Governo prepara ação para mirar médicos críticos às vacinas

BRASÍLIA, 17 de novembro de 2025 – O Ministério da Saúde anunciou neste domingo (16) que adotará uma série de medidas em quatro frentes contra médicos que têm divulgado conteúdos enquadrados pela pasta como “antivacina” nas redes sociais e, segundo a equipe do governo Lula, lucrado com o que a base do Planalto chama de ‘venda de cursos, consultas e tratamentos sem respaldo científico’. A ofensiva, que será iniciada nesta segunda (17), contará com o apoio da Advocacia-Geral da União (AGU) e incluirá representações cíveis, criminais e administrativas. Segundo o ministro Alexandre Padilha, os médicos em questão estariam promovendo a chamada “síndrome pós-spike” ou “spikeopatia”, termo utilizado para atribuir supostos efeitos adversos à vacina de RNA mensageiro (mRNA), usada durante a pandemia de Covid-19.
TRF1 responsabiliza União por falta de vacina no Maranhão

MARANHÃO, 28 de agosto de 2025 – O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a sentença que reconhece a omissão da União por não fornecer a vacina dTpa a crianças com microcefalia no Maranhão. A decisão unânime da 11ª Turma rejeitou um recurso do governo federal, pois a falta do imunizante no SUS violou o direito à saúde desse grupo. O Ministério Público Federal (MPF) levou o caso à Justiça, indicando a ausência da vacina desde abril de 2015. A União argumentou que o processo deveria ser encerrado, uma vez que forneceu o imunizante posteriormente de forma espontânea. Além disso, alegou que a escassez internacional causou a falta, situação fora de seu controle. O relator, desembargador federal Newton Ramos, destacou que o fornecimento só ocorreu após uma decisão judicial de urgência. Portanto, essa ação configura cumprimento de ordem da Justiça, um reconhecimento implícito da validade da demanda, conforme o Código de Processo Civil.
Brasil volta a ranking mundial de crianças não vacinadas

MARANHÃO, 16 de julho de 2025 – O Brasil voltou a integrar o grupo dos 20 países com maior número absoluto de crianças não vacinadas, conforme relatório divulgado na segunda (14) pelo Unicef e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O levantamento revela que 229 mil crianças brasileiras não receberam, em 2024, a primeira dose da vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche. Esse número mais que dobrou em relação ao registrado em 2023, quando 103 mil crianças ficaram sem a imunização. Dessa forma, o Brasil passou a concentrar 16,8% de toda a população infantil não vacinada na América Latina e no Caribe, ocupando agora a 17ª posição no ranking global. Apesar do aumento no número de crianças não vacinadas, a cobertura da primeira dose da DTP tem apresentado sinais de recuperação. Entre 2000 e 2012, o país mantinha taxas próximas de 99%. No entanto, a partir de 2019, a cobertura caiu para 70%. Durante a pandemia de Covid-19, em 2021, o índice atingiu o ponto mais baixo, com apenas 68% das crianças imunizadas. Em 2024, esse percentual subiu para 91%, indicando uma retomada, ainda que insuficiente diante dos números absolutos de não vacinados. No total, 2,3 milhões de crianças receberam neste ano a primeira dose da vacina pentavalente, versão brasileira que também protege contra hepatite B e haemophilus influenza tipo B. Na América Latina, o México é o único país com número superior ao do Brasil, contabilizando 341 mil crianças sem vacinação. Globalmente, nove países concentram mais da metade das crianças não vacinadas, entre eles Nigéria, Índia e Etiópia. O relatório da OMS e do Unicef mostra que 14,3 milhões de crianças seguem totalmente vulneráveis a doenças preveníveis por vacinas. Outras 5,7 milhões possuem imunização incompleta. Nenhuma das 17 vacinas monitoradas em 2024 atingiu cobertura de 90% ou mais.
Governo bate recorde ao descartar 3x mais vacinas e remédios

BRASÍLIA, 16 de janeiro de 2025 – O governo Lula destruiu mais de R$ 1,9 bilhão em medicamentos, vacinas e insumos do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2023 e 2024. Este valor alcançou um recorde histórico de dez anos, entre 2015 e 2024. Esse montante seria suficiente para financiar 126,8 mil Benefícios de Prestação Continuada (BPC). A gestão petista resultou em um desperdício três vezes maior do que o governo anterior, que descartou cerca de R$ 604,5 milhões em produtos. Somente em 2023, o desperdício foi de R$ 1,3 bilhão, o maior registrado na série histórica. Em 2024, esse valor caiu para R$ 625,6 milhões. Mesmo assim, continuou sendo o segundo maior valor e superou o total de incinerações do governo Bolsonaro. O Ministério da Saúde justificou o elevado desperdício de 2023 com a pandemia de covid-19 e os estoques deixados pela gestão anterior. Entre 2015 e 2024, os governos federais descartaram mais de R$ 2,7 bilhões em produtos. As vacinas contra a covid-19 foram as responsáveis pelo maior desperdício, o que totalizou R$ 1,8 bilhão. Essas informações foram obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Em novembro de 2023, o portal Metrópoles revelou que o ministério havia incinerado 10,9 milhões de vacinas vencidas durante o governo de Lula. Outros 12 milhões de doses estavam fora da validade e também deveriam ser descartadas. O Ministério da Saúde informou que conseguiu salvar 12,3 milhões de doses herdadas da gestão anterior. As doses foram destinadas a doações internacionais e parcerias com Estados e municípios, o que resultou em uma economia de quase R$ 252 milhões. A pasta também destacou ações para melhorar a vacinação no país, como o Movimento Nacional pela Vacinação, estratégias regionais e vacinação em escolas e áreas remotas.
Diretora da Pfizer admite que vacina não impede a transmissão da Covid-19

A diretora de Mercados Internacionais Desenvolvidos da Pfizer, Janine Small, admitiu em audiência ao parlamento europeu que a vacina do laboratório não impedia o contágio. A declaração foi dada nesta segunda (10 de outubro) e caiu como uma bomba nos defensores de passaportes vacinais e vacinação obrigatória. Small afirmou que o medicamento sequer havia sido testado como impeditivo da transmissão. O laboratório começou a comercializar a vacina com a certeza de que não havia provas de que ela interromperia a transmissão. Nos últimos anos pessoas receosas em relação à efetividade da vacina foram marginalizadas por governos ao redor do mundo. Vídeos de cidadãos sendo presos e espancados por policiais viralizaram. Tudo sob a desculpa de que estas pessoas “não se preocupavam” com os outros. A declaração da executiva da Pfizer mostra que essas pessoas foram perseguidas e constrangidas inutilmente. A pergunta foi feita pelo holandês, Rob Roos, membro do parlamento europeu: “A vacina Pfizer COVID foi testada para impedir a transmissão do vírus antes de entrar no mercado? Nós sabíamos sobre a interrupção da imunização antes que ela entrasse no mercado?”. Janine Small respondeu: “Não… Você sabe, nós tivemos que… realmente nos mover na velocidade da ciência para saber o que está acontecendo no mercado”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Jr (@joselinharesjr) As declarações de Janine já haviam sido confirmadas pela Food and Drug Administration, no final de 2020. A organização afirmou que não havia dados disponíveis para determinar se a vacina impediria a transmissão e por quanto tempo protegeria contra a transmissão do vírus SARS-CoV-2 que causa a COVID-19. “No momento, não há dados disponíveis para determinar por quanto tempo a vacina fornecerá proteção, nem há evidências de que a vacina impeça a transmissão do SARS-CoV-2 de pessoa para pessoa”, observou especificamente a agência. Ainda naquele ano, o CEO da Pfizer, Albert Bourla, disse que sua empresa “não tinha certeza” se as pessoas que aplicassem a vacina de mRNA podem transmitir a COVID-19 para outras pessoas. “Acho que isso é algo que precisa ser analisado. Não temos certeza disso agora”, disse Bourla à NBC News em dezembro de 2020.
Vacina contra gripe é ampliada e 4ª dose da vacina da Covid liberada para população com 30 anos

A partir da próxima terça (5), os postos de São Luís já estarão oferecendo a vacina contra a influenza, que é o vírus da gripe. O anúncio foi feito neste domingo (3), pelo prefeito da capital, Eduardo Braide, por meio das redes sociais. De acordo com o gestor municipal, as doses estarão disponíveis para o público a partir dos 6 meses de idade. Além disso, a partir dessa data, a população com 30 anos ou mais poderá tomar a 4ª dose da vacina contra a Covid-19. Vacinação contra gripe em São Luís será por faixa etária Para evitar aglomerações nos postos de saúde e contágio por Covid-19, a vacinação contra a influenza vai ser de forma escalonada, por faixa etária. A vacinação de crianças a partir dos 6 meses de idade, pessoas a partir de 60 anos e grupos prioritários continuam podendo se imunizar. E o primeiro grupo a ser vacinado, fora desse público-alvo, é o de crianças de 5 a 12 anos de idade. “Temos mais de 60 salas de vacinação disponíveis, atendendo de segunda a sexta das 8h As 17h, e também, as unidades do Saúde na Hora, que atende aos sábados, das 8h às 12h”, informou Charlene Luso, coordenadora de imunização de São Luís. A imunização contra a gripe é importante para evitar casos graves da doença. A vacina aplicada na campanha deste ano é a Influenza trivalente, produzida pelo Instituto Butantan e eficaz contra as cepas H1N1, H3N2 e tipo B. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em 2021 foram registrados 175 casos de síndrome respiratória aguda grave, em decorrência do vírus influenza, e 10 pessoas morreram. Desde este sábado (2), os municípios do Maranhão estão autorizados a ampliar a campanha de vacinação contra a influenza para toda a população, a partir dos 6 meses de vida, enquanto durar o estoque da vacina. O esquema de imunização fica a critério de cada município. Vacinação contra Covid-19 em São Luís Além da vacina contra a gripe, a população de São Luís com 30 anos ou mais pode tomar a 4ª dose da vacina contra a Covid-19, que é a segunda dose de reforço. Podem se vacinar pessoas que tomaram a 3ª dose há, pelo menos, quatro meses. A Prefeitura de São Luís destaca que há um déficit na aplicação das doses de reforço contra a covid, sendo que, até esse sábado (2), só 43% da população-alvo tinha tomado a 3ª dose e 16% a 4ª dose. No Maranhão, mais de 1 milhão e 200 pessoas estão com alguma dose da vacina atrasada. “As festas juninas vão se estender até o mês de julho, e o ideal seria que a população de São Luís estivesse protegida para poder curtir isso de uma maneira segura e responsável. Então, a gente sabe que a falta dessa vacina ou até mesmo o esquema incompleto vai trazer prejuízos pra saúde, tanto do indivíduo quanto da comunidade, porque mais pessoas podem ficar infectadas e, consequentemente, ter até a forma grave da doença sendo manifestada na pessoa. Por esse motivo, a gente sempre reforça a importância da terceira e quarta dose, que tem sido nossa maior preocupação, nosso maior gargalo pra conseguir atingir a nossa meta atualmente”, explica Delryhane Carvalho, coordenadora da Campanha de Vacinação contra a Covid-19 em São Luís. O público infantil de 5 a 11 anos também precisa tomar a 1ª e a 2ª dose da vacina. Segundo Delryhane Carvalho, desse público, apenas 51% já se imunizou com a 1ª dose e 33% com a 2ª, números muito abaixo do esperado. “Aqui fica mais uma vez um apelo, um chamado aos pais e responsáveis, que levem as crianças pra poder tomar essa vacina, é uma questão de segurança e uma preocupação que a Semus está tendo de conseguir completar esse esquema vacinal nessas crianças”, destaca a coordenadora. As doses de vacina contra influenza e contra a Covid estão disponíveis nos seguintes postos de saúde de São Luís, são eles: Vacina contra gripe e covid – de segunda a sexta das 8h às 17h C.S. da Liberdade – Avenida Machado de Assis, Liberdade C. S. Clodomir P. Costa – Rua Palestina, Anjo da Guarda C. S. São Raimundo – Avenida Senador José Sarney, Vila Mauro Fecury C. S Yves Parga – Rua Principal, Vila Maranhão C.S. Vila Nova – Praça Raimundo de Sousa Gomes, Vila Nova C.S. da Vila Embratel – Rua Quatorze, Vila Embratel C.S. do Gapara – Avenida Projetada, Gapara C.S Carlos Macieira – Avenida dos Africanos, Sacavém C.S Genésio Ramos Filho – Rua 13, Cohab Anil C.S Cohab – Anil – R. 4, Cohab Anil I C.S Djalma Marques – Avenida Celso Coutinho, Turu C.S. Amar – Rua Deputado Luís Rocha, Vicente Fialho C.S Santa Bárbara – Rua Principal, 180, Santa Bárbara USF Dr. Antonio Carlos S. Reis I – Avenida 4, Qd 36, Casa 11, Cidade Olímpica 1 USF Maria Ayrecila II – Rua 16, Qd 82, Bloco C, Cidade Olímpica 2 USF Jailson Alves Ill – Rua 7, Qd 83, Casa 1, Cidade Olímpican 3 C.S São Cristóvão – Rua Campo da Estrela, São Cristóvão C.S Vila Janaína – Rua Eptácio Cafeteira, Vila Janaína C.S. Itapera – Rua Principal, 31, Itapera C.S. Thalles Ribeiro Gonçalves – Praça Nossa Senhora da Conceição, Vila Esperança C.S. Maracanã – Estrada da Vitória, Maracanã USF Coqueiro – Rua da Vitória, Coqueiro Vacina contra gripe e covid – a partir de terça-feira (5), das 8h às 17h C.S Bezerra de Menezes – Rua 02, São Francisco USF do São Francisco – Rua das Paparaubas, São Francisco C. S. João Paulo – Rua Agostinho Torres, João Paulo C.S Turu – Avenida 07, Conjunto Habitacional Turu UBS Cintra – Rua São Jorge, Anil U.B.S Alemanha – Rua Zoé Cerveira, Alemanha UBS Ipase – Avenida Manoel Bandeira, 23, Ipase Alto C. S. Dr. Nazaré Neiva – Rua Quinze, São Raimundo C.S. Quebra Pote – Praça do Cemitério, Quebra Pote C.S. Laura Vasconcelos – BR 135, Estiva Postos exclusivos de vacinação contra covid
Prefeitura de São Luís anuncia 4ª dose para 50 anos ou mais

A Prefeitura de São Luís anunciou o início da aplicação da 4ª dose da vacinação contra a Covid-19 para pessoas com 50 anos ou mais. De acordo com a publicação do prefeito Eduardo Braide, para vacinar é necessário ter recebido a 3ª dose há pelo menos 4 meses. Além disso, os postos de vacinação funcionam de segunda a sexta, das 8h às 17h. Atenção, cinquentões! A partir de segunda (6), está liberada a 4ª dose contra Covid pra 5⃣0⃣ ➕️, que tomaram a 3ª dose há pelo menos 4 meses. Nesse São João é matraca na mão e vacina no braço! — Eduardo Braide (@EduardoBraide) June 3, 2022 Confira os locais de vacinação: Centros de Saúde do Itapera, Maracanã, Coqueiro, Thalles Ribeiro, Santa Bárbara, Janaína, São Cristóvão, Anil, Djalma Marques, Genésio Ramos Filho, Amar, Dr. José Carlos Macieira, Clodomir Pinheiro Costa, Gapara, São Raimundo, Vila Embratel, Vila Nova, Yves Parga, Liberdade, alem das UBS Antônio Carlos Reis (Cidade Olímpica 1), Maria Ayrecila Novochadlo (Cidade Olímpica 2) e Jailson Alves Viana (Cidade Olímpica 3).
Governo anuncia fim da emergência sanitária por covid-19

Marcelo Queiroga alegou que a ampla cobertura vacinal foi fundamental para o anuncio feito nesse domingo (17).