
MARANHÃO, 04 de setembro de 2026 — O deputado estadual Yglésio Moyses criticou, no início desta semana, o silêncio da OAB nacional sobre o afastamento de Valdenio Caminha da Procuradoria-Geral do Estado. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em agosto do ano passado. A fala ocorreu durante encontro com advogados em início de carreira.
Yglésio afirmou que a OAB deveria ter feito um contraponto ao que classificou como abuso. Além disso, chamou Caminha, hoje candidato a deputado estadual, de “expoente do Direito maranhense” e disse que ele sofreu uma injustiça em um cenário de insegurança jurídica no Maranhão.
Caminha deixou o cargo em 15 de agosto, dois dias depois de pedir a suspeição do ministro Flávio Dino. Na época, Dino relatava uma ação sobre as regras para escolha de vagas no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão. Caminha foi o único advogado do estado citado no texto como autor de pedido de suspeição contra Dino.
O caso também chegou à Câmara dos Deputados. Hildo Rocha citou o afastamento no ano passado. Já Aluísio Mendes abordou o episódio na quarta (3) e criticou decisões envolvendo autoridades maranhenses. Segundo ele, houve interferência ilegal e perseguição política no estado.
O texto aponta ainda que Caminha tem recebido apoio de advogados em sua candidatura. Ele esteve entre os primeiros alvos de decisões do STF no Maranhão relacionadas a ações apresentadas por políticos ligados ao antigo grupo de Flávio Dino.







