Governo Lula teme ação dos EUA no Brasil por PCC e CV

BRASIL, 06 de julho de 2026 — O Itamaraty reconheceu o risco de os Estados Unidos realizarem ações militares no Brasil. O motivo é a decisão americana de classificar o Comando Vermelho e o PCC como grupos terroristas. O chanceler Mauro Vieira afirmou que a medida pode justificar operações dos EUA em território brasileiro. A informação está em um documento enviado à Câmara dos Deputados. Vieira explicou que a classificação é uma decisão unilateral dos americanos. Por isso, o Brasil não precisa dar uma resposta oficial. Mesmo assim, o governo já declarou que é contra a medida. Além do risco militar, o chanceler listou outras consequências. A decisão pode afetar instituições brasileiras nas áreas financeira, migratória e penal. A aplicação da lei americana pode ser ampla e discricionária. Isso significa que cidadãos e empresas brasileiras podem ser afetados, mesmo sem ligação direta com as facções. O governo americano ainda não comunicou oficialmente o Brasil sobre a decisão. O temor agora é que a classificação sirva de justificativa para ações mais duras no país.
Autofinanciamento de pesquisas vira alvo de críticas

MARANHÃO, 06 de julho de 2026 — Pesquisas eleitorais registradas como autofinanciadas cresceram neste ano e passaram a chamar atenção antes das eleições. Dados do TSE mostram que, entre janeiro e 17 de junho, 58 empresas registraram levantamentos pagos com recursos próprios. Por isso, especialistas questionam a forma como esses gastos são declarados. Cinco institutos concentram os maiores valores registrados. O Veritá informou R$ 10,8 milhões em 93 pesquisas. O Real Time Big Data declarou R$ 2,4 milhões em 34 levantamentos. Já o Vetor Arrow registrou R$ 1,9 milhão em 13 pesquisas. Em alguns casos, os valores superam o lucro e a receita bruta informados pelas empresas no ano anterior. Os institutos afirmam que os valores enviados ao TSE representam o preço de mercado das pesquisas, e não o custo operacional. Além disso, dizem que utilizam recursos das atividades regulares da empresa e contratos comerciais. Alguns também afirmam registrar pesquisas em nome próprio por orientação jurídica ou estratégia de mercado. Advogados consultados afirmam que declarar como recurso próprio uma pesquisa paga por terceiros pode caracterizar fraude. Já outra especialista avalia que a regra do TSE não deixa claro se o valor informado deve ser o custo real ou o preço de mercado. Portanto, o tribunal marcou uma reunião com empresas para discutir mudanças nas regras. Segundo a Abep, das 710 pesquisas registradas neste ano até 15 de junho, 330 eram autofinanciadas. A associação afirma que pretende colaborar com o TSE para aperfeiçoar as normas e ampliar a transparência sobre os financiadores dos levantamentos.
TJMA mantém rejeição de cobrança milionária contra Estado

MARANHÃO, 04 de julho de 2026 — A Terceira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve, por unanimidade, a rejeição de uma ação de cobrança de mais de R$ 62,6 milhões apresentada pelo Instituto Gerir contra o Estado. A decisão confirmou a sentença de primeira instância após recurso da organização social. O Instituto Gerir alegava ter direito ao recebimento de valores ligados a contratos de gestão firmados com a Secretaria de Estado da Saúde. No entanto, a Procuradoria-Geral do Estado sustentou que a entidade não comprovou a prestação dos serviços que justificariam a cobrança. Além disso, o Estado apresentou documentos apontando o descumprimento de obrigações contratuais. Entre as irregularidades estavam atrasos e falta de pagamento de salários de profissionais da saúde, débitos com fornecedores e outras falhas na execução dos contratos. Por isso, o contrato de gestão chegou a ser suspenso. Ao analisar o recurso, os desembargadores concluíram que o Instituto Gerir não apresentou provas suficientes para embasar o pedido. Portanto, o colegiado reconheceu que o Estado demonstrou o inadimplemento contratual da entidade e manteve integralmente a decisão da primeira instância. O TJMA condenou o Instituto Gerir ao pagamento de honorários advocatícios recursais, fixados em 15% sobre o valor atualizado da causa.
Maioria dos brasileiros prefere depender menos do governo

BRASIL, 04 de julho de 2026 — Dois em cada três brasileiros acreditam que depender menos do governo melhora as condições de vida. É o que aponta levantamento do Datafolha, feito nos dias 17 e 18 de junho de 2026. Foram ouvidos 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em 139 cidades do país. O índice chegou a 65%. É o maior da série histórica do instituto. Em 2013, quando a pergunta foi feita pela primeira vez, havia empate: 47% queriam menos Estado e 47% preferiam mais benefícios. Agora, apenas 31% defendem que mais governo ajuda, e 4% não opinaram. A diferença entre homens e mulheres é grande. Entre os homens, 71% preferem menos dependência. Já entre as mulheres, esse número cai para 59%. Por região, o Sudeste lidera com 70%. No Nordeste, 38% ainda acreditam que mais benefícios públicos melhoram a vida – é o maior índice entre as regiões. A pergunta faz parte do eixo econômico da matriz do Datafolha. Ela avalia opiniões sobre impostos, papel do Estado, leis trabalhistas e quem deve fazer investimentos no país. Assim, o instituto traça o perfil econômico dos entrevistados. A preferência política também influencia a resposta. Entre eleitores de Lula (PT), 50% querem menos governo. Já entre apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), esse número sobe para 79%. Por outro lado, 45% dos eleitores de Lula acham que mais benefícios ajudam, contra apenas 18% dos bolsonaristas. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
MPMA investiga contrato de locação na Câmara de Carolina

CAROLINA, 04 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para ampliar a investigação sobre o Contrato nº 020/2023, firmado entre a Câmara Municipal de Carolina e a empresa AS Botelho Serviços e Empreendimentos Ltda. A apuração envolve a locação de um veículo para o Legislativo municipal. A investigação teve início após a conversão de uma Notícia de Fato em Procedimento Administrativo. Segundo o Ministério Público, há suspeitas de que o veículo fornecido pela empresa não atenda às especificações previstas no 2º Termo Aditivo do contrato, o que pode indicar descumprimento contratual. O órgão informou que a Câmara Municipal não apresentou toda a documentação solicitada durante a fase inicial da apuração. Entre os documentos pendentes estão a íntegra do Pregão Eletrônico nº 02/2023, do contrato e dos respectivos termos aditivos. Logo, a Assessoria Técnica da Procuradoria-Geral de Justiça (NATAR) não conseguiu concluir a análise técnica. Na portaria, o Ministério Público afirma que a ausência desses documentos dificulta a verificação da regularidade da licitação e da execução contratual. O documento também destaca que fraudar ou frustrar a competitividade de licitações pode configurar ato de improbidade administrativa e infração penal, além de violar princípios da administração pública. Com a abertura do Procedimento Administrativo, o Ministério Público dará continuidade às diligências para reunir documentos e verificar se houve irregularidades na aplicação de recursos públicos ligados ao contrato. A portaria foi assinada pelo promotor de Justiça Marco Túlio Rodrigues Lopes e publicada em 3 de julho de 2026.
Maioria dos brasileiros defende punir jovens como adultos

BRASIL, 04 de julho de 2026 — Sete em cada dez brasileiros defendem que jovens infratores recebam punições iguais às de adultos. É o que aponta levantamento do Datafolha, divulgado recentemente. O número é alto: 70% são favoráveis, enquanto 27% preferem a reeducação. Apenas 3% não opinaram. A pesquisa foi realizada nos dias 17 e 18 de junho. Foram 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, em 139 cidades de todo o país. Em 2022, o apoio era ainda maior: 75%. Portanto, houve uma pequena queda, mas a maioria continua firme nessa opinião. O assunto ganhou força no Congresso. Um projeto de lei que altera regras sobre adolescentes infratores já passou pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Agora, o texto aguarda definição sobre qual comissão vai analisar o mérito da proposta. O tema promete virar pauta nas eleições. Entre os evangélicos, o apoio à punição severa chega a 75%. Entre católicos, 72% também são favoráveis. A reeducação agrada apenas 24% dos evangélicos e 25% dos católicos. A opinião muda conforme o voto. Entre eleitores do presidente Lula (PT), 61% querem punição igual à de adultos, e 37% preferem reeducação. Já entre apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), o índice sobe para 81%. Nesse grupo, só 17% escolhem a reeducação. A pesquisa também perguntou sobre drogas. A maioria (85%) concorda com a proibição do consumo. Eles justificam que “toda a sociedade sofre com as consequências”. Por outro lado, 13% são contra a proibição, pois acreditam que “é o usuário que sofre”. Só 2% não souberam responder. É importante lembrar: pela lei brasileira, menores de 18 anos não cometem crimes, mas sim atos infracionais. Apesar disso, a pesquisa mostra que a população quer mudanças nessa regra.
Direita supera esquerda no Brasil, diz pesquisa Datafolha

BRASIL, 04 de julho de 2026 — Uma pesquisa Datafolha revelou que, pela primeira vez desde 2014, a direita tem mais apoiadores que a esquerda no Brasil. Foram 44% dos entrevistados contra 39%. O levantamento aconteceu nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em 139 cidades do país. Em 2022, a esquerda liderava com 49%, e a direita tinha 34%. Agora, os números se inverteram. Além disso, 17% dos entrevistados se dizem de centro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Por isso, a diferença de cinco pontos é considerada significativa. O Datafolha não fez uma pergunta direta sobre ideologia. Em vez disso, o instituto analisou respostas sobre temas como pobreza, religião, impostos e leis trabalhistas. Assim, traçou o perfil político de cada um. Houve mudanças em opiniões importantes. Por exemplo, subiu de 22% para 40% o número de pessoas que acham que a pobreza vem da preguiça. Por outro lado, caiu de 76% para 58% a parcela que associa pobreza à falta de oportunidades. O apoio à posse de armas também cresceu: passou de 35% para 41%. Entre os evangélicos, a direita é ainda mais forte: 52% se identificam com ela, contra 30% da esquerda. Já entre católicos, há um empate técnico: 43% preferem a direita e 39% a esquerda, considerando a margem de erro de três pontos.
Paradas de ônibus sem cobertura em SLZ entram na mira do MP

SÃO LUÍS, 04 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para investigar a falta de abrigos nas paradas de ônibus entre a Comunidade Santa Bárbara e o Assentamento Conceição, na Zona Rural de São Luís. A medida surgiu após denúncias de moradores sobre a ausência de estrutura para quem utiliza o transporte coletivo diariamente. A investigação foi aberta por portaria assinada pelo promotor de Justiça Albert Lages Mendes, da 58ª Promotoria de Justiça Distrital da Cidadania – Polo Zona Rural. As reclamações foram apresentadas durante uma audiência pública realizada pelo Ministério Público no auditório do SENAI, no bairro Tibiri. Segundo os relatos, as paradas não têm cobertura, bancos nem equipamentos que protejam passageiros do sol e da chuva. Por isso, trabalhadores, estudantes, idosos, pessoas com deficiência e outros usuários aguardam os ônibus sem condições adequadas de conforto, segurança e acessibilidade. Na portaria, o Ministério Público afirma que a instalação de abrigos faz parte da obrigação do poder público e está ligada ao direito à mobilidade e à prestação adequada do transporte. Portanto, a prefeita de São Luís e o secretário da SMTT terão 15 dias para informar as medidas adotadas, além de apresentar estudos, projetos e cronograma, caso existam. Além disso, o promotor determinou uma reunião entre o Ministério Público e representantes da SMTT para discutir a implantação dos abrigos, da sinalização e de outras melhorias. A portaria foi assinada em 2 de julho e publicada em 3 de julho de 2026.