Bolsonaro recorre ao STF contra decisão de Dino sobre multa

BRASÍLIA, 3 de abril de 2024 – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra uma decisão do ministro Flávio Dino, que negou o pedido do ex-chefe do Executivo para anular o pagamento de uma multa de R$ 70 mil. O recurso foi apresentado nesta segunda (1º). A Justiça Eleitoral condenou o ex-presidente por impulsionar um vídeo com supostos ataques ao então candidato Lula nas eleições de 2022.
Justiça nega ação de Bolsonaro contra mentiras de Lula sobre de móveis

BRASÍLIA, 2 de abril de 2024 – O Juizado Especial Cível do Distrito Federal rejeitou a ação movida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro contra o presidente Lula. os dois solicitavam que o presidente se retratasse pelas acusações mentirosas sobre o suposto “desaparecimento” dos móveis do Palácio da Alvorada. Além disso, foi negado um pedido de indenização por danos morais. Para a juíza, quem deve responder pela retratação e indenização é a União. Ou seja: O povo deve responder, e pagar possíveis indenizações a Jair Bolsonaro, pelas mentiras de Lula. Em janeiro de 2023, Lula acusou Bolsonaro e sua esposa de terem levado os móveis do Alvorada. “O quarto que tinha cama, já não tinha mais cama, já estava totalmente… eu não sei como é que fizeram. Não sei porque que fizeram. Não sei se eram coisas particulares do casal, mas levaram tudo. Então a gente está fazendo a reparação, porque aquilo é um patrimônio público. Tem que ser cuidado”, disse ele. No entanto, no último dia 20 de maço, a Secretaria de Comunicação do governo federal afirmou que todos os bens foram localizados após uma nova vistoria e que estão disponíveis na Lei de Acesso à Informação. Na decisão desta terça-feira, a juíza Gláucia Barbosa Rizzo da Silva argumentou que a responsabilidade sobre as falsas acusações recai sobre a União e não pessoalmente em Lula. A magistrada ainda alegou que a ação movida por Jair e Michelle Bolsonaro não é adequada aos Juizados Especiais Cíveis, motivo também pelo qual o processo foi extinto. “Assim, considerando que a suposta prática do ato diz respeito a bens públicos e que esta circunstância atrela as manifestações do requerido ao exercício do cargo, reconheço, de ofício, sua ilegitimidade passiva (…). Eventual pretensão de indenização e retratação deverá ser exercida em desfavor do Estado (União Federal)”, afirmou.
Assassinos usaram imprensa contra Bolsonaro para atrapalhar investigações

RIO DE JANEIRO, 1 de abril de 2024 – Apontado como um dos membros da organização criada para matar a ex-vereadora de extrema-esquerda Marielle Franco, o delegado Giniton Lages foi alvo de operação nesta semana. Fatos envolvendo Giniton e responsáveis pela trama mostram que ele usou o cargo para envolver a família do ex-presidente. Imprensa foi usada contra Bolsonaro para atrapalhar investigações. Giniton foi o delegado que iniciou a apuração do Caso Marielle. Ele foi indicado pelo chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, e tinha como objetivo desviar deliberadamente as investigações. Como parte do plano, Lages divulgou a informação sobre um suposto relacionamento entre relacionamento entre uma filha Ronnie Lessa, acusado de ter executado Marielle, e um dos filhos de Jair Bolsonaro. O fato pode ter sido divulgado como tentativa da Imprensa ser usada contra Bolsonaro para atrapalhar investigações. A declaração de Lages foi dada em uma entrevista em 2019. Após a informação de Lages, grande parte da mídia e dos opositores do ex-presidente passaram os anos subsequentes tentando envolvê-lo no caso. “Isso será enfrentado em um momento oportuno. Não é relevante para este momento”, declarou Lages na época. Também partiu dos investigadores do caso o vazamento do fato de que o policial reformado Ronnie Lessa era vizinho de Bolsonaro, mesmo que a informação fosse vaga e que o condomínio abrigasse dezenas de casa e seja um dos mais antigos da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. “Não lembro desse cara. Meu condomínio tem 150 casas”, disse Bolsonaro na época Segundo a Polícia Federal, Giniton Lages foi escolhido pelo então chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, para “conduzir” as investigações “de modo a não revelar os mandantes do crime”. O relatório da PF e as ações de Giniton lançam suspeitas sobre a possibilidade do delegado ter usado o ódio da grande mídia contra Jair Bolsonaro para atrapalhar as investigações. “Posteriormente à execução dos crimes, Rivaldo, que passara a ocupar a função de chefe de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) indicou o delegado Giniton Lages para as investigações, ajustando com a autoridade policial que as investigações deveriam ser dirigidas de forma a não revelar os mandantes do crime”, diz o relatório. MÍDIA FOI USADA Jair Bolsonaro reclamou várias vezes ao longo dos últimos anos da pressão sofrida por setores da imprensa no caso Marielle. Em várias ocasiões Bolsonaro negou veementemente qualquer envolvimento seu ou de membros de sua família na morte da vereadora. “O que mais quero é que o fato seja elucidado. Eu nunca tive contato com a Marielle. O meu filho Carlos [Bolsonaro, vereador no Rio] tinha o gabinete dele no mesmo andar da Marielle, nunca tiveram problema”, disse em janeiro. Cerca de quatro anos após ser colocado constantemente como possível mandante da morte da ex-vereadora, a prisão dos mandantes deixa claro que os assassinos usaram a antipatia da mídia pelo ex-presidente para atrapalhar as investigações.
Partido de Bolsonaro pode ser humilhado nas eleições de São Luís

SÃO LUÍS, 1 de abril de 2024 – Comandado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho no Maranhão, o Partido Liberal, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, sofreu um duro golpe nesta semana. Disposto a integrar a chapa do deputado federal comunista Duarte Jr (PSB), o partido foi expulso da coligação. Mesmo assim, Josimar pretende continuar sendo linha auxiliar de Duarte e defende tese de que legenda não tenha candidato nas eleições. As ações podem acabar deixando o PL em situação delicada nas próximas eleições da capital maranhense. Atualmente a possível coligação de Duarte Jr conta com a federação PT, PV e PCdoB; a federação PSDB-Cidadania, o PP, Podemos, Solidariedade, Avante e União Brasil. Mesmo sendo, entre todos os partidos, sendo o que mais possui fundo partidário e tempo de televisão, a participação do PL foi recusada pelas demais legendas que compõe a base de Duarte. A decisão foi acatada pelo pré-candidato que já a avisou Josimar. Ocorre que o presidente do PL no estado, mesmo tendo o partido defenestrado por Duarte da coligação, ainda pretende ajudar a campanha do comunista. Como saída, é possível que o PL não lance candidato e nem entre em qualquer coligação para evitar que Duarte tenha problemas. Uma possível coligação com Eduardo Braide, que aceitaria o partido de braços abertos, é descartada. Na visão de muitos, o apoio do PL iria consolidar a reeleição do atual prefeito. Por outro lado, o lançamento de um candidato “puro-sangue” também leva risco à candidatura do comunista do protegido de Josimar. Todas as opções são de pessoas que iriam fazer frente ao avanço da coligação de esquerda nas eleições, o que iria resultar em ataques contra Duarte. JOSIMAR MANDA MAIS Na semana passada, o clã Bolsonaro reuniu-se com o deputado estadual Yglésio Moyses, que desponta como um dos grandes representantes da direita no estado. O parlamentar causou boa impressão e assegurou sua indicação para a disputa pela Prefeitura de São Luís pelo PL. O presidente da legenda, Waldemar da Costa Neto, foi informado da diretriz e assumiu a situação. Ocorre que a candidatura de Yglésio foi vetada por Josimar. Detalhe: além de ser antiesquerda, Yglésio e Duarte Jr são adversários pessoais. Mesmo que benéfica para o partido, a candidatura de Yglésio seria prejudicial a Duarte. Entre o partido e o protegido comunista, Josimar fez a opção pelo segundo e abriu as portas para a humilhação do partido de Jair Bolsonaro nas eleições de 2024 em São Luís. Ainda é possível que Josimar decida lançar um candidato “leve” para segurar as críticas. Contudo, o desejo real é sequer lançar candidato.
Bolsonaro e Lula tem empate técnico, diz Paraná Pesquisas

BRASIL, 28 de março de 2024 – Um novo levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas apontou empate técnico entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e o atual presidente Lula em uma eventual disputa pela Presidência da República. Os resultados foram divulgados pelo partido Progressistas (PP), que encomendou a pesquisa, e mostram Bolsonaro numericamente à frente de Lula, porém dentro da margem de erro, o que configura um empate técnico. De acordo com a pesquisa, no cenário principal, Bolsonaro teria 37,1% das intenções de voto, enquanto Lula alcançaria 35,3%. Entretanto, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois políticos estão tecnicamente empatados. A disputa eleitoral está sendo observada de perto, uma vez que ambos os líderes políticos têm grande influência e polarizam o debate público. Além de Bolsonaro e Lula, outros candidatos também foram considerados na pesquisa. Ciro Gomes (PDT) aparece com 7,5% das intenções de voto, seguido pela ministra Simone Tebet (MDB), com 6,1%, e pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), com 1,8%.
MP acusa Moraes de usar provas frágeis na prisão de assessor de Bolsonaro

BRASÍLIA, 27 de março de 2024 – A Procuradoria Geral da República (PGR) apontou que duas provas usadas pela Polícia Federal (PF) para embasar a prisão do ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins apresentam fragilidades. Essa informação consta em um parecer da PGR assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet no dia 20 de março. No parecer, a PGR solicita novas informações à Força Aérea Brasileira (FAB) e ao governo dos EUA. As provas apresentadas pela PF, que foram consideradas frágeis pela PGR, incluem: Diante da imprecisão dessas informações, a PGR recomendou pela segunda vez que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicite informações adicionais a outros órgãos. Os pedidos feitos por Moraes incluem: Em resposta ao primeiro pedido de Moraes, a Latam confirmou que o Martins embarcou para Curitiba em um ofício datado de 19 de março. No entanto, a PGR observou, um dia após a confirmação, que a companhia aérea não respondeu. A administração do aeroporto de Brasília informou ao STF que não possui imagens dos embarques relacionados aos voos da comitiva presidencial e do voo LA3680 (de Brasília para Curitiba). Segundo a empresa, as filmagens das câmeras de segurança são excluídas após 30 dias da gravação.
Fuga de Jair Bolsonaro para embaixada é obra de ficção
Ato contra Bolsonaro em São Luís reuniu 20 pessoas

SÃO LUÍS, 25 de março de 2024 – Mesmo oferecendo feijoada e samba, o ato contra o presidente Jair Bolsonaro realizado por grupos de extrema-esquerda reuniu menos que 20 pessoas. Parte de uma mobilização nacional que também fracassou de forma vergonha em outras cidades, o movimento no Maranhão foi organizado por uma espécie de coletivo denominada Movimento Maranhão Pela Democracia. Além da baixíssima adesão, também não se fizeram presentes autoridades e personalidades da extrema-esquerda no estado, como o vice-governador Felipe Camarão, deputado federal Márcio Jerry e deputado estadual Rodrigo Lago.O vexame no encontro foi tamanho que os envolvidos com a organização evitaram a divulgação do resultado e a publicação de fotos das redes sociais do evento. Marcado no Solar Cultural da Terra Maria Firmina dos Reis para as 9h30min de sábado, o evento trazia em sua pauta: punição para os golpistas – sem anistia, em memória dos 60 anos do golpe civil-militar de 1964 e contra o genocídio na palestina. O ato fracassado em São Luís foi uma tentativa de responder ao ato bolsonarista de 25 de fevereiro na av. Paulista, em São Paulo (SP), que contou com a participação de mais de 700 mil pessoas.