
BRASÍLIA, 18 de setembro de 2026 — A campanha à reeleição do presidente Lula decidiu atribuir ao governo de Jair Bolsonaro parte da responsabilidade pelo preço atual dos alimentos. A estratégia será apresentada em um novo programa eleitoral.
Na propaganda, Lula afirma que integrantes do grupo político adversário prometem reduzir o custo de vida, mas permitiram que produtos como arroz e feijão ficassem mais caros quando comandavam o país. O presidente também associa os preços no supermercado e nos postos de combustíveis a medidas adotadas durante a gestão anterior.
“Tem gente prometendo baixar o preço das coisas. Mas, quando eles tiveram a caneta na mão, o arroz e o feijão chegaram às alturas”, diz Lula na peça. O petista ainda acusa a gestão Bolsonaro de conceder benefícios tributários a produtos de luxo e de entregar atividades ligadas à distribuição e ao refino de combustíveis.
O programa mostra depoimentos de pessoas que relatam aumento nas despesas durante o governo anterior. A campanha também resgata imagens da chamada “fila do osso”, explorada politicamente na eleição de 2022, e sustenta que o atual governo ainda trabalha para recuperar o poder de compra da população. A estratégia consta do programa preparado pelo núcleo do Planalto.
A peça também procura atingir diretamente Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula. O senador será chamado de mentiroso após a exibição de uma declaração na qual afirma não ser investigado, seguida de uma reportagem sobre uma apuração que o envolve. Flávio nega irregularidades.
Além dos ataques, o programa apresentará propostas econômicas. Uma delas é elevar gradualmente de cerca de R$ 80 mil para R$ 140 mil o limite anual de faturamento dos microempreendedores individuais. O projeto foi enviado pelo governo ao Congresso e teria impacto estimado de R$ 8,1 bilhões até 2029.
A propaganda ainda listará a futura isenção de tributos sobre produtos da cesta básica e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. A mudança de tom flerta com a disparada de Flávio nas pesquisas, que já aparece tecnicamente







