Flávio Dino será ouvido no Senado após idas à Câmara Federal

Após idas à Câmara dos Deputados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, deve comparecer na Comissão de Segurança Pública (CSP) nesta terça (9), às 10h. O ex-governador do Maranhão vai à comissão, por meio do requerimento (REQ 6/2023) de autoria do senador Magno Malta (PL-ES), para prestar informações sobre os planos e a agenda estratégica do Ministério da Justiça e Segurança Pública para os próximos anos. Na semana anterior, Flávio Dino foi à Câmara Federal, onde parlamentares cobraram ações contra corrupção por parte do atual governo. Em março, também na Câmara, ele prestou esclarecimentos relacionados aos atos do dia 8 de janeiro.
Flávio Dino é chamado para prestar esclarecimentos ao Senado

A Comissão de Segurança Pública do Senado, presidida pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC), aprovou o convite para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, comparecer ao Congresso Nacional e prestar esclarecimentos. Na primeira vez que foi convidado a prestar esclarecimentos à CCJ da Câmara dos Deputados, Dino foi protegido por regras que impossibilitavam réplicas pelos parlamentares, ouvia as perguntas e respondia da forma que achasse melhor além de optar pela desinformação, deboche e galhofa contra os deputados. Na última,já na comissão de Segurança Pública da Câmara Federal, Flávio Dino deixou a audiência na Câmara aos gritos de “fujão” por ir embora antes do previsto. Há expectativa de que Dino retorne à Câmara no dia 3 de maio.
Lula consegue barrar CPI que iria investigar ataques do 8 de janeiro

O Governo Lula conseguiu envaziar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os atos de 8 de janeiro no Senado após intensa mobilização. O Executivo vinha alegando que as investigações poderiam tirar do holofote a agenda de Governo que o Planalto pretende implementar nos próximos meses e prejudicar a tramitação de propostas como a reforma tributária. A CPI para avançar no Senado precisava de pelo menos 27 assinaturas, mas apenas 15 parlamentares reafirmaram necessidade da investigação CPI. Na lista dos senadores que voltaram a endossar a investigação estavam Alessandro Vieira (PSDB), Marcos do Val (Podemos) e Omar Aziz (PSD). No entanto, nove parlamentares tiraram seus nomes, sendo eles: Humberto Costa (PT-PE), Leila Barros (PDT-DF), Fabiano Contarato (PT-ES) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Outros senadores não retiraram seus nomes e resolveram ficar em cima do muro, deixando, na prática, a pauta caducar. Entre os quais, Jorge Kajuru, líder do PSB no Senado. O Blog, inclusive, já havia noticiado que o governo Lula iria investir pesadamente para evitar a instalação da CPMI. Para esvaziar a do 8 de janeiro, o Governo Federal estimulou apoio a outras CPIs como as da Americanas e CPI das Joias. De acordo com O Antagonista, o Executivo ameaçava não pagar os R$ 13 milhões em emendas individuais aos 209 deputados federais de primeiro mandato, caso eles continuassem apoiando a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro.
Formação de blocos no Senado é problema para Lula

A formatação dos blocos no Senado representa a primeira derrota do governo Lula no âmbito do Legislativo federal. O bloco governista, formado por PT, PSD e PSB conta com menos da metade dos senadores da casa. Já o maior bloco da casa, capitaneado pelo MDB, firmou-se como maior da casa juntando partidos de situação e oposição. Entre bancada independente e bloco, a oposição é a terceira maior força da casa. MDB, União Brasil, Podemos, Rede, PSDB e PDT criaram o bloco parlamentar “Democracia”. Com 31 parlamentares, este será o maior bloco da Casa. O bloco possui três partidos governistas MDB, Rede e PDT. Um independente, União Brasil e dois de oposição, Podemos e PSDB. A liderança do bloco começa nas mãos do União Brasil, e depois funcionará em revezamento. O segundo maior bloco parlamentar do Senado é o Resistência Democrática, formado por PT, PSD e PSB, com 28 senadores. Em seguida, está o Vanguarda, formado apenas pelo PL, com 13 senadores. Por último está o bloco Progressistas/Republicanos, com 10 nomes. A formatação dos blocos deve trazer problemas ao governo Lula na aprovação de pautas, sobretudo as consideradas polêmicas, na próxima legislatura.
Weverton é eleito segundo secretário da Mesa do Senado Federal

O senador maranhense Weverton Rocha (PDT) foi eleito segundo secretário da Mesa Diretora do Senado Federal. A eleição dos membros da mesa diretora aconteceu nesta quinta-feira (02), um dia após a reeleição do presidente Rodrigo Pacheco. A Mesa, composta por sete senadores titulares – presidente, dois vice-presidentes e quatro secretários (estes com respectivos suplentes) –, é responsável pela direção dos trabalhos legislativos. Os parlamentares compõem também a Comissão Diretora, responsável pelos trabalhos administrativos do Senado, e têm uma série de atribuições regimentais. A composição da direção do Senado para 2023/2024 passa a ser: primeiro vice-presidente, senador Veneziano Vital do Rego (MDB-PB); segundo vice-presidente, Rodrigo Cunha (União-AL); primeiro-secretário, Rogério Carvalho (PT-SE); segundo-secretário, Weverton Rocha (PDT-MA); terceiro-secretário, Chico Rodrigues (PSB-RR); e quarto-secretário, Styvenson Valentim (Podemos-RN). Weverton é senador desde 2018. Nos dois primeiros anos ele foi líder do PDT e segundo suplente da mesa. Em 2020 foi eleito quarto secretário. Agora, como segundo secretário, caberá a ele lavrar as atas das sessões secretas, fazer a leitura e assiná-las depois do primeiro-secretário.
Entenda o “golpe” e a “renúncia” de mentirinha do senador Marcos do Val

Se há um termo que pode definir a atual situação do senador Marcos do Val, é papelão. Após chocar o país na madrugada desta quinta (2 de fevereiro) ao fazer acusações graves contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e anunciar que pretendia renunciar ao cargo, o parlamentar mudou as versões e dá a entender que deve permanecer no Senado. AS ACUSAÇÕES O fato é que o parlamentar foi escolhido por setores bolsonaristas como culpado após a derrota do senador Rogério Marinho na disputa pelo Senado. Um vídeo de Do Val cumprimentando o senador David Alcolumbre (União) foi considerado prova de que o parlamentar havia traído Rogério Marinho. Após horas de ataques na internet, ainda na madrugada desta quinta (02 de fevereiro), o parlamentar fez uma live em que confidenciou não suportar ser chamado de bolsonarista, acusou o presidente Jair Bolsonaro de armar um golpe e afirmar que pretendia deixar o cargo. Segundo Do Val, em sua primeira versão, ele foi convidado por Jair Bolsonaro e Daniel Silveira para integrar uma operação em que ele iria gravar uma conversa com Alexandre de Moraes, expô-la e iniciar uma cadeia de tumultos institucionais que abririam caminho para um golpe. O plano, que chega a ser juvenil e conta apenas com a inocência de Alexandre de Moraes, não chegou a ser concretizado. As declarações caíram como uma bomba e apenas demonstraram a incapacidade do bolsonarismo de conviver com o fenômeno mais comum na política: a derrota. Mesmo vencidos eleitoralmente, os bolsonaristas no Senado construíram uma base que poderia servir para fundamentar uma oposição forte. A crise envolvendo Do Val pode comprometer a base que se uniu no entorno de Rogério Marinho. ARREPENDIDO Ainda na manhã desta quinta, o senador convocou entrevista coletiva em que afirmou que sua renúncia ” ainda não foi tomada” e que a declaração sobre deixar o Senado foi um “desabafo” nas redes sociais. “Essa possibilidade de ter alguém assumindo no meu lugar… zero. Eu não posso deixar todo o trabalho que fiz até aqui ser destruído. Eu também não posso largar a missão que assumi, sozinho até agora, de apresentar para a sociedade e para a imprensa quem prevaricou“, disse o senador. Sobre a atuação de Jair Bolsonaro para armar o golpe, Do Val também recuou. “O que ficou muito claro para mim era o Daniel tentando achar uma forma de não ser preso de novo […] Ficou muito claro que ele estava num movimento de manipular e ter o presidente DESDOBRAMENTOS A patacoada de Marcos do Val no começo soou como uma bomba. Ao longo do dia foi ficando evidenciado que as declarações, tanto as primeiras quanto as segundas, não passam de mais um sintoma da última especialidade do bolsonarismo: sabotar a si mesmo. É bem provável que nem no maior de seus sonhos, o presidente Luís Inácio Lula da Silva esperava ter pela frente, enquanto oposição, um grupo de idiotas tão proeminentes na arte de demolir a si mesmos.
Após ser atacado por bolsonaristas, senador anuncia renúncia

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou na madrugada que vai renunciar ao mandato. O parlamentar foi alvo de uma ofensiva bolsonarista após a derrota do senador Rogério Marinho (PL) para Rodrigo Pacheco (PSD). Marinho era apoiado por Jair Bolsonaro, Pacheco por Lula. Os ataques contra Marcos do Val foram iniciados após a divulgação de um vídeo em que ele cumprimenta o senador Davi Alcolumbre pela vitória. Alcolumbre foi o principal articulador da campanha de Rodrigo Pacheco. A declaração do senador foi dada durante uma live nas redes sociais. Visivelmente irritado com os ataques, Do Val falou dos auspícios que a vida pública lhe proporcionou. “Perdi a convivência com a minha família em especial com minha filha. Não adianta ser transparente, honesto e lutar por um Brasil melhor, sem os ataques e as ofensas que seguem da mesma forma. Nos próximos dias, darei entrada no pedido de afastamento do senado e voltarei para a minha carreira nos EUA”, escreveu o senador. Além de anunciar a renúncia, Marcos do Val também denunciou um suposto assédio do ex-presidente Jair Bolsonaro “Sexta-feira vai sair na Veja a tentativa de Bolsonaro de me coagir para que eu pudesse dar um golpe de estado junto com ele, só para vocês terem ideia. E é logico que eu denunciei”, afirmou.
“Bolsonarista” Weverton Rocha deve apoiar reeleição e Pacheco

Apontado nas eleições de 2022 como “bolsonarista”, o senador Weverton Rocha deve apoiar a reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD) no Senado Federal. A decisão segue orientação do presidente nacional licenciado do PDT, Carlos Lupi. Além do maranhense, a senadora Leila Barros (DF) também deve apoiar a reeleição. “Sabemos da responsabilidade nesse momento importante que o país está vivendo. Por isso, nosso partido decidiu ir junto com o senador Rodrigo Pacheco, que já demonstrou equilíbrio e firmeza na condução do Senado e na defesa da democracia e do estado de direito”, disse. A tomada aberta de posição de Weverton desmente as narrativas plantadas durante a eleição e tratar-se de um apoiador ferrenho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Weverton chegou a ser apontado, inclusive, como candidato de Bolsonaro nas eleições do ano passado. Apesar das acusações, nunca foram apresentadas provas mínimas da ligação der Rocha a Jair Bolsonaro. Já Rodrigo Pacheco, o candidato com quem Weverton faz questão de posar, prejudicou de todas as formas possíveis o antigo governo. Pacheco é apontado, inclusive, como um dos grandes responsáveis pelo travamento de pautas no Congresso nacional que poderiam ter dado, caso votadas, outro desfecho às eleições de 2022. A derrota do candidato do “bolsonarista” Weverton é, inclusive, considerada imprescindível para os bolsonaristas em Brasília. Cai mais uma falácia.