
BRASIL, 04 de maio de 2026 — O Ministério da Saúde decidiu não incorporar ao SUS a vacina contra meningite do tipo B para crianças menores de 1 ano. A decisão consta no Diário Oficial da União. Dessa forma, o imunizante permanece fora do calendário público infantil. O tipo B é o sorotipo mais frequente da doença no Brasil.
O SUS oferece apenas vacinas contra os sorogrupos C e ACWY. O tipo B segue sem cobertura pública. As famílias que desejam imunizar as crianças devem desembolsar cerca de R$ 2 mil. Esse valor considera o esquema vacinal tríplice.
O custo por dose varia entre R$ 600 e R$ 750. O esquema inclui múltiplas aplicações no primeiro ano de vida e um reforço.
O valor inviabiliza o acesso para a maioria das famílias brasileiras. Por isso, a proteção fica concentrada exclusivamente entre quem pode pagar por clínicas particulares. A integração da vacina no SUS poderia custar mais de R$ 5,5 bilhões em cinco anos. O governo citou o impacto orçamentário como um dos critérios para a rejeição.
Deputados e senadores de oposição ao governo Lula apresentaram uma indicação. Eles solicitaram informações sobre medidas para incorporar a substância. O argumento é que o sorogrupo B representa cerca de 40% dos casos de meningite no Brasil. A incorporação beneficiaria principalmente populações vulneráveis.
A meningite meningocócica do tipo B é uma infecção bacteriana. Ela pode evoluir rapidamente, deixar sequelas graves e levar a óbito. Os principais sintomas são febre alta, vômitos, irritabilidade intensa, sonolência, rigidez no pescoço e manchas vermelhas que não desaparecem quando pressionadas.
A velocidade de progressão da doença torna a vacinação preventiva especialmente crítica. Quando os sintomas aparecem, o quadro pode se agravar em horas. O atraso no diagnóstico é frequente em unidades básicas de saúde.







