regras forem aplicadas sem adaptações ao setor, a operação internacional pode se tornar inviável no Brasil. Ele disse acreditar, porém, que o Congresso deverá promover ajustes no texto durante a tramitação. “O Congresso vai entender as especificidades de algumas profissões”, indicou o executivo. A declaração foi uma resposta ao impacto potencial da proposta sobre pilotos e comissários. A legislação brasileira já estabelece normas próprias para aeronautas atualmente. As regras variam conforme o tipo de tripulação e o perfil do voo. Elas permitem jornadas que podem ir de nove a 16 horas em determinadas operações internacionais. O modelo também prevê períodos específicos de descanso e revezamento.
O Imparcial recebe homenagem pelos 100 anos na Assembleia

ANAJATUBA, 08 de maio de 2026 — A Assembleia Legislativa do Maranhão realizou, nesta quinta (7), uma sessão solene em homenagem aos 100 anos do jornal O Imparcial. A cerimônia ocorreu no Plenário Nagib Haickel e reuniu autoridades, convidados e dirigentes do periódico. A iniciativa partiu da presidente da Casa, deputada Iracema Vale (MDB), que comandou o ato ao lado do deputado Antônio Pereira (MDB). O jornal O Imparcial, integrante dos Diários Associados, completou 100 anos no dia 1º de maio de 2026. Atualmente, o periódico mantém foco em renovação tecnológica e preservação da própria história. Além disso, a gestão conta com o diretor executivo geral Célio Sérgio Serra Ferreira e o diretor de Redação Raimundo Borges. Durante a solenidade, Iracema Vale destacou a contribuição histórica do jornal O Imparcial para o Maranhão. A parlamentar também entregou ao periódico o título de Patrimônio de Natureza Cultural Imaterial do Estado do Maranhão. Segundo a presidente da Assembleia, o reconhecimento simboliza o respeito à trajetória do veículo e sua contribuição à comunicação maranhense. O ex-presidente José Sarney participou da homenagem e relembrou o início da carreira no jornal O Imparcial aos 17 anos. Em pronunciamento na tribuna da Assembleia, ele mencionou o artigo “Onde Comecei”, publicado em 1º de maio, data do centenário do periódico. Além disso, Sarney desejou continuidade à atuação do jornal. Os jornalistas Raimundo Borges e Célio Sérgio agradeceram a homenagem concedida pela Assembleia Legislativa. Segundo eles, o centenário do jornal O Imparcial representa o compromisso de diferentes gerações de profissionais com a atividade jornalística. Inclusive, os dirigentes destacaram a importância da reinvenção do periódico ao longo da história.
STF reforça regras contra penduricalhos no funcionalismo

BRASÍLIA, 08 de maio de 2026 — Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicaram medidas que reforçam a proibição de ações administrativas que tentem driblar a decisão da Corte sobre os chamados “penduricalhos”. O STF restringiu os pagamentos dessas verbas adicionais, que permitem remunerações acima do teto do funcionalismo público. Esse teto corresponde ao salário de um ministro da Corte: R$ 46.366,19. O STF proibiu, na prática, ações como mudar a classificação de comarcas, criar novas gratificações, alterar regras de plantão ou dividir funções para gerar pagamentos extras. Essas medidas não poderão mais ser usadas para contornar a decisão do plenário da Corte, segundo o texto. O tribunal citou exemplos específicos de práticas vedadas. Entre eles estão declarar cidades ou regiões como locais de “difícil provimento” para justificar adicionais. Também foram citadas a criação de novas gratificações por acúmulo de trabalho e mudanças internas que resultem em aumento de benefícios. A decisão determina ainda que todos os pagamentos sejam registrados em um único contracheque. Ele deverá refletir de forma transparente os valores efetivamente depositados nas contas bancárias dos integrantes dos órgãos atingidos. Além disso, tribunais, Ministérios Públicos, Tribunais de Contas e Defensorias devem publicar mensalmente em seus sites o valor exato recebido por cada membro. Cada rubrica deve ser detalhada nessas publicações. As diferenças entre os valores divulgados e os efetivamente pagos também acarretarão responsabilidade aos gestores, ainda de acordo com as decisões. As decisões estabelecem que, caso novos pagamentos irregulares sejam efetuados, os responsáveis pelas despesas poderão responder nas esferas penal, civil e administrativa. A lista de autoridades notificadas inclui presidentes de tribunais, o procurador-geral da República e procuradores-gerais de Justiça. Também estão na lista o advogado-geral da União, os procuradores-gerais do Estado e os defensores públicos da União e dos Estados.
Operação Maat prende seis suspeitos por desvios no Maranhão

GODOFREDO VIANA, 08 de maio de 2026 — A Promotoria de Justiça de Cândido Mendes deflagrou na manhã desta sexta (8) mais uma etapa da Operação Maat, que investiga suspeitas de corrupção e desvio de recursos públicos em Godofredo Viana, no Maranhão. A operação resultou na prisão de seis investigados ligados a cinco empresas citadas nas apurações. Além disso, os agentes apreenderam veículos e dinheiro em espécie durante o cumprimento das medidas judiciais. Segundo o Ministério Público do Maranhão, as investigações também identificaram transferências diretas das contas da Prefeitura de Godofredo Viana para dois denunciados. As investigações da Operação Maat são conduzidas pela Promotoria de Justiça de Cândido Mendes há cerca de três anos. De acordo com os investigadores, os procedimentos começaram após três frentes distintas apontarem suspeitas de fraudes, corrupção e desvios na estrutura administrativa do município. O Ministério Público ampliou a análise sobre contratos, empresas e movimentações financeiras. A primeira fase da Operação Maat ocorreu em dezembro de 2023. Desde então, o Ministério Público aprofundou as apurações relacionadas aos vínculos empresariais e às transações financeiras dos investigados. O nome da operação faz referência à deusa egípcia associada à justiça e à verdade, utilizada como símbolo das investigações conduzidas pelos órgãos responsáveis.
Empréstimo milionário em Anajatuba entra na mira do MPMA

ANAJATUBA, 08 de maio de 2026 — O Ministério Público do Maranhão (MPMA) abriu apuração sobre o projeto que autorizou um empréstimo de R$ 20 milhões para a Prefeitura de Anajatuba. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal em 30 de dezembro de 2025 e prevê operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal. A investigação começou após o recebimento de uma representação apontando possíveis falhas no processo legislativo. A promotora de Justiça Natália Macedo Luna determinou a continuidade da análise do caso diante da ausência de documentos considerados essenciais. Até o momento, não foram apresentados o texto completo do Projeto de Lei nº 013/2025, pareceres técnicos, atas de sessão, registros de votação e a versão final da lei. A apuração também busca informações sobre a sanção e a publicação oficial da proposta aprovada pela Câmara de Anajatuba. Segundo o MPMA, os documentos são necessários para verificar a regularidade da tramitação legislativa e dos atos relacionados à contratação do empréstimo. Com isso, a promotoria pretende reunir dados sobre o processo de aprovação da matéria. Além disso, o órgão busca esclarecer se todas as exigências legais foram cumpridas durante a tramitação do projeto e na autorização da operação de crédito.
Flávio Bolsonaro defende CPI do Master após PF mirar Ciro

BRASÍLIA, 08 de maio de 2026 — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso que envolve o Banco Master. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta (7), o pré-candidato à Presidência afirmou que integrantes da base do presidente Lula não assinaram o pedido de investigação no Congresso. “O PT foi contra a CPI do Master […] A oposição apoiou, eu assinei, já os ‘companheiros’ preferiram ficar de fora.” Flávio ainda questionou a ausência de apoio de parlamentares governistas à proposta. “Medo do que pode aparecer?”, perguntou. O senador classificou as denúncias relacionadas ao Master como “muito graves”. Ele afirmou que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), “agiu corretamente ao autorizar a operação”. Segundo Flávio, “se há qualquer suspeita, ela tem que ser investigada”. O parlamentar também declarou que espera que o caso seja “apurado até o fim” e sem “proteção política”. “O Congresso Nacional tem obrigação de fazer a sua parte”, disse. Ele ainda afirmou que “a CPI do Banco Master precisa sair do papel”. No vídeo, o senador questionou o crescimento da instituição financeira e possíveis relações políticas. “Como esse banco cresceu? Quem estava por trás? Quem se beneficiou?”, perguntou. Ele também indagou sobre as ligações do Master com a alta cúpula do PT Nacional e da Bahia. As declarações ocorreram depois da deflagração da quinta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF). A operação teve como um dos alvos o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em nota anterior, Flávio declarou que “fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes”. Ele disse ainda que a apuração deve ocorrer “sempre com respeito ao devido processo legal”.
CNH gratuita gera economia de R$ 54,5 milhões no Maranhão

MARANHÃO, 08 de maio de 2026 — Os maranhenses economizaram mais de R$ 54,5 milhões com a gratuidade do curso teórico para obtenção da CNH gratuita, segundo dados do Ministério dos Transportes. A medida entrou em vigor em dezembro de 2025 e já beneficiou 62.250 candidatos no Maranhão. Antes da mudança, a etapa obrigatória custava, em média, R$ 876,19 no estado. A iniciativa reduziu os custos da primeira habilitação e ampliou o acesso ao documento. Em todo o país, os brasileiros já economizaram R$ 1,8 bilhão com a política. Além disso, o valor total para tirar a carteira nas categorias A e B caiu após a criação da plataforma CNH do Brasil. Antes da nova política, o processo completo de habilitação podia chegar a R$ 4,9 mil em alguns estados. Atualmente, os custos variam entre R$ 810 e R$ 1,6 mil. Além da gratuidade do curso teórico, as mudanças incluem redução da carga mínima de aulas práticas e formação com instrutores autônomos credenciados. A nova política também estabeleceu teto de R$ 180 para exames médico e psicológico.
Flávio Dino suspende julgamento que já dura 13 anos no STF

BRASÍLIA, 08 de maio de 2026 — O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu o julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a distribuição dos royalties do petróleo entre estados e municípios. A análise ocorria no plenário virtual da corte nesta quinta (7). A discussão envolve regras aprovadas pelo Congresso Nacional em 2012 para redistribuição das receitas da exploração petrolífera. O governo do Rio de Janeiro apresentou a ação, questionando as mudanças na divisão dos recursos obtidos com royalties e participações especiais. Estados produtores argumentam que a nova regra causaria perdas bilionárias de arrecadação. Eles apontam ainda impacto direto em serviços públicos. A legislação ampliou a participação de estados e municípios não produtores na divisão das receitas do petróleo. A então ministra Cármen Lúcia concedeu liminar suspendendo os efeitos das novas regras, após questionamentos judiciais. A suspensão vale até o julgamento definitivo pelo STF. O relator do caso, ministro Nunes Marques, votou para validar parcialmente a nova distribuição dos royalties. Pela proposta apresentada, contratos antigos seguiriam as regras atuais. No entanto, novos contratos de exploração passariam a obedecer ao modelo de redistribuição aprovado pelo Congresso. Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin acompanharam esse entendimento. Por outro lado, o ministro Edson Fachin divergiu parcialmente. Ele defendeu maior proteção aos estados produtores. Governadores e parlamentares das áreas produtoras acompanham o julgamento com preocupação. O Rio de Janeiro estima perdas bilionárias caso a redistribuição seja integralmente aplicada. Estados do Norte e Nordeste defendem divisão mais ampla dos recursos. Eles argumentam que o petróleo é patrimônio nacional.