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Atlas da Violência aponta alta de homicídios no Maranhão

Andre Reis
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ATLAS Maranhão
Atlas mostra que o Maranhão registrou taxa de homicídios acima da média nacional entre 2023 e 2024, além de aumento entre jovens e crimes com arma de fogo.

MARANHÃO, 26 de maio de 2026  O Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, apontou que o Maranhão registrou taxa de 26,1 homicídios por 100 mil habitantes entre 2023 e 2024. O índice ficou acima da média nacional, que foi de 20,1 casos por 100 mil habitantes.

Além disso, o levantamento mostrou aumento de 7,8% nos registros do estado no período, colocando o Maranhão entre os cinco estados com maior crescimento nessa taxa.

Os dados do Atlas da Violência também indicaram aumento nos homicídios cometidos com arma de fogo. Enquanto o Brasil apresentou redução de 9% nesse tipo de crime, o Maranhão registrou crescimento de 7,5%.

HOMICÍDIOS ENTRE JOVENS CRESCERAM

Os homicídios de jovens aumentaram 8,6% no estado, na contramão da média nacional, que teve queda de 9,4%. Ao todo, foram contabilizadas 986 vítimas jovens entre 2023 e 2024.

O levantamento ainda revelou que, no acumulado entre 2019 e 2024, o Maranhão apresentou aumento de 23,1% nos homicídios de jovens. Dessa forma, o estado manteve tendência de crescimento nesse indicador ao longo dos últimos cinco anos.

O relatório destacou que os dados acompanham a elevação registrada em diferentes modalidades de homicídios no território maranhense.

Imperatriz, inclusive, apareceu entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes consideradas mais violentas do país. Segundo o Atlas da Violência, a cidade registrou taxa de 51,9 homicídios por 100 mil habitantes. A cidade figura entre os locais com maiores índices de violência letal no levantamento divulgado pelo Ipea.

Na contramão dos dados estaduais, São Luís foi apontada como o maior exemplo de redução de homicídios em dez anos entre as capitais analisadas. Conforme o estudo, a capital maranhense registrou queda de 74,8% no índice ao longo da última década.

O Atlas destacou a redução como um dos principais resultados observados no período.

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