Moradores cobram obras e fazem protesto no Vicente Fialho

SÃO LUÍS, 09 de junho de 2026 — Moradores do bairro Vicente Fialho realizaram um protesto na tarde de segunda (8), em São Luís. Eles cobraram melhorias na infraestrutura da região. Segundo os relatos, os problemas têm afetado a rotina dos moradores. Durante a manifestação, algumas pessoas incendiaram objetos na via. Entre as reclamações estão ruas com muitos buracos e um esgoto obstruído na Rua Deputado Luís Rocha. Os moradores afirmam que essas situações dificultam a circulação e prejudicam a qualidade de vida no bairro. Em nota, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) informou que aguarda a solução do vazamento de esgoto pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema). Então, após a resolução do problema, a secretaria pretende realizar os serviços de manutenção asfáltica na área.
Contaminação em poço artesiano afeta moradores em São Luís

SÃO LUÍS, 06 de maio de 2026 — Mais de 2 mil moradores da Vila Cascavel, zona rural de São Luís, utilizam água de um poço artesiano que apresentou contaminação comprovada por laudos da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). O problema ocorre desde o ano passado e, segundo relatos, provocou sintomas como micoses, dores estomacais e irritações na pele, após consumo e uso diário da água. Desde então, os moradores passaram a desconfiar da qualidade da água e solicitaram análises laboratoriais. Os exames realizados pelo laboratório de microbiologia de alimentos e água da UEMA confirmaram a presença de substâncias irregulares. O primeiro laudo, emitido em julho do ano passado, apontou níveis elevados de ferro, concentração de manganês acima do permitido e pH ácido. Além disso, foram detectados coliformes totais e a bactéria Escherichia coli, indicativo de contaminação fecal. Posteriormente, em abril deste ano, uma nova análise confirmou a permanência da contaminação. O manganês continuou fora dos padrões, enquanto o índice de fósforo total atingiu um valor 52 vezes superior ao limite permitido, agravando ainda mais a situação do abastecimento local. Os níveis elevados dessas substâncias, associados ao pH inadequado, podem causar irritações na pele, desconfortos no organismo e outros problemas de saúde, principalmente com o uso contínuo da água. Moradores relataram coceiras intensas, surgimento de bolhas e agravamento de sintomas mesmo com uso de medicação.
Moradores da Cidade Operária protestam contra alagamentos

SÃO LUÍS, 27 de abril de 2026 — Moradores da Unidade 105, na Cidade Operária, realizaram um protesto na manhã desta segunda (27), em São Luís, contra os alagamentos na região. O grupo bloqueou a avenida principal do Jardim América, próximo à escola Pedro Álvares Cabral, e queimou pneus para chamar atenção ao problema. A manifestação ocorreu de forma pacífica, mas causou transtornos no trânsito local. Apesar da interdição, não houve registro de confronto. Segundo os moradores, as chuvas frequentes fazem com que a água invada as residências. Como resultado, há prejuízos materiais, com danos a móveis e outros bens. Além disso, eles relatam aumento no risco de doenças devido ao acúmulo de água nas ruas. De acordo com os relatos, o problema ocorre há anos sem solução definitiva. Por isso, os manifestantes cobram melhorias no sistema de drenagem da região, apontando a necessidade de obras que evitem novos alagamentos e garantam melhores condições de moradia. Equipes da Polícia Militar estiveram no local para acompanhar a situação.
Moradores cobram retorno de ônibus ao Centro e retêm veículos

SÃO LUÍS, 13 de abril de 2026 – Moradores da Vila Airton Senna, na zona rural de São Luís, realizaram um protesto nesta segunda (13) para cobrar o retorno da linha de ônibus Tibiri/Terminal Praia Grande. A manifestação ocorreu no bairro e reuniu residentes que reclamam da retirada do serviço há cerca de cinco meses, o que interrompeu a ligação direta com o Centro da capital. Comunidades próximas também enfrentam dificuldades com a oferta reduzida de transporte público. Segundo os moradores, a quantidade de ônibus disponível não atende à demanda da região, o que provoca atrasos e limita o deslocamento diário da população. Durante o protesto, os moradores retiveram dois ônibus que atendem às linhas Tibiri/Terminal São Cristóvão e Vila Aparecida/Terminal São Cristóvão. Os veículos permaneceram dentro do bairro enquanto os manifestantes cobravam providências para a retomada da linha ao Centro.
Moradores e motoristas protestam contra buracos na BR-222

MARANHÃO, 02 de março de 2026 – Moradores e motoristas realizam um protesto na manhã desta segunda (2), na BR-222, próximo ao município de Chapadinha, na região do Baixo Parnaíba. A manifestação denuncia as más condições da rodovia e cobra providências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Durante o ato, o tráfego ficou lento e houve retenção de veículos nos dois sentidos da via. Os manifestantes reclamam da grande quantidade de buracos ao longo do trecho, que tem provocado prejuízos a motoristas, risco de acidentes e dificuldades no transporte de passageiros e mercadorias. Pneus estourados, suspensão danificada e atrasos nas viagens estão entre as principais queixas apresentadas pelos participantes.
Moradores da Vila Maranhão começam a voltar para casa

VILA MARANHÃO, 20 de fevereiro de 2026 – Cerca de 300 moradores da Vila Maranhão, em São Luís, começaram a retornar às residências nesta sexta (20), após acordo judicial que condiciona a volta ao cumprimento integral de exigências ambientais pela empresa responsável pelo vazamento de fertilizantes. A decisão ocorreu após audiência no Fórum Sarney Costa, que avaliou o cumprimento das medidas determinadas pela Justiça. Durante a audiência, representantes das famílias, advogados, órgãos públicos e técnicos ambientais analisaram as providências adotadas após o incidente na Vila Maranhão. Pelo acordo, a Valen Fertilizantes e Armazéns Ltda. somente poderá retomar suas atividades se atender a uma série de requisitos ambientais e estruturais previamente estabelecidos. Entre as determinações, a empresa deve realizar operações apenas em áreas internas e cobertas, além de implantar sistemas de contenção para evitar novos vazamentos. Também deve instalar estação de tratamento e decantação, bem como ampliar o fornecimento de água potável às famílias afetadas. Além disso, o acordo prevê o dobro de caixas d’água e a distribuição de água mineral aos moradores da Vila Maranhão. Uma nova audiência foi agendada para ocorrer em 30 dias, quando será apresentada a estimativa dos danos ambientais e discutida a possibilidade de um acordo definitivo. Anteriormente, os moradores deixaram suas casas após relatarem irritações na pele, agravamento de doenças respiratórias e desconforto causado por forte odor químico. A comunidade também denunciou poeira constante, manchas na vegetação e alteração na coloração da água, que passou a apresentar tom esverdeado.
Protesto interdita avenida contra remoção de assentamento

UBATUBA, 27 de novembro de 2025 – Um grupo de moradores interdita a Estrada de Ribamar (MA-201), no bairro Ubatuba, em São Luís, desde a manhã desta quinta (27). Eles protestam contra a remoção de um assentamento local, que foi desocupado na quarta (26). A ação, que conta com a queima de pneus e cartazes, visa bloquear completamente o tráfego na região. O objetivo do grupo é contestar a forma como a reintegração de posse foi conduzida.
Moradores contestam leis que alteraram limites de São Luís

MARANHÃO, 13 de novembro de 2025 – Moradores da Região Metropolitana de São Luís ingressaram com uma Ação Popular na 2ª Vara da Fazenda Pública contra as Leis Estaduais 10.648, 10.649 e 10.650/2017. Eles alegam que a redefinição dos limites entre São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa violou a Constituição Federal por não realizar plebiscito com as populações afetadas. A Ação Popular fundamenta-se em parecer técnico que identificou vícios formais e materiais nas normas estaduais. Os autores são residentes de bairros que tiveram sua vinculação municipal alterada pelas leis de 2017. Eles argumentam que as mudanças configuram desmembramento parcial, exigindo consulta popular obrigatória conforme o artigo 18 da Constituição. “Sabemos todos nós que o estado, a Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão não tem competência para legislar sobre essa matéria que é exclusiva da União. Esses bairros tiveram um prejuízo muito grande porque de surpresa saíram de São Luís. Tanto que 90% desse povo vota em São Luís, não vota em Ribamar”, diz o autor da ação. A Ação Popular nº 0895110-63.2025.8.10.0001 descreve como a alteração territorial provocou conflitos administrativos e prejuízos aos moradores, incluindo bitributação de IPTU e insegurança sobre a prestação de serviços públicos essenciais. CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS O processo que tramita na 2ª Vara da Fazenda Pública de São Luís detalha que bairros como Cohatrac, Parque Vitória, Alphaville e Vila Kiola foram transferidos entre municípios sem qualquer participação comunitária. Essa redefinição causou confusão cadastral, afetando repasses federais do FPM, Fundeb e SUS. Além disso, muitos moradores enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos devido à indefinição sobre qual prefeitura possui competência territorial sobre suas localidades. O processo judicial cita parecer técnico que demonstra a inclusão irregular de áreas da União, como zonas costeiras das Baías de Curupu e São José, dentro dos novos limites municipais. “Teve a justificativa dizendo que era pra corrigir conflitos de cobrança de IPTU, etc. Usaram dados do IBGE numa lei sem homologação, o que é fraude. Nessa incorporação de limites sem consulta da União, foi adicionado no município de São José de Ribamar áreas costeiras e Ribeirinhas como Panaquatira, isso é matéria da União. Mesmo assim foi anexada “, denuncia o advogado. A Ação Popular também questiona a base legal utilizada pela Assembleia Legislativa, argumentando que as leis extrapolaram o simples ajuste cartográfico previsto na Lei Estadual 10.288/2015, caracterizando mudança territorial substancial.