Ministério da Saúde suspende vacina do Butantan contra dengue

ministério da saúde

BRASÍLIA, 08 de junho de 2026 — O Ministério da Saúde suspendeu a vacina contra a dengue do Instituto Butantan. A decisão foi anunciada pelo ministro Alexandre Padilha nesta segunda (8). O motivo é a investigação de possíveis efeitos adversos graves. Entre os casos analisados estão duas mortes e uma internação em UTI. O ministro afirmou que ainda não há comprovação de que a vacina causou esses eventos. Além disso, o ministério recebeu outros 42 relatos de reações adversas. As três situações graves ocorreram depois de 500 mil pessoas vacinadas. A pasta não informou onde esses casos aconteceram. Uma mulher de 48 anos morreu após desenvolver dengue grave com problema neurológico. Isso ocorreu 19 dias depois da vacinação. Um homem de 58 anos também morreu: ele teve febre cinco dias após a dose e evoluiu para dengue grave com choque refratário. Outra mulher, de 39 anos, precisou de UTI. Ela teve febre, dores musculares e náuseas seis dias após a vacina. O quadro também evoluiu para dengue grave. A paciente recebeu alta depois. O Ministério da Saúde orienta a população a buscar atendimento médico em caso de febre, vômitos, dor abdominal, cansaço extremo ou irritabilidade. A taxa geral de reações adversas é de 0,7% dos vacinados. Já os casos graves representam 0,008% do total.

Sem vacina no SUS, pobre fica sem proteção contra Meningite B

Vacina Lula

BRASIL, 04 de maio de 2026 — O Ministério da Saúde decidiu não incorporar ao SUS a vacina contra meningite do tipo B para crianças menores de 1 ano. A decisão consta no Diário Oficial da União. Dessa forma, o imunizante permanece fora do calendário público infantil. O tipo B é o sorotipo mais frequente da doença no Brasil. O SUS oferece apenas vacinas contra os sorogrupos C e ACWY. O tipo B segue sem cobertura pública. As famílias que desejam imunizar as crianças devem desembolsar cerca de R$ 2 mil. Esse valor considera o esquema vacinal tríplice. O custo por dose varia entre R$ 600 e R$ 750. O esquema inclui múltiplas aplicações no primeiro ano de vida e um reforço. O valor inviabiliza o acesso para a maioria das famílias brasileiras. Por isso, a proteção fica concentrada exclusivamente entre quem pode pagar por clínicas particulares. A integração da vacina no SUS poderia custar mais de R$ 5,5 bilhões em cinco anos. O governo citou o impacto orçamentário como um dos critérios para a rejeição. Deputados e senadores de oposição ao governo Lula apresentaram uma indicação. Eles solicitaram informações sobre medidas para incorporar a substância. O argumento é que o sorogrupo B representa cerca de 40% dos casos de meningite no Brasil. A incorporação beneficiaria principalmente populações vulneráveis. A meningite meningocócica do tipo B é uma infecção bacteriana. Ela pode evoluir rapidamente, deixar sequelas graves e levar a óbito. Os principais sintomas são febre alta, vômitos, irritabilidade intensa, sonolência, rigidez no pescoço e manchas vermelhas que não desaparecem quando pressionadas. A velocidade de progressão da doença torna a vacinação preventiva especialmente crítica. Quando os sintomas aparecem, o quadro pode se agravar em horas. O atraso no diagnóstico é frequente em unidades básicas de saúde.

CGU aponta falhas em licitação de R$ 228 milhões da saúde

cgu sAÚDE

BRASÍLIA, 27 de abril de 2026 — A Controladoria-Geral da União (CGU) encontrou inconsistências em um processo licitatório do Ministério da Saúde. O pregão eletrônico 90105/2024 previa a aquisição de 600 Unidades Odontológicas Móveis. O valor total do contrato é de R$ 227,9 milhões. A auditoria apontou deficiências no planejamento da contratação. Além disso, identificou fragilidades nos mecanismos de controle do certame. Essas falhas podem ter comprometido a competitividade da disputa. O Departamento de Logística em Saúde conduziu o pregão. A empresa vencedora foi a IVG Brasil Ltda. O preço unitário por veículo ficou em R$ 379 mil. De acordo com a CGU, decisões relevantes foram tomadas sem fundamentação técnica consistente. O Estudo Técnico Preliminar, exigido pela nova Lei de Licitações, apresentou problemas. A ampliação do número de unidades — de 360 para 600 — ocorreu sem critérios claros. Também não houve memória de cálculo que justificasse a mudança. O edital continha exigências específicas. Entre elas, garantia de 36 meses sem limite de quilometragem. Havia também a previsão de gerador rebocado a gasolina. A instalação de ar-condicionado do tipo motorhome foi outro ponto. A CGU afirmou que não houve demonstração de custo-benefício. As especificações, segundo o órgão, restringiram o número de empresas aptas a participar. Condições muito específicas limitaram a competição. A auditoria apontou ainda outro problema relevante. Houve concentração de atribuições em poucos servidores. A escassez de pessoal fez com que um mesmo agente público atuasse em diferentes fases. Ele participou do planejamento, da validação de documentos e da futura fiscalização contratual. Essa situação contraria o princípio de segreção de funções. O princípio é fundamental para evitar conflitos de interesse e fraudes.

Governo orienta médicos a usar gênero declarado pelos pacientes

pacientes SUS

BRASIL, 14 de janeiro de 2026 – O Ministério da Saúde emitiu diretrizes para que serviços do SUS tratem pacientes conforme sua identidade de gênero declarada, utilizando nome social ou civil retificado em todos os documentos externos. As notas técnicas nº 242 e 243, publicadas pelo departamento de doenças sexualmente transmissíveis, orientam a restrição do acesso à informação sobre sexo biológico apenas aos prontuários internos. O objetivo da medida, segundo a pasta, é assegurar o respeito à identidade de gênero dos indivíduos durante o atendimento. A norma estabelece que documentos entregues aos pacientes, como laudos e declarações, não podem conter a informação sobre o sexo biológico. No entanto, o ministério reconhece a necessidade clínica dessa informação para a segurança do atendimento. Consequentemente, esses dados devem constar apenas em sistemas internos com acesso restrito às equipes de saúde, para uso em situações como interpretação de exames e prescrição de medicamentos.

Governo prepara ação para mirar médicos críticos às vacinas

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BRASÍLIA, 17 de novembro de 2025 – O Ministério da Saúde anunciou neste domingo (16) que adotará uma série de medidas em quatro frentes contra médicos que têm divulgado conteúdos enquadrados pela pasta como “antivacina” nas redes sociais e, segundo a equipe do governo Lula, lucrado com o que a base do Planalto chama de ‘venda de cursos, consultas e tratamentos sem respaldo científico’. A ofensiva, que será iniciada nesta segunda (17), contará com o apoio da Advocacia-Geral da União (AGU) e incluirá representações cíveis, criminais e administrativas. Segundo o ministro Alexandre Padilha, os médicos em questão estariam promovendo a chamada “síndrome pós-spike” ou “spikeopatia”, termo utilizado para atribuir supostos efeitos adversos à vacina de RNA mensageiro (mRNA), usada durante a pandemia de Covid-19.

Maranhão registra queda de 52% nos casos de dengue

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MARANHÃO, 17 de novembro de 2025 – O Maranhão registrou 5,3 mil casos prováveis de dengue em 2025, representando uma queda de 52% em comparação com o mesmo período de 2024. O Ministério da Saúde confirmou três mortes pela doença no estado este ano, número inferior às sete registradas no ano anterior. Apesar da redução significativa, o ministro Alexandre Padilha alerta que o combate ao mosquito Aedes aegypti deve continuar, mantendo os esforços de prevenção em todo o país. No Brasil, os casos de dengue caíram 75% este ano, com 1,6 milhão de registros contra 6,4 milhões em 2024. Os óbitos pela doença também reduziram 72% no período, totalizando 1,6 mil mortes.

CGU aponta perdas bilionárias no SUS por falhas do governo

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SÃO LUÍS, 14 de novembro de 2025 – A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou falhas graves no controle de estoques do Sistema Único de Saúde que causaram perdas bilionárias ao erário. Dois relatórios do órgão apontam problemas recorrentes na gestão de insumos pelo Ministério da Saúde entre 2021 e 2023, incluindo aquisição de vacinas, medicamentos e testes para COVID-19. Segundo os documentos, o país perdeu R$ 2,3 bilhões com o descarte de produtos com prazo de validade expirado. A CGU listou seis falhas principais que contribuíram para as perdas bilionárias no sistema de saúde. Entre elas estão a inexistência de parâmetros para perdas aceitáveis e falhas em sistemas de gestão de estoques. O relatório também apontou descumprimento da Portaria GM/MS 4.777/2022, problemas logísticos e recebimento de insumos com validade inferior a 70% de vida útil. Essas fragilidades aumentaram significativamente o risco de desperdício de recursos públicos.

Ministério da Saúde libera R$139 milhões para 61 obras no MA

Ministério Saúde

BRASÍLIA, 29 de setembro de 2025 – O Ministério da Saúde liberou R$ 139,3 milhões para a construção de 61 novas unidades de saúde em 57 municípios do Maranhão e para o custeio de 30 médicos especialistas. A portaria com a medida foi assinada nesta segunda (29) pelo ministro Alexandre Padilha, com o objetivo declarado de reduzir filas e agilizar o acesso da população aos serviços do SUS. Os recursos são provenientes do Novo PAC Saúde e visam reforçar a infraestrutura de atendimento no estado.

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