Degradação da Amazônia por queimadas é a maior em 15 anos

BRASIL, 27 de novembro de 2024 – A floresta amazônica registrou um recorde alarmante de degradação por queimadas em 2024. De janeiro a setembro, a área afetada chegou a 26.246 km², o maior índice em 15 anos de monitoramento pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do instituto Imazon. Para se ter uma ideia da dimensão, essa extensão equivale ao tamanho de 17 cidades de São Paulo. No mesmo período de 2023, a degradação foi de 1.922 km², representando um aumento impressionante de 1.265%. O termo “degradação” refere-se aos impactos na floresta causados por queimadas e exploração de madeira, diferente do desmatamento, que implica o corte completo de áreas antes preservadas. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o aumento das áreas degradadas está ligado aos incêndios florestais, intensificados pela crise climática e pela pior seca na região nos últimos 45 anos.
Maranhão lidera ocorrências de queimadas no Brasil

MARANHÃO, 26 de outubro de 2024 – O Brasil registra, nesta sexta (25), mais de 1,2 mil focos de queimadas, conforme o sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Maranhão aparece no topo, com 230 focos ativos, seguido de Mato Grosso do Sul, com 203, e Mato Grosso, com 136. Segundo o Inpe, a caatinga concentra 25,3% das queimadas no país. Além disso, cinco dos seis biomas brasileiros foram afetados, sendo o Pantanal o segundo mais impactado, com 317 focos, representando cerca de 25% do total. Em agosto de 2024, o Brasil alcançou o pior índice de queimadas em 14 anos, com 68,6 mil ocorrências, a 5ª maior da série histórica desde 1998. A situação continuou a piorar em setembro, que registrou 83,1 mil focos, tornando-se o mês mais crítico de 2024. Este foi também o setembro com maior número de queimadas desde 2010. Em comparação a 2023, quando houve 46,4 mil focos em setembro, o aumento foi de 78,74%.
Brasil volta a superar mil focos de incêndio em apenas 1 dia

BRASIL, 23 de outubro de 2024 – O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) registrou seis ondas de calor e apenas quatro de frio em 2024 no Brasil. A seca em várias regiões do país, como a Amazônia, começou antes do previsto, intensificando-se um mês antes do início do inverno. Na Amazônia, além dos incêndios, a seca é motivo de grande preocupação. Municípios da região enfrentam quase um ano de estiagem, a mais longa já registrada. Três fatores principais explicam esse cenário: o fenômeno climático El Niño, o aquecimento anormal das águas do Atlântico Tropical Norte e as temperaturas globais recordes. O El Niño, ocorrido no Oceano Pacífico, impactou o regime de chuvas, atingindo seu pico no início do ano. A temperatura do Atlântico Tropical Norte aumentou entre 1,2°C e 1,4°C, e o mês de julho foi o mais quente da história, gerando ondas de calor intensas.
Maranhão é o 5º com maior índice de queimadas por área

MARANHÃO, 14 de outubro de 2024 – O Maranhão é o 5º estado do país com o maior número de hectares atingidos pelas queimadas. O levantamento é o Monitor do Fogo, do MapBiomas, projeto que mapeia anualmente a cobertura e uso da terra do Brasil e monitora as mudanças do território, divulgado na última sexta (11). De acordo com o levantamento, o estado maranhense registrou, apenas no mês de setembro, 446 mil e 469 hectares devastados pelas queimadas ilegais, com o foco maior das chamas na região sul. No levantamento, o Maranhão ficou atrás dos estados do Mato Grosso, Pará, Tocantins e Amazonas, em termos de áreas afetadas.
Área queimada no Brasil cresce 150% em 2024, diz MapBiomas

BRASIL, 11 de outubro de 2024 – A área total queimada no Brasil em 2024 aumentou 150% de janeiro a setembro, de acordo com dados do Monitor de Fogo do MapBiomas. O levantamento foi divulgado pelo site Meteored na sexta (11). Até setembro, o país registrou a queima de 22,38 milhões de hectares, área equivalente ao Estado de Roraima. Esse número é 13,4 milhões de hectares maior que o registrado no mesmo período de 2023. Cerca de 73% da área queimada era composta por vegetação nativa, principalmente formações florestais, que representaram 21% da área atingida. Entre as áreas agrícolas, as pastagens plantadas se destacaram, com 4,6 milhões de hectares destruídos pelo fogo no período. A maioria das queimadas se concentrou em três Estados: Mato Grosso, Pará e Tocantins. Mato Grosso lidera, com 25% das áreas queimadas, ou seja, 5,5 milhões de hectares destruídos. Pará e Tocantins ocupam o segundo e terceiro lugares, com 4,6 milhões e 2,6 milhões de hectares, respectivamente. São Félix do Xingu, no Pará, foi o município com a maior área queimada, somando 1 milhão de hectares. Corumbá, em Mato Grosso do Sul, ficou em segundo lugar, com 741 mil hectares atingidos pelo fogo.
Queimadas na Amazônia em 2024 já superam total de 2023

BRASIL, 27 de setembro de 2024 – A Amazônia já contabilizou mais queimadas em 2024 do que em todo o ano de 2023, conforme relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Até quarta (25), foram identificados 102.993 focos de calor, superando os 98.646 de 2023. Setembro já é o mês com o maior número de queimadas em 2024, com 39.804 focos registrados, ultrapassando a média histórica de 32,2 mil.
Queimadas afetam mais de 15 milhões de brasileiros em 2024

BRASIL, 27 de setembro de 2024 – Mais de 15,4 milhões de brasileiros foram diretamente impactados pelas queimadas florestais desde o início de 2024, segundo um boletim divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta quinta (26). O relatório estima que os danos econômicos já somam R$ 1,3 bilhão, além de destacar a gravidade da situação. Entre os milhões de afetados, mais de mil pessoas precisaram deixar suas casas devido aos incêndios. Esse número, segundo a CNM, pode ser ainda maior, já que muitas cidades ainda não registraram oficialmente o total de desalojados. No levantamento deste ano, 573 municípios já decretaram situação de emergência por causa das queimadas.
73% das queimadas no Amazonas ocorrem em áreas federais

BRASIL, 24 de setembro de 2024 – Dos 19.478 focos de calor identificados no Amazonas neste ano, 73% foram localizados em áreas federais (37%), destinadas a assentamentos da reforma agrária (28%), terras indígenas (5%) e unidades de conservação federal (3%). Todas essas áreas, em tese, são de responsabilidade do governo federal, que tem o dever de protegê-las das queimadas, que chegaram a níveis alarmantes em 2024. Os dados foram informados na última quinta-feira (19) pelo secretário de Meio Ambiente do estado, Eduardo Taveira, numa audiência com o ministro Flávio Dino, que conduz no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação para tentar resolver o problema. “Hoje, 73% dos focos de queimadas são em áreas do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] e glebas federais não destinadas”, disse Taveira na reunião. A audiência contou com a presença de representantes de todos os estados que compõem a Amazônia, do governo federal, da Rede e do PT – partidos envolvidos no processo judicial. O dado do Amazonas chamou a atenção de Dino, que mandou a Advocacia-Geral da União (AGU), que representa o governo federal no caso, se manifestar sobre o problema em até 30 dias.