
BRASÍLIA, 17 de setembro de 2026 — Alexandre de Moraes participou, na terça (15), de uma votação no Supremo Tribunal Federal sobre o andamento de um processo que o envolve. A discussão tratava da forma de analisar o caso ligado a supostos diálogos com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Antes da sessão, porém, um ofício de Flávio Dino enviado a Gilmar Mendes afirmava que Moraes estava impedido de atuar no caso. O documento foi usado no próprio julgamento para sustentar uma questão de ordem apresentada durante a análise.
O debate principal era decidir se o caso de Moraes deveria tramitar junto com o de André Mendonça. Os ministros também discutiram se Edson Fachin poderia continuar como relator ou se o processo deveria ser redistribuído.
No ofício, Dino também contestou decisões de Fachin e afirmou que o presidente do STF estaria impedido após assumir a relatoria e suspender liminares. Como também considerou Moraes impedido, Dino citou o regimento para justificar o envio do documento a Gilmar Mendes.
Especialistas ouvidos pela Folha criticaram o voto de Moraes e a falta de contestação dos demais ministros. O professor Luiz Fernando Esteves afirmou que o impedimento usado para enviar o ofício a Gilmar também serviria para afastar Moraes da votação.
Ele também apontou possível interesse do ministro no resultado.







