Sanções dos EUA por elo com o PCC acendem alerta no governo

ESTADOS UNIDOS, 02 de julho de 2026 — O governo brasileiro afirmou que a decisão dos Estados Unidos de sancionar pessoas e empresas ligadas ao PCC “suscita preocupação”. A Secretaria Nacional de Justiça (Senajus) divulgou a nota nesta quarta (1°). O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou as sanções mais cedo. A pasta já esperava a medida. Isso porque os EUA classificaram facções brasileiras como organizações terroristas. A Senajus alerta que ações unilaterais podem abrir espaço para medidas mais graves no futuro. “O combate ao crime organizado transnacional não deve servir de pretexto para medidas unilaterais”, afirmou a secretaria. A pasta defende que decisões assim devem respeitar os tratados internacionais e a cooperação jurídica entre países. Além disso, a Senajus teme efeitos indiretos sobre instituições financeiras brasileiras. Elas podem sofrer restrições regulatórias e até sanções secundárias. Os EUA atingiram dois brasileiros e quatro empresas. Entre elas, uma com sede em Portugal. Todos os bens e ativos dos alvos sob jurisdição americana ficam bloqueados. Cidadãos e empresas dos EUA estão proibidos de fazer negócios com os sancionados. Instituições estrangeiras que transacionarem com eles também podem ser punidas. O Tesouro americano afirmou que a ação foi liderada por uma força-tarefa do FBI e do Departamento de Justiça dos EUA. A investigação contou com apoio da Polícia Federal do Brasil. A PF revelou um esquema de lavagem de dinheiro do PCC. O grupo usava uma rede chinesa de eletrônicos para movimentar mais de US$ 190 milhões em apenas sete meses.
EUA sancionam empresas brasileiras por possível elo com PCC

ESTADOS UNIDOS, 1º de julho de 2026 — Os EUA impuseram sanções a dois brasileiros, três empresas nacionais e uma portuguesa por supostos laços com o PCC. Entre os sancionados estão Victor Henrique de Oliveira Shimada e a empresa Victory Trading, acusados de lavagem de dinheiro. As medidas visam combater o crime transnacional e restringir o acesso dessas entidades ao sistema financeiro americano. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta (1º) sanções contra dois cidadãos brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), apontado pelo governo americano como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental. Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), o PCC representa uma ameaça crescente à segurança nacional dos Estados Unidos por atuar na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em território americano, especialmente na Flórida, além de manter operações em países como Reino Unido, Turquia e Japão. O departamento também considera a facção “a maior organização criminosa transnacional da América Latina”. Entre as pessoas sancionadas estão Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Já entre as empresas atingidas pela medida estão as brasileiras Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda; Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda; e Wave Construções Inteligentes Ltda, além da portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda. Segundo o Tesouro americano, Shimada liderava o núcleo da organização baseado em São Paulo e fazia a ligação entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais. O órgão afirma que ele e sua estrutura movimentaram mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em diversas cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para enviar o dinheiro de volta ao Brasil em benefício da facção. O comunicado também afirma que Shimada esteve envolvido em outros crimes financeiros. Em janeiro de 2025, segundo o governo americano, ele chegou a cumprir prisão domiciliar no Brasil após uma de suas empresas, a Victory Trading, ter sido usada para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária.
Família inteira de Deolane investigada por lavagem para PCC

SÃO PAULO, 08 de junho de 2026 — A Polícia Civil de São Paulo investiga as duas irmãs e a mãe da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Há suspeita de que elas integram um esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado capitaneado por Deolane. As afirmações são do jornal Folha de S.Paulo, divulgadas nesta segunda (8). A reportagem afirma que um novo relatório da Polícia mostra Daniele Bezerra Santos e Dayanne Bezerra Santos, irmãs, e Solange Alves Bezerra, mãe de Deolane, como sócias de empresas ligadas à influenciadora. Um dos negócios alvo de investigação é a DSDD Cobranças e Informações Cadastrais LTDA., da qual Dayanne e Solange são sócias e Daniele, além de sócia, é administradora. A empresa é citada em uma troca de e-mails das investigadas com o contador de Deolane, Eduardo Affonso Rodrigues, também investigado no inquérito. O esquema, segundo os investigadores, envolve a operação de empresas de fachada por onde circulam quantias de origem suspeita. O texto diz que o inquérito não detalhou o papel específico dos familiares de Deolane na operação de lavagem. Também não informou o valor movimentado pelas empresas. DEOLANE INVESTIGADA Deolane Bezerra foi presa em 21 de maio em uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital. A operação Vérnix investiga o uso de uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP) como empresa de fachada. Segundo a apuração, a estrutura teria sido usada para movimentar dinheiro da cúpula do PCC e repassar valores a familiares de Marcola e a terceiros. As informações são da jornalista Isabela Leite, do GloboNews. O Poder360 procurou a Polícia Civil de São Paulo por meio de e-mail e pediu confirmação da investigação, além de mais detalhes sobre o caso. Também procurou a defesa de Deolane Bezerra via telefone e Dayanne Bezerra via mensagem no Instagram para perguntar se gostariam de se manifestar a respeito. Eduardo Affonso Rodrigues também foi procurado, mas não obteve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem.
EUA criam fundo antiterrorismo com PCC e CV na mira

ESTADOS UNIDOS, 02 de junho de 2026 — O governo dos Estados Unidos criou um fundo de US$ 8,8 milhões (equivalente a cerca de R$ 44,2 milhões) para financiar investigações contra organizações terroristas na América Latina e no Caribe. A iniciativa coincide com a inclusão, na semana passada, do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho nessa categoria. O programa oferecerá treinamento para investigadores, promotores e juízes da região, e o foco será a investigação, acusação e julgamento de casos de terrorismo, bem como o desmantelamento de redes de grupos terroristas estrangeiros, incluindo suas conexões com o financiamento do terrorismo e com organizações criminosas transnacionais. Ele também busca aprimorar o compartilhamento de informações com órgãos dos Estados Unidos. Intitulado Programa de Interrupção Jurídica e Financeira do Contraterrorismo no Hemisfério Ocidental, ele ficará a cargo do Escritório de Contraterrorismo do Departamento de Estado. O programa tem como objetivo “fortalecer a capacidade dos beneficiários de responsabilizar organizações terroristas estrangeiras, por meio do aprimoramento dos marcos legais e da interrupção de suas redes financeiras”, afirma declaração do Escritório de Contraterrorismo. “Essa iniciativa apoia a Estratégia Nacional de Segurança de 2025 e o Plano Estratégico da Agência do Departamento, aprofundando parcerias regionais para reforçar a segurança, combater ameaças transnacionais e proteger os interesses dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental”, acrescenta o documento. A Estratégia Nacional de Segurança prevê o deslocamento de capacidades de defesa, incluindo militares e de inteligência, de regiões longínquas como a Ásia e a Europa para as Americas, com o objetivo de proteger o território dos EUA.
PCC e Comando Vermelho respondem por 88% das prisões

BRASIL, 02 de junho de 2026 — O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) concentram a maioria das ações da Polícia Federal contra o crime organizado no Brasil. É o que mostra um levantamento divulgado nesta segunda (1º). Os dados indicam que 88% das mais de duas mil prisões realizadas pela corporação desde 2022 envolveram integrantes dessas duas facções. A Polícia Federal investiga mais de 20 organizações criminosas e duas milícias em seus inquéritos. Documentos obtidos pela TV GloboNews revelam, no entanto, que PCC e CV respondem por quase 90% das prisões. Dessa forma, as duas facções aparecem no centro da maior parte das operações da PF contra o crime organizado no país. O tráfico de drogas segue como a principal atividade dessas organizações criminosas. Segundo o levantamento, esse crime está presente em 81% das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Além disso, os inquéritos também envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro, crimes financeiros e delitos ambientais. A expansão territorial das facções criminosas também aparece nos números. Mais da metade das prisões (58%) envolveu criminosos com atuação em mais de um estado. Por isso, a segurança pública se tornou uma das principais preocupações dos brasileiros. Esse tema passou a impactar diretamente a avaliação do governo do presidente Lula. O Palácio do Planalto lançou, em fevereiro, o programa Brasil contra o Crime Organizado. A iniciativa é apresentada como uma das principais apostas da gestão petista para enfrentar o problema. O programa prevê investimento direto de R$ 1 bilhão no Orçamento de 2026. Inclusive, oferece R$ 10 bilhões em financiamentos do BNDES para Estados que aderirem à medida. O governo estruturou o pacote por meio de um decreto e quatro portarias. As medidas também regulamentam dispositivos da chamada Lei Antifacção. Paralelamente, Lula tenta avançar com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto elaborado pelo governo amplia a coordenação da União no combate ao crime organizado. A proposta também fortalece a integração entre as forças de segurança. A PEC, no entanto, ainda não foi pautada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Integrantes do governo atribuem a demora a divergências políticas entre o senador e o Palácio do Planalto. A proposta também enfrenta resistência de parlamentares e governadores da oposição. Eles enxergam uma possível interferência federal em competências hoje exercidas pelos estados. CLASSIFICAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS O governo dos Estados Unidos classificou, na última quinta (28), o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Essa medida contrasta com o entendimento do governo brasileiro. As autoridades brasileiras afirmam que as facções atuam com objetivos essencialmente econômicos e financeiros. Portanto, não teriam motivações ideológicas típicas de grupos terroristas. A decisão norte-americana ocorreu na esteira de uma visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao presidente Donald Trump. O senador fluminense também se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Durante a visita, ele defendeu que as facções brasileiras fossem enquadradas como organizações terroristas.
PCC e CV atuam em 12 estados dos EUA, diz governo Trump

ESTADOS UNIDOS, 1º de junho de 2026 — O governo dos Estados Unidos afirmou nesta sexta (29) que o PCC e o Comando Vermelho atuam em 12 estados americanos. A informação foi dada pela porta-voz Amanda Roberson, do Departamento de Estado. Ela deu entrevistas à imprensa brasileira. Amanda disse que os grupos fazem lavagem de dinheiro, contrabando, tráfico de drogas e tráfico de pessoas. “Eles manejam redes financeiras ilícitas”, explicou. Além disso, representam uma ameaça à segurança fora do Brasil. A medida entrou em vigor na quinta (28). Ela foi baseada em avaliações de segurança nacional. Por isso, os EUA querem usar todas as ferramentas disponíveis para proteger seu território. A porta-voz reforçou que não haverá intervenção militar no Brasil. As consequências incluem restrições de visto, bloqueio de bens e proibição de transações financeiras. Apoiar os grupos também virou crime. Amanda afirmou que a cooperação com o Brasil continuará. “Já temos mais de 200 anos de coordenação em segurança”, disse. Ela também incentiva medidas mais rígidas contra as facções no Brasil. Desde o segundo mandato de Trump, os EUA já classificaram 17 grupos da América Latina como organizações terroristas. A porta-voz negou relação entre a medida e as eleições de 2026 no Brasil. “Nossa prioridade é a segurança dos EUA”, concluiu.
Allan Garcês comemora medidas contra facções criminosas

BRASIL, 30 de maio de 2026 — O deputado federal Allan Garcês (PP) foi o primeiro integrante da bancada maranhense a comentar a decisão do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. O parlamentar se manifestou por meio de vídeo publicado nas redes sociais. Ao comentar a medida, Garcês afirmou que as facções devem ser tratadas de acordo com a gravidade de suas ações. Segundo ele, o crime organizado ultrapassou a esfera da segurança pública e representa uma ameaça ao Estado, às famílias e à liberdade dos cidadãos. No vídeo, o deputado declarou que o PCC e o Comando Vermelho representam riscos que extrapolam as fronteiras brasileiras. “O Crime organizado deixou de ser apenas um problema de segurança pública. Virou ameaça ao Estado, às famílias e a liberdade do cidadão. O PCC e o CV precisam ser tratados com a gravidade que representam, não apenas no Brasil, mas em todo o cenário internacional. Organização terrorista é inimiga da paz, da liberdade, do povo brasileiro e do Estado”, afirmou. Na oportunidade, Allan Garcês afirmou que a medida deve ser comemorada pelas “famílias de bem”. “Parabéns Presidente Trump pela postura e que sirva de exemplo ao Lula, que nos faz passar vergonha internacional”, declarou o parlamentar. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Allan Garcês | Deputado Federal Conservador no Maranhão (@allan.garces)
Lula lamenta classificação de PCC e CV como terroristas

BRASÍLIA, 29 de maio de 2026 — O presidente Lula afirmou estar triste com a decisão dos Estados Unidos. O governo norte-americano classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. A manifestação ocorreu um dia após o secretário de Estado Marco Rubio confirmar as sanções em Washington. “Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção. Por que estou triste? Primeiro porque esse tal de Comando Vermelho e esse tal de PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país, eles são terroristas. Incomodam famílias, bairros, cidades. Roubam tudo. São terroristas e nós vamos combatê-los aqui dentro. Não são os terroristas que o Trump quer”, declarou. MEDIDA NORTE-AMERICANA O Departamento de Estado dos EUA fixou o novo status jurídico para os grupos. O comunicado da Casa Branca revelou que as quadrilhas comandam milhares de integrantes. Elas realizam ataques brutais na região, segundo o órgão estrangeiro. A influência das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras, detalhou o governo dos EUA. Ela atinge o próprio território norte-americano. A medida passará a valer a partir de 5 de junho deste ano. Marco Rubio explicou que o governo usará todas as ferramentas disponíveis para asfixiar as receitas do narcotráfico. O desdobramento na diplomacia ocorreu após reuniões com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele é pré-candidato à Presidência. O parlamentar conversou diretamente com Donald Trump na última terça (26), para sugerir o enquadramento. O senador também tratou da segurança pública com o vice-presidente J.D. Vance. Ele se reuniu com Rubio no dia seguinte. Os encontros precederam o anúncio das sanções.