PGR não vê indícios consistentes em ação da PF contra Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a realização de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e também contra o deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ). O posicionamento da PGR deve-se ao parecer sobre a representação da Polícia Federal que apontou a existência de uma “associação criminosa” instituída para falsificar carteiras de vacinação. Na oportunidade, a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araujo, afirmou que o quadro indicado pela Polícia Federal “não permite concluir pela existência de causa provável a legitimar e autorizar a realização de buscas e apreensões direcionadas ao ex-presidente e sua esposa” e disse que diferentemente do “enredo desenhado pela PF”, o que se extrai é que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, “teria arquitetado e capitaneado toda a ação criminosa, à revelia, sem o conhecimento e sem a anuência do ex-Presidente da República”. “Os elementos de informação incorporados aos autos não servem como indícios minimamente consistentes para vincular o ex-Presidente da República JAIR MESSIAS BOLSONARO e a sua esposa, MICHELLE DE PAULA FIRMO REINALDO BOLSONARO, aos supostos fatos ilícitos descritos na representação da Polícia Federal, quer como coautores quer como partícipes […] Não há lastro indiciário mínimo para sustentar o envolvimento do ex-Presidente da República JAIR MESSIAS BOLSONARO com os atos executórios de inserção de dados falsos referentes à vacinação nos sistemas do Ministério da Saúde e com o possível uso de documentos ideologicamente falsos” se manifestou a representante da PGR. Ainda assim, o ministro Alexandre de Moraes considerou que, no atual estágio da investigação criminal, a afirmação “não se demonstra crível” e permitiu a medida contra Bolsonaro e o deputado.
Moraes determina apreensão de passaporte e celular de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão de “armas, munições, computadores, passaporte, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos” dos alvos da operação, incluindo o ex-presidente. A operação que atingiu o ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã desta quarta (3) por suposta falsificação de comprovantes de vacinação teve um 16 mandados de busca e apreensão, que focou em militares e políticos do Rio de Janeiro, e seis pessoas presas. O esquema investigado pela Polícia Federal indica que dados falsos de vacinação teriam sido inseridos em dois sistemas do Ministério da Saúde – o Programa Nacional de Imunizações e a Rede Nacional de Dados em Saúde – entre novembro e dezembro de 2022, visando gerar comprovantes fraudulentos de vacinação. A PF reforça, ainda, que os sistemas adulterados do Ministério da Saúde chegaram a apontar que duas doses de vacinas da Pfizer contra Covid teriam sido aplicadas no ex-presidente. Após a operação, Bolsonaro negou que ele e a filha tenham se imunizado. A investigação também indica que o suposto esquema fraudulento tinha interesse na garanta de que Bolsonaro e membros do círculo, incluindo sua filha de 12 anos chamada Laura, e vários assessores e os familiares destes pudessem entrar nos EUA. Teriam sido forjados comprovantes de vacinação dos seguintes personagens: Pelas regras que entraram em vigor nos Estados Unidos desde 2021, a entrada a partir do exterior de viajantes não-cidadãos e não-residentes no país só é autorizada com a apresentação de comprovante de vacinação. A exigência só deve acabar a partir de 11 de maio de 2023.
Bolsonaro fala sobre suposta fraude no seu cartão de vacinas

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) falou com jornalistas sobre a Operação Venire da Polícia Federal realizada nesta quarta (3) que o tornou alvo de busca e apreensão. O ex-mandatário admitiu, inclusive, ter ficado surpreso com a ação da PF. Na oportunidade, o direitista disse que não se vacinou contra a Covid-19 por uma “visão pessoal”, negou que tenha cometido adulteração no seu cartão de vacinas e alegou que não se pode falar sobre o assunto no Brasil: ‘Que bom seria se estivesse num país democrático’ “Repito, não fui vacinado visão pessoal minha, principalmente após ler a bula da Pfizer. A minha esposa foi vacinada nos Estados Unidos coma Jassen e está documentado. Minha filha [Laura], que respondo por ela, atualmente 12 anos, não tomou a vacina. Em momento nenhum falei que tomei e não tomei (…) Fazer busca e apreensão na casa de um ex-presidente para criar um fato? (…) O meu celular foi apreendido, o meu telefone não tem senha. Não tenho nada a esconder. Que bom se estivesse em um país democrático e pudesse discutir todos os assuntos, inclusive vacina”, disse Bolsonaro. A Polícia Federal (PF) apura se o cartão de vacinação do político e da sua filha teriam sido fraudados através da inserção de dados falsos em sistemas do Ministério da Saúde. Ao ingressar com os dados fictícios no sistema, os beneficiados eram capazes de burlar restrições sanitárias. Além de Bolsonaro e da filha, os certificados de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do presidente, e de sua família também teriam sido alterados. Por conta disso, Mauro Cid foi preso pelos agentes da PF, assim como outros ex-seguranças próximos a Bolsonaro. Jair Bolsonaro deve preste depoimento ainda nesta hoje (3).
Polícia Federal faz buscas na casa de Bolsonaro e prende ajudante

A Polícia Federal realiza buscas na manhã desta quarta (3) em um endereço do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. Na oportunidade, o tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, ex-ajudante de ordens do ex-presidente foi preso por suspeitas de inserir dados falsos de vacinação contra a COVID-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. A Polícia Federal cumpre 16 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro. Segundo a PF, a inclusão dos dados falsos ocorreu entre novembro de 2021 e dezembro de 2022. Com a falsificação dos dados, os beneficiados conseguiram emitir certificados de vacinação e usar para burlar restrições sanitárias impostas pelo Brasil e pelos Estados Unidos. A corporação da PF acredita que o o grupo visava “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a COVID-19”. As investigações estão em um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF).
Governo Lula enxuga benefício de Bolsonaro a famílias carentes

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cortou o Vale Gás de 267 mil famílias. O benefício de Auxílio Gás consiste no pagamento de botijões a pessoas carentes. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social, em dezembro o benefício era pago a 5,95 milhões de famílias. Neste mês de abril, entretanto, esse número caiu para 5,69 milhões. A queda foi de quase 4,5%. Conforme o titular da pasta, ministro Wellington Dias, a medida foi tomada após uma atualização cadastral, como a revisão feita com o Bolsa Família. “Nós tínhamos muitas pessoas que não preenchiam os requisitos. O vale-gás, na própria legislação aprovada pelo Congresso, estabelece uma meta que tem a ver com o tamanho da renda e muita gente com renda elevada estava recebendo. Nós estamos falando de um esforço de dinheiro do povo brasileiro”, declarou Dias, ao G1. O Auxílio Gás foi criado no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2021. A medida buscou diminuir o efeito do preço do gás de cozinha no orçamento das famílias de baixa renda. O pagamento pode ser acumulado com outros benefícios e auxílios, como o Bolsa Família, e é feito seguindo o mesmo calendário deste programa.
Jair Bolsonaro viraliza na web em “publi” com Michelle

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viralizou na internet ao aparecer nas redes sociais utilizando os cosméticos da esposa, a ex-primeira Dama Michelle e líder do PL Mulher. Na oportunidade, Michelle passou um produto no rosto de Bolsonaro para divulgar os produtos de beleza que prometem rejuvenescer a pele do rosto foi lançada por ela há 1 mês. “Cuidando do meu amor com minha linha de SkinCare”, escreveu a ex-primeira Dama. O vídeo foi feito no formato de “publi” e contou, ainda, com a trilha sonora da Pantera Cor de Rosa. A linha de cosméticos faz parte de uma sociedade com o maquiador Agustin Fernandez, amigo pessoal e apoiador família Bolsonaro.
PSDB irá tentar enganar eleitor e dividir oposição novamente em 2026

O presidente nacional do PSDB e governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, aparenta ter esperança de que o partido volte a enganar o eleitorado posicionando-se como oposição ao PT. Além disso, Leite ainda acredita que vai poder ludibriar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO). As intenções do governador foram deixadas claras durante participação no 38º Fórum da Liberdade, na noite desta quinta (13 de abril), Eduardo Leite confidenciou que espera que Tarcísio traia Jair Bolsonaro nas próximas eleições. Eduardo afirmou que “2026 não é um projeto pessoal, eu vou estar do lado do caminho que apontar para fora do PT e para fora do Bolsonaro”, disse. As declarações do tucano no 38º Fórum da Liberdade, na noite desta quinta-feira (13). O governador reiterou diversas vezes que acredita em uma racha na oposição para a construção da famigerada “3ª Vi”. “Da minha parte não haverá divisão, quero estar junto com Zema, quero estar junto com Tarcísio”, disse em referência aos governadores de Minas Gerais e São Paulo, respectivamente. Assessório da esquerda nacional por décadas, o PSDB pavimentou o caminho para o aparelhamento do estado pela militância comunista. Para manter-se eleitoralmente viável, passou um longo período enganando o eleitorado que se recusava a votar no PT e apresentando-se como alternativa. A manobra é conhecida como “teatro das tesouras”, quando duas forças aparentam entrar em choque, quando na verdade fazem parte do mesmo mecanismo. Após as eleições de 2014, o partido foi desmascarado e entrou em um processo de decadência inédita na política nacional. O último candidato do partido disputou a eleição em 2018. Mesmo com a maior coligação e com mais recursos, Alckmin terminou em 4º com menos de 5% e encerrou o que, para muitos, foi a morte do PSDB. Nas eleições de 2022 o partido fez questão de apoiar Lula, que teve Alckmin como seu vice, contra Jair Bolsonaro. A opção por Lula, que era mostrado como principal adversário dos tucanos, contra Bolsonaro, garantiu a destruição das últimas dúvidas sobre o jogo de cena entre PT e PSDB. Passadas as eleições e com a vitória de Lula, as declarações de Leite deixam claro que os tucanos tentar mostrar-se como oposição para o eleitorado mais uma vez. E, pior que isso, planejam confundir Romeu Zema e Tarcísio de Freitas com a ideia mixuruca de “3ª via”. Quem ainda consegue ser enganado pelo PSDB?
Bolsonaro pode perder direitos políticos e ficar inelegível

O Ministério Público Eleitoral defendeu de forma sigilosa que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja condenado, perca seus direitos políticos e fique inelegível por 8 anos. O motivo se deve pelo fato do MPE enxergar abuso de poder político nos ataques ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas durante uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho de 2022. A manifestação foi encaminhada na noite dessa quarta (12) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Quanto ao pedido de inelegibilidade do candidato na chapa a vice-presidente, general Braga Netto (PL), o MP Eleitoral, no entanto, se manifestou contrário. Vale ressaltar que a manifestação do Ministério Público é a última etapa da chamada fase de “alegações finais“. Com o parecer de Gonet, a ação está pronta para a elaboração do voto do relator, e depois, caberá ao ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, pautar o tema. Nesta ação, a perícia da minuta encontrada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres com propostas para reverter o resultado das eleições de 2022 apreendida pela PF (Polícia Federal) está entre as provas que fazem parte do processo. Só que em depoimento prestado à PF, Torres classificou a minuta de “lixo, loucura e folclore” e alegou que se tratou de um “incidente”, sem especificar a origem do documento e nem informar quem o teria repassado. A ação é a que está mais avançada dentre os processos que Bolsonaro responde no TSE.