Fortuna da família do grupo Mateus apresenta queda em 2026

BRASIL, 31 de agosto de 2026 — A fortuna dos três representantes da família que controla o Grupo Mateus caiu para R$ 5,5 bilhões em 2026. Os dados foram divulgados nesta sexta (28) pela Forbes. A queda ocorreu após um primeiro semestre marcado por demissões, dívida e multa fiscal. Ilson Mateus Rodrigues, fundador do grupo, teve a maior perda. O patrimônio dele caiu de R$ 7,7 bilhões em 2025 para R$ 3,5 bilhões neste ano, redução de 54,5%. Além disso, os filhos Denilson Rodrigues e Ilson Mateus Júnior passaram de R$ 2,1 bilhões para R$ 1 bilhão cada. Somados, os três perderam cerca de R$ 6,4 bilhões em um ano. Eles também são os únicos empresários do Maranhão presentes na atual lista de bilionários brasileiros da Forbes. Maria Barros Pinheiro, que aparecia em 2025 com mais de R$ 2,3 bilhões, não consta no levantamento deste ano. O Grupo Mateus enfrentou problemas ao longo de 2026. A empresa demitiu mais de seis mil funcionários em seis dos nove estados onde atua. Segundo o grupo, os cortes faziam parte de “ajustes operacionais” para “otimização” da dívida líquida, que pressionava a receita. Inclusive, em junho, a Receita Federal aplicou uma multa de R$ 1,28 bilhão à Armazém Mateus, subsidiária atacadista do grupo. A companhia atua principalmente no Norte e Nordeste nos segmentos de atacarejo, atacado e varejo.
Fortuna tem denúncias de servidora fantasma e supersalário

FORTUNA, 05 de agosto de 2026 — O Ministério Público do Maranhão abriu três investigações contra a prefeitura de Fortuna. As suspeitas envolvem servidores fantasmas, professores irregulares e salários acima do teto constitucional. As portarias foram assinadas pelo promotor Rodrigo Ronaldo Martins Rebelo da Silva em 31 de julho e publicadas no dia 3 de agosto. A primeira apuração investiga a servidora Soraia Araújo Silva. Ela ocupa o cargo de diretora de Departamento na prefeitura. Porém, uma denúncia à Ouvidoria afirma que ela trabalha como secretária particular da Primeira-Dama em um escritório privado. A prefeitura diz que Soraia atua no setor de Recursos Humanos. Então, o promotor determinou visitas sem aviso prévio ao local para confirmar se ela realmente trabalha lá. Além disso, o MP recomendou à prefeitura que implante um sistema de controle de frequência para todos os servidores, inclusive os comissionados. A segunda investigação apura se quatro professoras da rede municipal de Fortuna recebem salário sem dar aulas. As servidoras são Maria da Nuciação Gomes da Silva, Regina Pereira Calado, Maria Rosângela Borges de Sousa e Samara Gomes Barbosa. Segundo as denúncias, elas podem estar usando terceiros para ministrar as aulas em seus lugares. O MP confirmou que os vínculos e os pagamentos existem. Por isso, o promotor determinou inspeções presenciais nas escolas, também sem aviso prévio, para verificar se elas realmente exercem as funções. A terceira investigação apura o médico plantonista Waldenilson Silva Moraes. Ele teria recebido um salário líquido de quase R$ 40 mil. Esse valor pode ultrapassar o teto constitucional, que é o subsídio do prefeito. O MP pediu à prefeitura as fichas financeiras do médico, mas não houve resposta no prazo. Então, o promotor determinou novas diligências. Ele vai consultar o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde e o Portal da Transparência. Também vai pedir a lei que fixa o salário do prefeito para comparar os valores. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os procedimentos podem virar inquéritos civis. Isso pode resultar em medidas judiciais ou administrativas contra a prefeitura. As três investigações fazem parte do trabalho do MP para fiscalizar a Prefeitura de Fortuna e evitar o desperdício de dinheiro público.
Parentes do prefeito de Fortuna entram na mira por nepotismo

FORTUNA, 10 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra o prefeito de Fortuna, Sebastião Pereira da Costa Neto. A ação foi protocolada na quinta (9) e pede, em caráter liminar, a exoneração de parentes nomeados para cargos estratégicos na administração municipal por suspeita de nepotismo. O processo, assinado pelo promotor Ronaldo Martins Rebelo da Silva, da Promotoria de Justiça de São Domingos do Maranhão, também solicita que a Justiça proíba novas nomeações que contrariem a legislação e determine ajustes na estrutura administrativa do município. Além disso, o MP pediu multa diária de R$ 2 mil ao prefeito em caso de descumprimento da decisão. Entre os alvos da ação estão o controlador-geral Lynarck Dassaev Soares, cunhado do prefeito; a chefe do Setor de Tributos, Olga Regina Soares, sogra do gestor; e o procurador-geral do Município, Silas Soares, primo da esposa de Sebastião Costa Neto. O Município de Fortuna e o próprio prefeito também são réus no processo. Segundo o MPMA, a nomeação de familiares para áreas de controle interno, arrecadação de tributos e consultoria jurídica pode comprometer a autonomia desses setores e violar os princípios da moralidade, impessoalidade e eficiência. O órgão também pede a anulação das nomeações, a devolução dos valores pagos, aplicação de multa e proibição de contratar com o poder público por quatro anos. O caso será analisado pela Justiça.
Prefeito é investigado por suposto nepotismo em Fortuna

FORTUNA, 23 de maio de 2026 — O Ministério Público do Maranhão instaurou Inquérito Civil para investigar suposto esquema de nepotismo na Prefeitura de Fortuna. A apuração envolve familiares do prefeito Sebastião Pereira da Costa Neto nomeados para cargos estratégicos na administração municipal. O procedimento foi conduzido após denúncias sobre possíveis irregularidades em nomeações para funções de confiança e publicado no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão, edição nº 094/2026, disponibilizada em 15 de maio de 2026 e publicada oficialmente em 18 de maio de 2026. A investigação foi convertida em Inquérito Civil após o encerramento do prazo da Notícia de Fato nº 000494-509/2026. A decisão foi assinada pelo promotor de Justiça Rodrigo Ronaldo Martins Rebelo da Silva. Segundo o Ministério Público, a apuração começou após a nomeação de Lynarck Dassaev Rodrigues Soares para o cargo de Chefe de Controle Interno. Durante as diligências, uma nova denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público ampliou o alcance da investigação. Conforme o documento, o prefeito teria nomeado parentes para cargos de alto escalão na estrutura administrativa do município. Entre os citados estão Roberta Regina Rodrigues Soares, apontada como esposa do prefeito e atual secretária de Administração e Finanças, além de Olga Regina Rodrigues de Albuquerque Soares, nomeada secretária municipal de Tributos. ambém aparecem Lynarck Dassaev Rodrigues Soares, Silas Borges Sousa Soares e Tonne Rodrigues de Oliveira Soares. O Ministério Público informou que a prática de nepotismo pode violar princípios constitucionais da administração pública. Além disso, o órgão citou a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal, que proíbe a nomeação de parentes para cargos de confiança e funções gratificadas. Como parte das diligências, o Ministério Público determinou levantamento completo dos vínculos funcionais dos investigados. O órgão solicitou informações como matrícula, salários, portarias de nomeação, fichas funcionais e demonstrações de pagamento. A Prefeitura de Fortuna tem prazo de 15 dias úteis para informar o grau de parentesco entre os investigados e o prefeito. Além disso, deverá encaminhar currículos, diplomas e documentos que comprovem eventual qualificação técnica dos nomeados.
Família Vorcaro tentou ocultar fortuna bilionária, diz COAF

BRASÍLIA, 26 de abril de 2026 — Transações financeiras envolvendo a Multipar, empresa ligada à família de Daniel Vorcaro, movimentaram mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A análise aponta que quase todo esse dinheiro circulou apenas entre empresas e pessoas associadas ao grupo do ex-banqueiro e do Banco Master, o que sugere uma possível tentativa de ocultação patrimonial, conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo. De acordo com os dados, cerca de 93% do valor movimentado pela Multipar foi destinado ou proveniente de companhias, holdings e fundos de investimento conectados à família Vorcaro ou ao Banco Master. Entre os destinatários, destaca-se o próprio banco, que recebeu R$ 5,8 milhões da holding. No período analisado, a Multipar realizou aproximadamente 10 mil operações financeiras com mais de 30 empresas relacionadas ao grupo. O relatório do Coaf cita expressamente movimentos entre empresas do mesmo grupo econômico, o que pode indicar uso de contas como canal de passagem para recursos. Entre as empresas envolvidas está o fundo GFS, administrado pela Reag, gestora responsável por fundos suspeitos de inflar artificialmente ativos do Banco Master. O GFS recebeu R$ 47 milhões da Multipar e repassou R$ 15 milhões à holding. O documento também destaca a relação da Multipar com a Hebron Participações, principal parceira financeira e também uma holding não financeira, com Henrique Vorcaro e outra holding como sócios. A Hebron transferiu R$ 419,2 milhões para a Multipar em mais de mil transações e recebeu R$ 104,3 milhões de volta em 352 operações.
Maduro e aliados mantêm fortuna bilionária em 20 países

MARANHÃO, 13 de janeiro de 2026 – Relatórios de organizações internacionais identificaram US$ 3,8 bilhões em patrimônio ilícito acumulado por Nicolás Maduro e aliados durante mais de uma década, distribuído por ao menos 20 países. As entidades mapearam imóveis, contas bancárias, jatos, cavalos de corrida e objetos de luxo ligados ao grupo, ressaltando a dificuldade de rastreamento dos valores. A maior parte do patrimônio permanece fora da Venezuela e aparece oculta em esquemas de lavagem de dinheiro. A ONG Transparência Venezuela informou que os ativos rastreados representam apenas uma parte dos recursos desviados pelo regime. A organização localizou 745 bens suspeitos em nome de Maduro, avaliados em US$ 3,5 bilhões, além de € 218 milhões apreendidos em países europeus. BENS LOCALIZADOS Os relatórios destacam que os cálculos divulgados não incluem valores ainda sob investigação, pois muitos procedimentos seguem em andamento e não são públicos. Segundo a ONG, diversos países ainda identificam operadores e facilitadores envolvidos nos esquemas usados para movimentar o patrimônio em diferentes continentes. Boa parte dos recursos aparece em dinheiro vivo, fundos de investimento e contas bancárias internacionais. As autoridades financeiras da Suíça confirmaram o congelamento de ativos atribuídos ao ditador e a ministros do regime, com a intenção de impedir a saída de capitais vinculados ao patrimônio do grupo.
COP30 quer taxar fortunas para arrecadar R$ 7 trilhões

BRASIL, 06 de novembro de 2025 – A COP30 chega a Belém com uma proposta ambiciosa: arrecadar o equivalente a R$ 7 trilhões por ano para financiar ações contra as mudanças climáticas. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o plano sugere um conjunto de medidas que incluem tributos sobre grandes fortunas, jatinhos e artigos de luxo, além de ajustes nas regras bancárias que, segundo os autores, limitam o investimento em projetos sustentáveis. O documento, chamado de roadmap (“mapa do caminho”), será apresentado durante o encontro da ONU. Brasil e Azerbaijão elaboraram o documento, que orienta governos e instituições financeiras a mobilizarem o montante necessário até 2035. Entre as propostas está a revisão das normas de Basileia 3, criadas depois da crise de 2008, consideradas excessivamente rígidas para investimentos de longo prazo em energia limpa e infraestrutura verde. Os autores afirmam que os ajustes preservariam a segurança do sistema financeiro, mas dariam maior flexibilidade a bancos para investirem em projetos de baixo carbono. Também propõem que bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais contribuam com US$ 300 bilhões anuais. Novas fontes de crédito e instrumentos de mercado somariam outros US$ 230 bilhões.
STF começa a analisar ação por imposto de grandes fortunas

BRASÍLIA, 24 de outubro de 2025 – O Supremo Tribunal Federal (STF) reiniciou o julgamento que pode declarar a omissão do Congresso Nacional em criar o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF). A sessão ocorreu na quinta (23) sob a relatoria do ministro Edson Fachin. A ação foi proposta pelo Psol, que aleja o descumprimento de um mandamento constitucional de 1988. O partido defende que o tributo é essencial para reduzir desigualdades e criar uma política fiscal mais justa. O Psol, representado pela advogada Bruna Freitas do Amaral, realizou sua sustentação oral perante o Plenário. A legenda argumenta que a medida visa taxar patrimônios superiores a R$ 10 milhões, com uma arrecadação potencial de cerca de R$ 40 bilhões. Além disso, o partido já apresentou um projeto de lei complementar em 2008, propondo alíquotas entre 1% e 5% para bens acima de R$ 2 milhões. Portanto, a base para a implementação do tributo já estaria em discussão no Legislativo.