
MARANHÃO, 04 de setembro de 2026 — A Advocacia-Geral da União rejeitou um pedido da Polícia Federal. A PF queria que a AGU questionasse, no Supremo Tribunal Federal, as decisões do ministro André Mendonça. O órgão divulgou uma nota na sexta (4). Classificou a ideia como uma “intervenção processual” sem precedentes.
A AGU afirmou que não tem competência legal para atuar na área criminal da forma como a PF pediu. Disse também que uma intervenção dessas poderia trazer riscos jurídicos e atrapalhar as investigações no STF. Por isso, recusou o pedido.
O conflito começou depois que Mendonça mandou fazer um relatório. Esse relatório revelou mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. A PF viu as medidas de Mendonça como uma interferência no trabalho da corporação.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, optou por uma saída negociada. Ele organizou reuniões entre Mendonça, o ministro da Justiça e representantes da PF em julho e agosto. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não participou de um dos encontros.
As divergências já existiam desde janeiro. Na época, a PF pediu que a AGU recorresse contra uma decisão do ministro Dias Toffoli sobre peritos no caso Banco Master. A AGU recusou, dizendo que o caso não era assunto do governo federal.
Mendonça assumiu os casos do Banco Master e do INSS em fevereiro. Desde então, restringiu o acesso da cúpula da PF a informações dos inquéritos. As apurações avançavam sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.
A PF insistiu no pedido, mas a AGU manteve a negativa.







