Ministros do União Brasil sob ataque no governo Lula

Nas últimas semanas os ministros Juscelino Filho (MA) e Daniela Carneiro (RJ) são alvo de uma série de denúncias na grande imprensa. Os dois, que ocupam Comunicação e Turismo, respectivamente, pertencem ao União Brasil. Apesar de 37 ministros e 9 partidos, as atenções estão completamente voltadas para as pastas comandadas pelo União. Atualmente o União comanda três pastas: Integração e Desenvolvimento Regional, Turismo e Comunicação. A ofensiva de denúncias contra os ministros das pastas começou ainda no começo do governo, quando denúncias de um suposto envolvimento de Daniela Carneiro com milícias veio à tona. Apesar de mantida no cargo pelo presidente Lula, Daniela saiu chamuscada do episódio. Nesta semana, mais uma série de denuncismo contra mais um ministro do União Brasil. O alvo desta vez foi o deputado maranhense Juscelino Filho, acusado de usar recursos do Orçamento Secreto em benefício próprio. Parlamentares maranhenses ouvidos também estranham a preferência do noticiário pelos ministros do União Brasil e suspeitam de fogo amigo. Apesar de ocupar três ministérios, o partido declarou independência na Câmara Federal e segue rachado no Senado. “Nós [os congressistas do União Brasil] iremos verificar o que está de acordo com os nossos valores e com os nossos princípios e a partir disso deliberarmos, mas isso já foi avisado para o atual governo […]. Acho até mesmo bastante democrático do governo ter aceitado [o acordo para as nomeações dos ministérios] dentro dessas condições.“, disse a senadora Soraya Thronicke sobre a situação no partido. Os ataques, na visão dos deputados maranhenses, podem ser orquestrados por setores do petismo que não aceitam a situação de indefinição da legenda e querem derrubar os ministros do União.
União Brasil libera diretórios e filiados para apoios no segundo turno

O presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, anunciou na noite desta quarta (5 de outubro) que o partido adotará neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais, e que liberou seus diretórios e filiados para apoiarem qualquer um dos candidatos. “Em um partido tão grande, é natural que haja posições divergentes. Por isso, em respeito à democracia interpartidária, a direção do União Brasil decide liberar seus diretórios e filiados que sigam seus próprios caminhos, com responsabilidade, no segundo turno das eleições presidenciais e estaduais”, disse Bivar. No primeiro turno, o União lançou a candidatura da senadora pelo Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke, que obteve 0,51% dos votos válidos e encerrou a campanha na quinta colocação. Nas disputas estaduais, o partido ainda disputa o governo em quatro estados: Alagoas (com Rodrigo Cunha), Amazonas (com Wilson Lima), Bahia (com ACM Neto), e Rondônia (com Marcos Rocha).
Roberto Rocha pode ter o dobro de tempo de TV de Flávio Dino

O empresário e ex-deputado federal Chiquinho Escórcio (PSD) tem se movimentado para garantir o dobro do tempo de televisão para o senador Roberto Rocha nas eleições deste ano. Além de buscar a desistência do MDB da chapa do comunista, Escórcio pretende dobrar o tempo de televisão da chapa com a entrada de outros partidos. A intenção do ex-deputado e Escórcio é assegurar a indicação na chapa que concorre por uma vaga no senado contra o comunista Flávio Dino (PSB). Escórcio já conta com o apoio do próprio partido, o PSD e tem conversas adiantadas com o União Brasil. Caso consiga manter todos na mesma chapa de Rocha, Escórcio irá garantir o dobro do tempo de televisão do qual dispõe o adversário comunista. Desta forma, Roberto Rocha contaria com o apoio de 5 das 10 maiores bancadas da Câmara Federal no estado (PL, União, PSD, Republicanos e PDT). Já Flávio Dino conta com PP, PT, MDB, PSB e PSDB. O ex-deputado atua para impedir que o MDB coligue com Flávio Dino lhe dando tempo de televisão. O partido da ex-governadora Roseana Sarney iria compor apenas para governador, eximindo-se da disputa pelo Senado. Outra possibilidade é avançar sobre o PP, partido da base do presidente Jair Bolsonaro. “Acredito ser natural e completamente plausível o apoio ao Carlos Brandão pelo PP. No entanto, acho que essa situação de apoio a Flávio Dino deve ser melhor pensada. Vão ajudar a eleger senador que vai passar 8 anos chamando-os de ladrões?”, disse. Escórcio ainda garante a pessoas mais próximas que, caso seja indicado como primeiro suplente, assegura o apoio do ex-presidente José Sarney, da ex-governadora Roseana, do empresário Edinho Lobão e dos deputados federais Hildo Rocha e João Marcelo para a campanha de Roberto Rocha. Caso os planos de Escórcio se concretizem, a eleição para o Senado no Maranhão deve esquentar ainda mais.
União Brasil avalia lançar Moro candidato ao governo de São Paulo

Parte do União Brasil cogita lançar o ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça Sergio Moro na disputa pelo governo de São Paulo nas eleições deste ano. Caso isso aconteça, a legenda deve romper com o PSDB. Segundo informações, o União Brasil (criada no fim do ano passado fruto da fusão entre o PSL e o DEM) nasceu com ideia de lançar um candidato ao Palácio do Planalto. Diante disso, o partido analisa que Moro dará palanque ao pré-candidato à Presidência da República pela legenda, Luciano Bivar, e ajudaria a alavancar votos para deputados estaduais e federais. Sergio Moro se filiou ao Podemos no segundo semestre de 2021 com a intenção de se candidatar a presidente pelo partido. No entanto, Moro desembarcou da legenda e seguiu para o União Brasil, que decidiu não lançá-lo ao cargo máximo da República devido a pressões de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, e o ex-governador da Bahia, ACM Neto, para não atrapalhar alianças estaduais. Até então, a ideia era que Moro disputasse a vaga ao Senado. Agora, o rumo de dele pode mudar mais uma vez com a possibilidade de se candidatar a um cargo por São Paulo. Atualmente, São Paulo tem como pré-candidatos: Fernando Haddad (PT), Tarcísio Freitas (Republicanos), Márcio França (PSB), Rodrigo Garcia (PSDB), Felicio Ramuth (PSD), Gabriel Colombo (PCB), Vinicius Poit (Novo), Elvis Cezar (PDT), Abraham Weintraub (PMB) e Altino Junior (PSTU).
Deputado Neto Evangelista tentará reeleição pelo União Brasil

Nessa segunda (16/05), o deputado estadual Neto Evangelista informou ao programa Ponto e Vírgula(Difusora FM) que fica no União Brasil. A princípio, o ex-secretário de Estado do Desenvolvimento Social seria candidato a deputado federal pelo PDT. Hoje, durante entrevista ao jornalista Clovis Cabalau, no programa Bastidores, da TV Mirante, o parlamentar afirmou que vai disputar a reeleição em outubro. De acordo com Neto, ele atende a um apelo da população que, por onde passava, expressava sua vontade em tê-lo por perto. “Quem ouve mais, acerta mais, por isso sempre escutei as pessoas e elas nesse momento estão precisando de mim aqui, perto delas. Recentemente passamos por um momento difícil de perdas, de crise sanitária, econômica e financeira. Muitas pessoas passando fome e estivemos sempre presente do lado das pessoas”, declarou Neto Evangelista, que já está no seu terceiro mandato como deputado estadual, ressaltou que tomou essa decisão em respeito as pessoas que sempre confiaram na sua trajetória política. “As pessoas sempre me perguntavam: vai ser candidato a federal? E sempre vinha acompanhado de um sentimento de perda. Então, em respeito as pessoas que sempre confiaram em mim ao longo de toda minha trajetória política, decidi continuar cumprindo com seriedade, honestidade e convicções meu trabalho, ouvindo as pessoas e suas demandas, estando perto dos parceiros e amigos de cada município”, finalizou.
MDB, PSDB e Cidadania definem candidatura única

Os presidentes do MDB, PSDB e Cidadania se reuniram nesta quarta (11/05) para discutir os critérios para a escolha de um candidato único à Presidência da República que deve ser lançado pelos três partidos. O encontro ocorreu sede do PSDB, em Brasília, e os partidos informaram que o processo será agora apresentado para aprovação das instâncias partidárias. Dentre os critérios para a escolha do candidato único serão utilizadas pesquisas qualitativas e quantitativas. “Os parâmetros iniciais foram propostos pelo MDB e aprimorados pelos presidentes das demais agremiações. Serão agora apresentados à aprovação das instâncias partidárias e aos postulantes à Presidência para que, em curto prazo, seja apresentado ao povo brasileiro um projeto democrático que aglutine esperança no futuro do País”, diz o comunicado. No início de abril os três partidos, juntamente com o União Brasil, definiram que teriam um candidato único pela chamada terceira via e que anunciariam o nome escolhido no dia 18 de maio, porém, no dia 4 de maio, o anúncio do lançamento de uma candidatura “puro sangue” do União Brasil para as eleições presidenciais oficializou o fim de uma “terceira via” de centro única. Ontem (10/05), a bancada dos deputados federais e senadores do partido tucano no Congresso divulgou um comunicado legitimando o presidente nacional do partido, Bruno Araújo, a avançar nas conversas com o MDB e com o Cidadania na busca por uma candidatura única à Presidência da República nas eleições 2022.
Bancada do União lança Bivar a presidente da República

O líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento (UB-BA), anunciou na tarde desta terça (12) que a bancada decidiu indicar o nome de Luciano Bivar como pré-candidato a presidente da República. “Hoje deliberamos por unanimidade que ele é quem melhor nos representa e estamos convocando ele a cumprir esse papel”, declarou o deputado. Segundo Elmar, o partido deve referendar o nome de Bivar na quinta (14). Ele é presidente da sigla. “Se um passo desses é dado, é porque as coisas já estão alinhadas”, declarou o líder da bancada. Na prática, a decisão enterra as possibilidadades de Sergio Moro, recém-filiado à legenda, ser candidato a presidente da República. Além disso, joga pressão sobre os demais partidos da chamada 3ª via.
Michel Temer diz que Sergio Moro “desastrou a vida dele”

Segundo Michel Temer, Sergio Moro errou ao deixar o Podemos para se filiar à União Brasil, retirando sua pré-candidatura presidencial. O ex-presidente afirmou que faltou experiência política ao ex-juiz, que acreditou na promessa de Luciano Bivar de que poderia rearranjar sua candidatura no novo partido. Temer disse que Moro esperava lidar com as negociações partidárias “como se fosse juiz”, sem ter que convencer os outros ou aceitar questionamentos. “Na política, você pode demorar para decidir, mas quando dá o tiro, tem que ser certeiro. Ele desastrou a vida dele”, disse Temer, segundo a Veja.