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Associação relata ameaças de morte a delegados no Maranhão

Fonte: linharesjr.com.br
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Mulher custodiada em prisão de Carolina fez comentários sobre formas de assassinato contra uma delegada lotada em Imperatriz, segundo a associação da categoria.

MARANHÃO, 14 de janeiro de 2026 – Uma delegada lotada em Imperatriz foi ameaçada de morte por uma presidiária da Unidade Prisional de Reintegração Social Feminina de Carolina, no interior do Maranhão.

A Associação dos Delegados de Polícia Civil do estado (Adepol-MA) divulgou o caso em suas redes sociais. Segundo a entidade, a custodiada comentou dentro do presídio sobre as possíveis formas de cometer o crime, mencionando asfixia, degola ou desmembramento.

A Adepol-MA emitiu uma nota alertando sobre a vulnerabilidade dos delegados, especialmente no interior do estado. A associação afirmou que ameaças contra agentes da polícia não podem ser tratadas com descaso ou silêncio institucional.

A entidade cobrou das gestões um contato imediato com o profissional ameaçado, a definição conjunta de medidas de proteção e o envio de reforço temporário de segurança, considerando essas ações um dever do Estado.

A associação destacou que a carreira de delegado é naturalmente exposta e que, em muitas cidades, as delegacias operam sem estrutura adequada de segurança, com efetivo reduzido e isolamento funcional. Consequentemente, muitos profissionais trabalham de forma desprotegida.

HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA CONTRA DELEGADOS

O caso ocorre em um contexto de outros episódios violentos contra delegados no estado. Em julho do ano passado, o delegado Márcio Mendes foi morto durante uma operação em Caxias, onde outros dois agentes também foram baleados.

Em novembro de 2024, três homens foram presos por suspeita de planejar o assassinato do delegado Renilton Ferreira, em Mirante do Norte, com um vereador sendo investigado à época.

Um caso mais antigo, de maio de 2018, envolveu o assassinato do delegado da Polícia Federal Davi Farias de Aragão, durante uma invasão à sua residência em São José de Ribamar.

A Adepol-MA pontuou que são inúmeros os relatos de colegas que sofreram ameaças e, mesmo após comunicarem seus superiores, não receberam providências concretas de proteção por parte da gestão estadual.

A associação reiterou que está tomando as providências ao seu alcance no caso mais recente, como orientar o registro de ocorrência e a instauração de procedimento criminal.

No entanto, a entidade ressalta que essas ações não substituem o papel fundamental da gestão da segurança pública em implementar medidas efetivas de proteção aos profissionais em risco.

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