
Em 2020 a tradição política do deputado Wellington do Curso (futuro-ex-PSDB) se repetirá. Após tentar impor sua vontade pessoal aos líderes do partido, Wellington deverá deixar a legenda pelas portas do fundo. Algo comum na história política do parlamentar.
Desde que se filiou ao PSL em 2009, a situação se repetiu em TODAS as legendas pelas quais passou. PSL, PPS, PMB, PP e agora PSDB. O roteiro é sempre o mesmo. Poucos anos após filiar-se, Wellington entra em rota de colisão com os líderes por tentar mandar mais do que eles. Então Wellington se diz perseguido, traído, injustiçado e o fim todos já sabem.
A mais recente perseguição aconteceu porque o PSDB decidiu que é melhor compor com Eduardo Braide (Podemos), que aparece com cerca de 40% das intenções de voto nas pesquisas do que lançar o próprio Wellington do Curso, que possui cerca de 7% das intenções de voto. Pior de tudo: Wellington acha que ao preferir ter um partido em sua coligação do que ter mais um adversário na eleição, Braide o está traindo.
A trajetória de Wellington do Curso é mais do que suficiente para revelar uma personalidade narcisista que exige submissão a despeito de merecimento. Sobe no ônibus, olha para a janela e pede ao motorista que desça para que ele assuma o comando.
Os mais próximos sabem que Wellington não é afeito a ouvir conselhos. Apesar de ser uma boa pessoa (sim, ele o é e isso não o exime de agir erroneamente), é completamente incapaz de impedir que a vaidade o ensurdeça e cegue. A soberba de Wellington do Curso é seu maior algoz. O deputado é a maior vítima de si mesmo. Se agoniza na beira do abismo e da tragédia, chegou lá com os próprios pés e mãos que tapavam os ouvidos quando aqueles que lhe querem bem tentaram alertá-lo. Paciência tem limite…
No caso do PSDB, Wellington afirma que pretende levar o caso até a justiça. Diz que vai processar o partido se não for candidato para ter o direito na marra. Manobra que, sabe muito bem, não terá nenhum efeito prático. Sairá do PSDB como saiu de todos os partidos que entrou.
O esperneio faz parte do show de vitimismo da eterna, grandiosa e injustiçada “vítima do sistema”. Resta saber quem será o bom samaritano a oferecer-lhe legenda em 2020 e que irá virar tirano em 2022 ao negar-lhe os caprichos narcisistas.
Só que pior. Agora os próximos mandatários de legendas sabem que abrigar Wellington do Curso será garantia de processo judicial no futuro.








WC foi muito burro. Se ele aceitasse a vice, a dupla seria imbatível e ainda seria o prefeito daqui há dois anos