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Alimentos e produtos básicos ficaram até 60% mais caros com Lula

Andre Reis
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alimentos Lula
Os preços de alimentos e produtos de higiene e consumo diário registraram aumentos de até 61% entre 2022 e 2026, período que abrange o quarto mandato de Lula.

BRASIL, 13 de outubro de 2026 — Entre 2022 e 2026, os preços de alimentos e produtos de higiene aumentaram até 61%, conforme levantamento do Instituto Mises, com dados do Procon de São Paulo e do Departamento Intersindical de Estatística.

O café em pó teve a maior alta, passando de R$ 15,48 para R$ 24,86, seguido pelo desodorante spray e leite longa vida, com aumentos de 53% e 24%, respectivamente.

Os preços de alimentos e produtos de higiene e consumo diário registraram aumentos de até 61% entre 2022 e 2026, período que abrange o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

É o que mostra um levantamento divulgado pelo Instituto Mises, com base em dados do Procon de São Paulo e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

O café em pó teve a maior alta entre os seis itens analisados, seguido pelo desodorante spray, com avanço de 53%, e pelo leite longa vida, cujo preço subiu 24%.

A comparação considera os preços médios de 2022, ano em que Lula ainda não havia assumido a Presidência, e os valores de 2026, durante seu terceiro mandato. Os dados apresentados na imagem se referem a preços médios, e não a uma medição da inflação acumulada de toda a economia.

O café em pó tradicional, em embalagem de 500 gramas, passou de R$ 15,48 em 2022 para R$ 24,86 em 2026, uma elevação de 61%. O desodorante spray subiu de R$ 7,32 para R$ 11,21 por unidade, enquanto o litro de leite longa vida avançou de R$ 4,61 para R$ 5,72.

A carne de primeira também ficou mais cara no período. O quilo passou de R$ 42,01 para R$ 50,49, alta de 20%. A gasolina, por sua vez, saiu de R$ 4,93 para R$ 6,53 por litro, um aumento de 32%.

Entre os produtos de higiene bucal, o tubo de creme dental de 90 gramas passou de R$ 4,05 para R$ 5,23, avanço de 29%.

INFLAÇÃO OFICIAL DO IBGE ACUMULA ALTA NO GOVERNO LULA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou altas de 5,79% em 2022, 4,62% em 2023, 4,83% em 2024 e 4,26% em 2025. Em setembro de 2026, o índice avançou 0,82% no mês e acumulou alta de 4,58% em 12 meses, acima do teto de 4,5% da meta de inflação.

A trajetória do IPCA ajuda a contextualizar os aumentos dos produtos listados pelo Instituto Mises, mas os indicadores medem fenômenos diferentes. O índice oficial considera uma cesta ampla de bens e serviços, enquanto o levantamento compara preços médios de seis itens específicos. Por isso, as variações não precisam coincidir.

A taxa básica de juros também permanece elevada. A Selic estava em 13,75% ao ano no fim de 2022, chegou a 15% em janeiro de 2026 e foi reduzida para 13,75% em setembro do mesmo ano. A taxa é utilizada pelo Banco Central como instrumento para controlar a inflação e influencia o custo do crédito, o financiamento e o consumo.

Apesar do recuo em relação ao pico de 2026, a Selic permanece no mesmo patamar nominal registrado no fim de 2022.

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