Brasil chega a 79,3 milhões de residências em 2025, diz IBGE

BRASIL, 18 de abril de 2026 — O Brasil registrou 79,3 milhões de domicílios particulares permanentes em 2025. O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou as informações nesta sexta (17). O número representa um aumento de 2,6% em relação a 2024. Foram 2 milhões de residências a mais no período. Todas as regiões brasileiras apresentaram crescimento no estoque de moradias. A Região Sul liderou a expansão entre 2024 e 2025. Foram 463 mil novas unidades habitacionais na região. O avanço chegou a 4% no período. O Centro-Oeste aparece em seguida. A alta foi de 3,5%, com acréscimo de 217 mil domicílios. O Sudeste registrou a menor expansão do país. O crescimento foi de 2,3% na região.
Inflação em São Luís disparou no mês de março, diz IBGE

SÃO LUÍS, 13 de abril de 2026 – A inflação em São Luís acelerou em março de 2026, segundo dados do IBGE. O índice passou de 0,28% em fevereiro para 1,39% no mês seguinte. A alta ocorreu na capital maranhense durante o período analisado e foi medida pelo IPCA, indicador oficial de preços ao consumidor no país. O resultado colocou São Luís acima da média nacional, que registrou 0,88% em março. No Brasil, o índice também avançou, mas em menor intensidade, saindo de 0,70% em fevereiro para 0,88% em março. Dessa forma, a capital apresentou variação mais expressiva na comparação com o cenário geral. Além disso, todas as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE registraram inflação pelo terceiro mês consecutivo. As taxas variaram entre 0,37%, em Rio Branco, e 1,47%, na Região Metropolitana de Salvador. Nesse contexto, São Luís teve a segunda maior taxa entre as localidades analisadas. Entre as regiões Norte e Nordeste, quatro localidades concentraram as maiores altas em março. Além de São Luís e Salvador, destacaram-se Belém, com 1,31%, e Recife, com 1,10%. Assim, parte significativa das maiores variações ficou concentrada nessas regiões.
Maranhão registra baixa oferta de absorventes em escolas

MARANHÃO, 25 de março de 2026 – O Maranhão apresentou baixa oferta de absorventes nas escolas, segundo dados divulgados nesta quarta (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar mostrou que 68,9% das estudantes de 13 a 17 anos estão matriculadas em unidades que fornecem o item. O índice coloca o Maranhão entre as unidades da federação com menor cobertura de absorventes nas escolas. O resultado fica abaixo da média de outras regiões e próximo dos percentuais mais baixos registrados no Norte e Nordeste. A pesquisa considerou estudantes de instituições públicas e privadas em todo o país. O levantamento também identificou diferenças entre regiões brasileiras quanto à oferta de absorventes nas escolas. No Sudeste, 92% das estudantes frequentam instituições que disponibilizam o item. Já na Região Norte, o percentual chega a 56%, o menor do país. No Nordeste, onde está o Maranhão, o índice médio é de 80%, ainda inferior aos resultados do Sul e do Centro-Oeste. Dentro desse cenário, o Maranhão apresenta desempenho abaixo da média regional.
1/3 dos moradores fora da área rural de SLZ vive em favelas

SÃO LUÍS, 06 de dezembro de 2025 – O Censo 2022 do IBGE apontou que 34,8% da população urbana de São Luís vive em favelas, resultado divulgado nesta sexta (5), após levantamento que analisou insegurança jurídica, carência de serviços públicos e riscos ambientais em áreas classificadas como favelas no estado. O Maranhão registrou 198 favelas distribuídas em 14 municípios, reunindo 503.753 moradores e representando 10,5% da população urbana, segundo o IBGE. Esses territórios apresentam precariedades estruturais que reforçam a necessidade de mapear condições urbanas e identificar diferenças entre áreas formais e informais. São Luís concentra 100 das 198 favelas identificadas pelo Censo 2022 e abriga 71,2% dos moradores que vivem nesses territórios. O IBGE registrou 116.489 domicílios nessas áreas, o que equivale a 33,3% das moradias urbanas da capital. Além disso, municípios como São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa, Imperatriz, Caxias, Açailândia e Timon também apresentam grande número de moradores em favelas. Dessa forma, o estudo evidenciou a distribuição dessas áreas no estado e o impacto urbano causado pela expansão desses territórios. O IBGE classificou esses locais como áreas com insegurança da posse e limitações ambientais, além de apresentar serviços públicos precários. ACESSIBILIDADE AINDA É LIMITADA As condições de urbanização variam entre favelas da capital e do estado, segundo o IBGE. Em São Luís, 91,4% dos moradores vivem em vias pavimentadas, índice superior ao registrado no Maranhão, com 78,8%, e também acima da média nacional, com 78,3%. Rampas de acessibilidade são pouco presentes nesses territórios, já que apenas 1,9% das calçadas das favelas da capital possuem o equipamento. O Maranhão apresenta 2,1%, enquanto outras áreas urbanas de São Luís fora das favelas chegam a 14,1%. Calçadas estão disponíveis para 84,1% dos moradores das favelas da capital. No entanto, cinco comunidades não possuem calçadas registradas: Jaracati I, Albino Soeiro, Batatan, Ivaldo Rodrigues e Residencial Francisco Lima.
Maranhão tem a menor renda média mensal entre todos os estados

MARANHÃO, 04 de dezembro de 2025 – O Maranhão registrou o menor rendimento médio mensal entre todos os estados brasileiros em 2024, com R$ 2.051, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE. A média nacional de todas as fontes de rendimento alcançou um recorde de R$ 2.208 na série histórica iniciada em 2012. Os dados divulgados nesta quarta mostram que o povo do Maranhão ganha menos da metade da média do Distrito Federal, unidade com a maior renda (R$ 5.037). O estado do Ceará aparece com valor similar, de R$ 2.053, também entre os mais baixos. Em contraste, São Paulo tem uma média de R$ 3.884. O estudo também evidencia profundas disparidades de rendimento por gênero e raça no Brasil. Em 2024, os homens receberam, em média, 27,2% a mais que as mulheres. Além disso, pessoas brancas tiveram um rendimento por hora 65,9% superior ao de pessoas pretas ou pardas. Essa desigualdade permanece mesmo entre trabalhadores com ensino superior completo, onde brancos ganham 44,6% a mais. As dificuldades no mercado de trabalho atingem as mulheres de forma mais intensa. Apenas 49,1% delas estavam ocupadas em 2024, contra 68,8% dos homens. Quando empregadas, as mulheres recebem, em média, 78,6% do rendimento masculino. Em setores como comércio e serviços, essa proporção cai para 63,8%, destacando a segmentação e a desvalorização.
Informalidade no Maranhão é a maior do país, diz IBGE

MARANHÃO, 14 de novembro de 2025 – O Maranhão registrou no terceiro trimestre de 2025 a maior taxa de informalidade do país, segundo o IBGE. O levantamento, divulgado nesta sexta (14), apontou que 57% da população ocupada trabalha sem proteção legal, enquanto o desemprego estadual manteve estabilidade. Além disso, o instituto mostrou que apenas Rio de Janeiro e Tocantins reduziram a desocupação no período. Nas demais 25 unidades, incluindo o Maranhão, a taxa permaneceu estável. O estado também apresentou os menores índices de carteira assinada no setor privado. Segundo o IBGE, o Maranhão superou Pará e Piauí no ranking de informalidade. O país registrou média de 37,8%, mas estados com menor renda apresentaram taxas muito superiores. O levantamento destacou que apenas 51,9% dos empregados maranhenses possuem carteira assinada. O índice nacional de formalização é de 74,4%, com Santa Catarina alcançando 88%. Além disso, o Brasil registrou 25,3% de trabalhadores por conta própria, proporção que também tem forte presença na força de trabalho maranhense, conforme apontou a pesquisa. O estudo reforçou que a elevada informalidade no estado afeta a proteção trabalhista e a garantia de direitos sociais. O cenário envolve ocupações sem vínculo formal e atividades exercidas sem registro, o que amplia a vulnerabilidade dos trabalhadores. DESEMPREGO MANTÉM ESTABILIDADE NO TRIMESTRE No recorte do desemprego, o Maranhão integrou o conjunto de estados sem variação significativa. Pernambuco, Amapá e Bahia permaneceram com as maiores taxas, enquanto Santa Catarina, Mato Grosso e Rondônia registraram os menores percentuais no período analisado. O país alcançou taxa de 5,6%, número considerado o mais baixo para o período desde 2012. O IBGE classificou como desocupadas as pessoas que não possuem trabalho e procuram uma vaga, seguindo padrões internacionais em seu método estatístico. O levantamento também destacou diferenças regionais e reforçou que estados do Sul continuam com menores níveis de desocupação. Além disso, os resultados nacionais mostraram estabilidade em comparação ao trimestre anterior, mantendo tendência observada no ano.
Matões do Norte entre municípios com menos uniões conjugais

MARANHÃO, 05 de novembro de 2025 – Mais de 90 milhões de brasileiros com dez anos ou mais vivem em algum tipo de união conjugal, o que representa 51% da população, segundo dados preliminares do Censo 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta (5). O levantamento aponta aumento em relação a 2010, quando o número era de 81 milhões, correspondendo a 50% da população. Por outro lado, o instituto identificou que 85,7 milhões de pessoas, cerca de 49% dos brasileiros, não vivem em união conjugal. Desse grupo, 53 milhões nunca moraram com parceiro, enquanto 32,6 milhões são separados, viúvos ou divorciados, representando 19% do total. Em 2010, 57,2 milhões nunca haviam vivido com cônjuge e 23,6 milhões já haviam se separado de algum tipo de união. MARANHÃO TEM UM DOS MAIORES ÍNDICES O Maranhão está entre os estados com maior percentual de pessoas que nunca viveram em união conjugal, empatando com o Amazonas (34%) e ficando atrás apenas do Amapá (35%). Os dados mostram que o estado nordestino mantém uma das maiores proporções de indivíduos solteiros do país. No cenário municipal, Matões do Norte (MA) aparece entre as dez cidades brasileiras com maior número de pessoas que nunca viveram com cônjuge ou companheiro. O percentual chega a 13%, segundo o IBGE, colocando o município maranhense ao lado de localidades como Pracinha (SP), Bagre (PA) e Guaramiranga (CE). O IBGE classifica as pessoas em três categorias: as que vivem em união conjugal (casadas ou em união estável, com ou sem registro); as que não vivem mais em união (separadas, viúvas ou divorciadas); e as que nunca viveram com parceiro. Essa última categoria, em expansão, reflete mudanças culturais e comportamentais observadas no país. O instituto considera “união conjugal” tanto as relações formalizadas quanto as uniões estáveis, independentemente de registro civil ou religioso. Dessa forma, o levantamento abrange uma ampla diversidade de arranjos familiares e afetivos, incluindo casamentos legais e uniões informais.
Maranhão tem menor renda média do país, aponta Censo do IBGE

MARANHÃO, 10 de outubro de 2025 – O Maranhão registrou o menor rendimento médio mensal entre os trabalhadores brasileiros, conforme dados preliminares do Censo Demográfico 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor médio no estado foi de R$ 1.855, abaixo da média nacional de R$ 2.851. Além do Maranhão, os estados do Piauí (R$ 1.905) e da Bahia (R$ 1.944) também figuram entre os menores rendimentos do Brasil, todos localizados na Região Nordeste. No outro extremo, as maiores médias foram observadas no Distrito Federal (R$ 4.715), em São Paulo (R$ 3.460) e em Santa Catarina (R$ 3.391), onde há maior concentração de atividades econômicas com salários mais elevados. O levantamento mostra que as regiões Norte (R$ 2.238) e Nordeste (R$ 2.015) permanecem abaixo da média nacional. Já o Centro-Oeste (R$ 3.292) apresentou o maior rendimento, 16,7% superior à média do país. As regiões Sul (R$ 3.190) e Sudeste (R$ 3.154) mantêm-se em patamar mais elevado. Os dados consideram pessoas com 14 anos ou mais, ocupadas ou afastadas temporariamente do trabalho entre 25 e 31 de julho de 2022. Segundo o IBGE, 35,3% dos trabalhadores brasileiros recebem até um salário mínimo, enquanto apenas 7,6% têm rendimentos acima de cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 6.060 em 2022. A faixa mais comum é a de mais de um até dois salários mínimos, que abrange 32,7% da população ocupada. Apenas 0,7% dos trabalhadores recebem mais de 20 salários mínimos.