
BRASÍLIA, 13 de outubro de 2026 — Uma ala do PL avalia que a aposentadoria antecipada de ministros do Supremo Tribunal Federal seria uma alternativa ao impeachment. Segundo senadores do partido, esse seria um caminho “mais pacífico” para o país, inclusive em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).
Parlamentares citam o caso de Luís Roberto Barroso, que deixou o STF em 2025, aos 68 anos. Ele ainda poderia permanecer sete anos no Supremo. Para integrantes do PL, Alexandre de Moraes e Flávio Dino poderiam adotar uma decisão semelhante e, então, evitar o desgaste de processos de impeachment no Senado.
Moraes, um dos principais alvos de bolsonaristas, tem 57 anos e poderia permanecer no STF até os 75 anos, idade da aposentadoria compulsória. Dino tem 58 anos e, pelas regras atuais, poderia continuar na Corte até 2043.
Parte dos bolsonaristas, contudo, acredita que Dino pode deixar o Supremo antes. A avaliação desse grupo é que o ministro poderia retornar à política no futuro e disputar a Presidência como sucessor de Lula no campo da esquerda. Trata-se, porém, de uma aposta política desse grupo.
A partir de 2027, o PL terá 28 dos 81 senadores, equivalente a cerca de um terço do Senado. Com a maior bancada da Casa, o partido de Flávio pretende reivindicar o comando do Senado.










