Viagem do presidente Lula à ONU custa R$ 3,2 milhões

BRASÍLIA, 24 de setembro de 2025 – A comitiva do presidente Lula (PT) gerou uma despesa superior a R$ 3,2 milhões durante a participação na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Os gastos da viagem de Lula incluem custos com hospedagem no Grand Hyatt New York e o aluguel de uma frota de veículos. As informações referem-se a despesas já identificadas, cobradas dos cofres públicos, para uma estadia de dois dias nos Estados Unidos. A hospedagem no hotel Grand Hyatt consumiu mais de R$ 1,7 milhão em diárias. Além disso, o aluguel de veículos para o transporte da comitiva teve um custo de R$ 1,5 milhão. Dessa forma, os gastos da viagem presidencial concentram-se majoritariamente nesses dois itens de logística.
ONU alerta: guerras forçam 122 milhões a deixarem seus lares

MUNDO, 13 de junho de 2025 – O número de pessoas deslocadas à força de suas casas em todo o mundo diminuiu ligeiramente desde seu recorde histórico, mas ainda permanece “insustentavelmente alto”, alertou a ONU nesta quinta (12). O número de deslocados pela guerra, violência e perseguição atingiu a marca recorde de 123,2 milhões no fim de 2024, e caiu para 122,1 milhões em abril deste ano, devido ao retorno de muitos sírios aos seus lares após a queda do presidente Bashar al-Assad, informou a ACNUR, Agência da ONU para Refugiados, em seu relatório anual. Quase dois milhões de sírios puderam voltar para casa desde o exterior ou de outras partes do país, após anos de guerra. No entanto, a ACNUR alertou que o desenvolvimento dos grandes conflitos ao redor do mundo determinará se esse número volta a aumentar. Segundo a agência, o número de pessoas deslocadas à força é “insustentavelmente alto”, especialmente em um período em que a ajuda humanitária está desaparecendo. – Vivemos um período de grande volatilidade nas relações internacionais, em que a guerra moderna está criando um cenário frágil e devastador marcado por intenso sofrimento humano – afirma Filippo Grandi, alto-comissário da ONU para os Refugiados. – Devemos intensificar nossos esforços para buscar a paz e encontrar soluções duradouras para os refugiados e outras pessoas forçadas a fugir de suas casas – acrescenta, em um contexto em que o financiamento está sendo reduzido drasticamente, e não apenas pela retirada da ajuda humanitária por parte dos Estados Unidos. As principais causas dos deslocamentos forçados continuam sendo os grandes conflitos: Sudão, Myanmar e Ucrânia são citados como exemplos.
Fufuca expõe ação esportiva para autistas em fórum da ONU

EUA, 11 de junho de 2025 – O Ministério do Esporte do Brasil levou à Organização das Nações Unidas (ONU) o programa TEAtivo, que atende crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O ministro André Fufuca apresentou a política pública durante um fórum internacional da ONU, destacando seu potencial como modelo de inclusão social por meio do esporte. Atualmente, o TEAtivo opera em 11 núcleos, principalmente no Nordeste, oferecendo atividades como capoeira, natação, futebol e atletismo. A meta é expandir o projeto para todo o país. Fufuca afirmou que a iniciativa já demonstra resultados positivos e pode ser adaptada por outras nações.
Apenas 17 dos 193 países têm mulheres no poder

MUNDO, 8 de março de 2025 – Dos 193 países reconhecidos internacionalmente pela ONU (Organização das Nações Unidas), só 17 têm uma mulher no comando do Executivo. Países como Ilhas Marshall e México, por exemplo, elegeram mulheres para o cargo pela 1ª vez em sua história em 2024. Contudo, o paradigma masculino ainda é difícil de romper. A população global estimada em 2024 foi de 8,1 bilhões de pessoas, sendo aproximadamente 49,51% mulheres –cerca de 4,01 bilhões, segundo a CIA World Factbook. Isso significa que só uma em cada 235,9 milhões de mulheres no mundo ocupa o cargo máximo de liderança política de um país. De janeiro de 2024 a 8 de março, só 7 mulheres chegaram ao posto de chefes de suas nações, de acordo com um levantamento do Poder360. O cenário global de líderes femininas em cargos eletivos mostra uma forte presença de mulheres no comando de diferentes países, mas distribuídas de forma desigual no espectro ideológico.
ONU apura desvio de verbas no Ministério Público do Trabalho

BRASIL, 15 de janeiro de 2025 – A Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência da ONU, conduz uma investigação confidencial sobre suspeitas de desvio de recursos públicos em projetos realizados no Brasil. As verbas, provenientes de multas e indenizações obtidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), eram destinadas a iniciativas de capacitação para comunidades vulneráveis. Desde 2017, o MPT firmou parcerias com o escritório brasileiro da OIT para promover ações como capacitação de imigrantes e apoio a comunidades quilombolas e indígenas. Um dos principais projetos, o Àwúre, recebeu R$ 23 milhões entre 2018 e 2024, além de outros R$ 30 milhões para iniciativas similares. Os recursos financiaram atividades para indígenas no Norte, pescadores no litoral baiano, povos tradicionais no Rio Grande do Sul e guaranis-kaiowás no Mato Grosso do Sul. Contudo, desde o segundo semestre de 2023, as atividades foram suspensas sem justificativa.
Governo opta por não apoiar condenação ao Irã por repressão

BRASIL, 22 de novembro de 2024 – O governo brasileiro, sob a liderança do petista Lula, decidiu se abster em uma resolução da ONU que condena o Irã por repressão às mulheres, violência contra manifestantes e o aumento das penas de morte no país. A resolução foi proposta por europeus e norte-americanos e aprovada com o apoio de 77 países, incluindo outros governos de esquerda como Chile, México, Espanha e Colômbia. No entanto, nenhum integrante do Brics votou a favor da condenação. Ao lado de outros 65 países, o Brasil optou pela abstenção, acompanhando nações como África do Sul, Índia, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Arábia Saudita. Entre os votos contrários estavam Rússia e China, também membros do Brics. O Itamaraty justificou a decisão ressaltando preocupações com a situação dos direitos humanos no Irã, mas destacou aspectos positivos, como o acolhimento de mais de 3,7 milhões de refugiados afegãos. O governo brasileiro também mencionou o compromisso do Irã com tratados internacionais de direitos humanos e fez um apelo por maior colaboração com os procedimentos do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Comitiva de Lula na ONU acumula gastos acima de R$ 750 mil

NOVA YORK, 25 de setembro de 2024 – O presidente Lula levou mais de cem pessoas para a 79ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York, Estados Unidos. A comitiva inclui autoridades e assessores, mas não considera membros de órgãos oficiais como a Embratur. As informações foram divulgadas no Diário Oficial da União e no Painel de Viagens do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. Até o momento, os gastos da viagem para ONU já ultrapassam R$ 750 mil, com mais valores a serem divulgados. A ministra Esther Dweck, da Gestão e Inovação, registrou a passagem mais cara, custando R$ 45.851,90.
Lula escala Janja para representar Brasil na ONU sem cargo oficial

NOVA YORK, 11 de março de 2023 – O presidente Lula (PT) escalou a primeira-dama Janja para representar oficialmente o Brasil em um evento da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que será realizado entre os dias 11 e 22 de março. O decreto que a designa para a viagem fui publicado na sexta (8) e a apresenta como “socióloga”, sem citar a relação com ele ou algum outro cargo oficial no governo. “O presidente da República […] resolve designar Rosângela Lula da Silva, socióloga, para participar da 68ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher da Organização das Nações Unidas, com ônus, no período de 9 a 16 de março de 2024, inclusive trânsito, em Nova York, Estados Unidos da América”, diz o despacho assinado por ele e pela ministra Aparecida Gonçalves, do Ministério das Mulheres, na edição do dia do Diário Oficial da União (veja aqui). Além de Janja, o presidente também designou aconselheira Luanda Morais Pires, do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, ea advogada Denise Dourado Dora, especializada em direitos humanos.